a cobrança da competição

Queria eu nunca ter tido um pensamento competitivo na minha vida! Mas, pelo contrário, sempre tive sede de competição. Desde a relação com a minha irmã, amigas, profissional… Passei anos competindo internamente com todas as pessoas ao meu redor. Me comparando, julgando, desvalorizando. Sempre achava que os outros eram melhores que eu mas que eu grande dia eu sairia vencedora dessa corrida.

Eis que, a vitória estava logo ali, na minha frente. Finalmente era minha vez.

O que aconteceu? Perdi.

Energeticamente, a competição estava presente para me sabotar.

Nossas relações são muito mais complexas do que imaginamos. Sustentamos um campo energético coletivo com as pessoas que já nos relacionamos de alguma forma. Pode ser mais ou menos profunda – ligações emocionais mas as energias que já passaram pelas nossas vidas, parecem ficar ali, num campo mais sutil.

Algumas dessas relações são boas! Nos sustentam, apoiam, preenchem de amor, coragem e força para seguir adiante. Outras nem tanto… Nos desejam ver perder, nos sabotam, preenchem de jatos de inveja, energia destrutiva, posse, controle, etc.

A sensação é que cada vez que sentimos competição perante alguém, nos conectamos com essa pessoa de uma forma diferente. Uma forma mais negativa – perde / ganha. Superior / Inferior. É como se marcasse um encontro no futuro para ver quem foi o melhor. E, as energias estarão nos campos energéticos uns dos outros, aguardando esse momento. Essa cobrança de chegada ao fim da corrida para ver quem foi melhor.

Se eu tivesse tido mais consciência ao crescer, teria me despido de toda e qualquer competição. Ao contrário, teria desejado sempre o melhor pro outro. A mais feliz, abundante e alegre vida que cada um possa ter. Porque assim, teria sempre um registro energético positivo nas minhas relações. Sem jamais ter que lidar com cobranças ou comparações no fim da estrada.

Quanto mais positivas são as nossas relações, mais positivo é esse campo de força que nos sustenta no sutil.

Desfaça-se de toda e qualquer competição. O que é seu, é seu direito divino viver e vai chegar na hora certa. Não queira sustentar relações que querem vencer você no seu campo energético. Não queira chegar no fim da linha e ser inundado de negatividade de todos aqueles com que você mesma escolheu competir quando estava ainda muito inconsciente de qualquer dinâmica energética.

Sou grata por essa perda. Por tudo que tenho aprendido com ela. E, certamente, limpar meu campo energético de relações sabotadoras tem sido um grande aprendizado que eu não teria tido se não tivesse passado por isso. Perdoe, se desculpe, corte relações e deixe ir. Fique feliz pelo o que os outros têm, pelo que eles conseguiram conquistar, pela vida que escolheram para eles próprios. Fique feliz pela habilidade de estar na matéria de cada um, tenha compaixão de compreender de onde vem cada um, sem julgar os rumos que trilharam à partir desse lugar de início. A sua vida não precisa ser melhor ou pior que a de ninguém. Ela é apenas a sua vida, perfeita para você!

Eu aprendi a querer apenas aquilo que é meu. E amar aquilo que é meu por mais diferente, estranho, fora dos padrões que isso seja. Precisamos amar a nós mesmos antes de tudo, como somos! Sem mudar, sem curar, sem forçar um encaixe. Se é a minha vida, eu aceito. Se é o meu caminho, a minha personalidade, a minha sombra, então eu aceito. E que o outro aceite o que é dele, sem precisar querer o que é meu.

Se todos realmente acreditássemos que somos um pequeno pedaço de um enorme quebra cabeça e que cada um tem exatamente o que precisa ter para exercer sua função nesse coletivo, as coisas seriam muito mais calmas, pacíficas e compassivas. Sairíamos dessa competição acirrada – um dos valores máximos do capital – e entraríamos em um plano muito menos do querer e muito mais do ser.

É interessante olhar pra dentro e perceber que ações vem de um desejo genuíno de viver a própria vida e que impulsos vem da vontade de vencer os outros. Começar a separar essas energias é muito importante para se alinhar com seu propósito divino ao invés de conceitos materiais de vitória.

E assim vamos. Tentando se reestruturar para ir atrás apenas do que é meu. Com um campo energético limpo da competições passadas. Deixo ir. Vão embora. Já não tenho mais interesse algum em ser mais ou menos do que vocês. Só quero ser eu. E peço perdão por todos os momentos que quis algo além disso.

go fix it!

Errar é humano. Às vezes cometemos alguns erros e nos envergonhamos… Mas não tem isso não. Na perfeição do projeto divino, erros também são perfeitos. Quando aprendi sobre consertar meus erros, foi muito maravilhoso! Porque eu percebia que o ato de consertá-los, criava novas oportunidades de acerto ainda maiores!

Ter humildade para pedir desculpas, fortaleceu algumas relações.

Voltar atrás em um preço dado com falta de compaixão, me trouxe mais clientes.

Olhar para o erro como uma oportunidade, é o melhor que podemos fazer sempre! Sempre tem uma lição preciosa e, por incrível que pareça, uma outra oportunidade que se abre se tomamos as atitudes para consertá-los ao invés de nos dar por vencidos ou deixar que o orgulho vença e deixamos ir o que realmente queríamos.

Errar é sempre uma lição de humildade – momentos que eu gosto de chamar de ego break. Quebrar o ego. Errar nos faz mais inocentes, mais puros, mais pé no chão. Dependendo do erro, muda a forma de ver a vida completamente. Quanto mais erramos, mais sabemos!

Então, se você errou, antes de jogar tudo fora, antes de desistir completamente – sempre, sempre, tente consertar. (Se aquilo era importante pra você, claro.) Porque no ato de consertar, abrem-se portas. Fortalecem-se intenções. Cria-se mais força e clareza no caminhar.

aterrar

Nenhum processo é único. Somos todos conectados. Aqueles que estão caminhando no espiritual há algum tempinho normalmente estão bem alinhados, cada um experimentando a versão do aprendizado do momento.

Este sendo disciplina, perseverança e aterramento. Trazer pra matéria tudo que se atingiu internamente até agora. Colocar ideias, planos, textos, videos, projetos pra fora, pra Terra, pro Planeta, pro coletivo.

Usar as leis da matéria, o tempo de aprendizado, tempo de trabalho, os instrumentos, aperfeiçoar a técnica, estudar, aprender para colocar pra fora o que já é real em espírito. Tudo nasce na energia primeiro.

Além disso, estar aterrado é a maior proteção que podemos ter. Quando estamos firmes na matéria, ficamos menos vulneráveis para ataques ou roubos energéticos. Por isso é importante sempre cuidar do corpo, dos alimentos, do seu ganhar dinheiro (energia materializada). Importante cuidar da casa onde se vive e fazer as mudanças necessárias caso esse ambiente não seja o ideal para sua criação, aterragem.

Quando estamos onde não queremos estar ficamos bastante desaterrados. Mandamos a energia pro passado, futuro, outro país, qualquer lugar menos onde estamos.

Primeiro chakra é raíz. Segurança. Alimento. Corpo. Casa. Sobrevivência básica. Foco nesse chakra!

a energia do acidente

Apesar de achar bobo compartilhar essas coisas, pode ser interessante para produzir um pensamento mais energético naqueles que se interessam por isso e assim começar a formar novos olhares em cima da vida.

Caí de bicicleta! Me estabaquei. Em uma sequência energética perfeita que culminou na criação dessa realidade.

  1. Saí de casa, recebi um jatinho de inveja. Inveja é tiro e queda! Essa é a pior energia que alguém pode mandar para outra pessoa. Sempre dá um jeito de sabotar aquele que recebe inveja.
  2. Ao subir na bicicleta, dei uma balanceada e quase caí. O sinal. Eu estou em uma fase profunda de me relacionar com os sinais de maneira saudável novamente. Meu ano novo me trouxe um sinal que tenho tentado recusar, tentado me convencer de que estou exagerando, que não preciso focar tanto assim, que eu sou muito intensa, exagero tudo…
  3. O sininho buzina da bicicleta estava quebrado então tive que dar uma gritada com umas duas pessoas… Recebendo energia negativa de volta, claro.
  4. Somando então inveja, sinal, 2x energia negativa: uma mulher atravessa a rua sem olhar bem na minha frente, eu entro direto nela e caio me estabacando na calçada, sangrando nos dois joelhos e nas mãos!

Sim! Essa realidade foi criada, a soma das energias, que tinham um propósito de ensino ainda por cima! Maior mensagem para eu respeitar esse sinal do ano novo! Lição + energias = não podia dar em outra.

Eu agradeço.

olhos pro passado que veem o futuro

A humanidade precisa de uma revolução de olhar. Nossos olhos estão todos contaminados com tanta televisão, jornal, computador, barulho, mesmas estruturas das cidades (quadrado, redondo, reto, curva), mesmas festas, mesmos bares… Estamos sempre vendo as mesmas coisas e esperando que alguma coisa mude no mundo ou nas nossas vidas.

Sendo que nós somos o que nós vemos. (Ou como vemos.)

A nossa maneira de ver o mundo ao nosso redor é o que cria este mesmo mundo. A revolução de que a humanidade precisa está no olhar. Uma nova maneira de ver a vida, a Terra, as relações e todas as dinâmicas da experiência material. Estamos precisando temperar a vida com novidades sensoriais, sagradas, mágicas, ancestrais e humanas. Muito humanas.

Onde mais precisamos de um novo olhar é em cima do que é ser humano. O ser humano é um animal instintivo assim como todos os outros. Somos feitos para nos relacionar em tribos e territórios. Temos nossos níveis energéticos que definem quem somos dentro da tribo. Quando não estamos alinhados com nosso lugar de direito na tribo, geramos angústia, ansiedade e neurose.

O ser humano é elemental. Ele é o mago, a carta 1 do Tarô. Ele é o criador, o que manipula a técnica para materializar seu espírito. Ele é o guardião sagrado do planeta, jardineiro fiel. Precisa estar em constante contato com água, terra, fogo e ar (de boa qualidade!). Cada um de nós tem seus elementos dominantes. Temos os seres de fogo, os de ar, os de água e os de terra e precisamos nos complementar e equilibrar à partir da compreensão que somos regidos pelos elementos.

Eu sonho com grandes assembléias de política espiritual em que o círculo é dividido em quatro arenas, cada uma para pessoas de cada elemento. Assim os debates seriam entre os elementais e menos entre os indivíduos. As ideias viriam das energias essenciais de cada grupo e seriam respeitadas por isso.

É importante pra caramba relembrar o que é ser humano visto que a falta de humanidade que vemos ao nosso redor é exatamente a perda dessa conexão com essa sabedoria. Precisamos olhar para os nossos ancestrais, para os que viviam em tribo, em civilizações mais avançadas que as nossas como os Maias, Incas, Astecas, Atlantis… E reconhecer que a forma como viviam era sim mais avançada que a nossa porque era muito mais conectada com a forma instintiva de ser do nosso planeta. Em conexão com a natureza, com a magia, com as práticas rituais de adoração da fertilidade, da vida e do feminino. Nós precisamos disso. Não é algo que dá pra superar.

Conseguimos superar o instinto? Sim. Mas quem disse que isso nos faz mais “civilizados” e quem disse que ser mais civilizado é o melhor gente? Nosso instinto é basicamente o programa com o qual fomos criados. Como nosso Criador nos fez. Sem ele, estamos nos afastando do Criador e por isso nos separamos da Natureza (que é o Criador).

Instinto é estar no corpo, é estar na floresta, é estar compartilhando espaço com outras espécies o tempo todo. Isso nos faz sentir vivos! Isso nos faz vibrar, acordar, querer viver o tempo todo. Isso também nos retorna à um estado natural de pureza que é o nosso. Somos inocentes e puros assim como todos os outros animais ao nosso redor. Somos um reflexo do Criador que assim é.

Rever. Criar novos olhos. Para olhar pra fora e para dentro. Para o outro e para si mesmo. Para aquilo que não queremos e aquilo que acreditamos. Ver o mundo ao redor de forma diferente é criar um mundo diferente. Criatividade precisa de olhares diversos, que se misturam, complementam e retornam ao seu lugar de origem, renovados, após passar por tanta escuridão, tanto desequilíbrio, encontram finalmente o ponto de centro. Evoluídos tecnologicamente, agora evoluem espiritualmente para um novo tempo em que o ancestral se mistura com o tecnológico em um retorno ao ser humano real.

Compromisso de Compartilhar

Passei dois anos viajando, vivendo milagres, vivendo a vida mais maravilhosa que eu podia imaginar para um ser humano viver. Passei um ano vivendo em uma montanha na África, imersa no meio da floresta mais antiga e sagrada do continente. Em uma comunidade com 300 das pessoas mais maravilhosas que já conheci. Todos que moravam ali, tinham muita magia para compartilhar, cerimônias, xamãs, artistas, permacultores, pessoas profundamente do bem.

Todo dia eu aprendia alguma coisa nova. Todo dia eram lições sobre o que é ser humano não envenenado. Que come comida boa, respira ar puro, água da chuva sem nenhuma química, está em território e tribo, com bastante espaço pra si, imerso em silêncio e paz. A experiência humana é outra, a qualidade energética, mental, emocional e espiritual da vida é elevada à níveis ancestrais, quando todos na terra ainda usufruíam de condições naturais assim.

Compreendi muito sobre o que é esse planeta. O que é de fato a vida aqui e como ela poderia / deveria ser em condições ideias. E fui aprendendo, aprendendo, aprendendo… Mas não compartilhei. Não escrevi uma linha sequer. Não fiz um vídeo. Não tirei uma foto. Eu achava que eu não estava pronta, que eu estava quase mas ainda não estava pronta… Eu imaginava um estado que eu queria atingir de preparo (perfeição?) antes de começar a compartilhar…

No final, tudo foi por um caminho inesperado e fiquei sem nada para mostrar do que foi vivido e experimentado. Sinceramente, nem dentro de mim eu lembro… É como se todo aquele conhecimento que estava me sendo dado, foi retirado! Magia pura.

Bem, aprendi minha lição. E agora estou comprometida à compartilhar todos os meus aprendizados diários por mais ridículos que eles sejam porque sempre pode servir pra alguém, certo?

Todo dia vou sentar e escrever alguma coisa para nunca mais cometer esse erro de deixar a vida passar só pra mim. Compartilhar! Estou tudo menos pronta mas é isso aí mesmo. Vamo indo…

eu me amo a longo prazo

Pode ser besteira escrever sobre isso, na verdade a maior parte do que eu escrevo eu sempre acho que todo mundo que está vivo já sabe essas coisas… Mas aí depois vou dar uma caminhada na praia de Ipanema no domingo e me recordo que ainda tem muita gente sem a menor ideia de nada. É incrível como ainda existe tanta inconsciência nas cidades!

Tenho aprendido e estudado muito sobre o inconsciente, meu assunto preferido! Eu achava que eu sabia muito mas tenho aprendido que eu não sabia era nada. Porque para saber fazer o inconsciente funcionar é preciso saber em prol do quê. Colocá-lo à serviço da vida que se quer viver. Se não temos clareza de um propósito de vida, deixamos ele muito solto para influencias do coletivo, da mídia, da vibração “da tribo” (aglomerado de seres que moram no mesmo território), das egrégoras vigentes da região.

Precisamos ter consciência das áreas em que nosso inconsciente não estão nos ajudando e porquê. Eu estava vivendo um processo de auto-sabotagem muito forte. Uma recusa a viver o meu propósito, o meu sonho. Mas é claro, passei anos negando esse sonho! Afirmando vez após outra que eu não queria viver essa minha ideia obsessiva. Eu não entendia que nós TEMOS que viver nossos sonhos. Eu não sabia que esses desejos, por maiores ou mais irracionais que sejam, que pulsam dentro de nós, são a nossa missão! O nosso propósito. Eu achava que era maluquice e queria me livrar disso! Mas, lá atrás, ainda seguia o caminho desse sonho. Nunca deixei de segui-lo por mais que estivesse olhando pra outro lado a maior parte do tempo…

Até que ele chegou e me deu um tapa na cara. E eu me recusei a vivê-lo! Me recusei a seguir em frente com minhas escolhas. Em lutar pelo que eu queria! Retraí, me traí…

Mas eu não sabia que era possível! Não sabia que podia! Que Deus queria me dar meu sonho!

E agora, eu quero vivê-lo. Morrendo de medo. Mas eu quero!! Mas o inconsciente tadinho, tá cheio de NÃO. Que eu martelei durante anos pra dentro dele. Então tem uma cisão entre a parte que quer e a parte que não quer. E aí começam as sabotagens sutis e enormes.

Mas veja, eu sou dona do meu inconsciente. Eu tenho autoridade sobre mim mesma! Posso treiná-lo. E eu treino com afirmações, visualizações, sim… Mas mais ainda nas minhas ações diárias. Na minha integridade com o que eu falo e faço.

Por exemplo: se eu quero trabalhar o amor próprio e o respeito, quero me dar mais amor mas sabendo que meu pulmão não está gostando, eu sigo fumando cigarro toda hora… Qual a mensagem na verdade que eu estou mandando pro Universo? Pro meu interno?

São nas pequenas repetições sutis que sinalizamos o que somos e quem vamos nos tornar. Em nossos hábitos moram nossos destinos.

Tenho aprendido então a repetir sempre que me amo a longo prazo. Que os pequenos impulsos em momentos de alegria, aquelas pequenas concessões, coisinhas erradas que me deixo fazer, afetam toda uma vida e não apenas aquele momento exato. O amor próprio nasce de saber que se tem um propósito, uma vida que se quer viver e à partir daí, começa-se a alinhar o inconsciente para a realização deste, com cada ação, cada ato como um símbolo dessa missão realizada.

Saber que se tem uma vida incrível à viver é a maior gasolina da vida. Mudamos! Lutamos! Perseveramos! Seguimos em frente. Com atenção à cada detalhe. Sem nos deixar abater pelos pequenos e nem os grandes erros. Porque um especialista em qualquer coisa é aquele que cometeu todos os erros que podia cometer em determinada área. =)

acumulando energia para criar a realidade

Sempre falo muito sobre criação de realidade porque cada vez mais tenho comprovado a veracidade dessa nossa capacidade. A realidade ao nosso redor é muito mais plástica do que imaginamos.

Nós acumulamos energia quando nossa vida, pensamentos e emoções, estão voltados para determinado tema. Pode ser um tema positivo ou um tema negativo. Independente do que seja, quanto mais nos concentramos nisso, mesmo que seja algo que NÃO queremos, mais disso atraímos.

Muitas vezes passamos por situações fortes. Profundas. Cometemos um grande erro, por exemplo. E aí nos mergulhamos em arrependimento, ficamos matutando como poderia ter sido, sentimos um luto pelo que perdemos por causa de escolhas erradas. Escrevemos sobre isso, sofremos, sofremos… Não conseguimos tocar o barco pra frente porque ainda estamos muito voltados para o passado, não conseguimos deixar ir.

Essa energia de erro, fracasso, sofrimento, arrependimento começa a se acumular, acumular, acumular… Se não fazemos um esforço consciente para mudar os rumos da mente e da vida que estamos vivendo, vamos nos afogando mais e mais e… logo, logo… tomamos mais uma decisão ruim. Nos arrependemos novamente. Sofremos. Sofremos. Aí, fazemos mais uma besteira, seguimos, seguimos… Vamos atraindo mais e mais disso!

Se num momento desse, uma decisão muito importante vem se aproximando… Bem… E estamos cheios de energia de arrependimento e erro acumuladas… Será que tomaremos a decisão correta? É possível! Mas precisamos de muita muita consciência e direcionamento energético para isso. Sermos práticos. Olharmos com honestidade para a situação. Porque se seguimos achando que vai dar tudo certo, sem olhar pra tudo que está dando errado, provavelmente vamos criar a realidade que estamos vibrando novamente!

Então se vamos surfar na onda de uma energia, que ela seja positiva. Caso já estejamos surfando uma onda negativa, me parece que o melhor é alterar sua realidade material o mais rápido possível de maneira leve e bem básica mas começar a trazer o foco para um novo assunto, aceitar o que passou e criar algo novo. Só pra sair desse fluxo! E aí, depois, poder tomar aquela grande decisão com calma. No fluxo novo.

auto cuidado requer verdade

Não existem valores mais importantes do que auto-cuidado, amor e respeito próprio. Tenho aprendido isso da maneira difícil, o extremo oposto. Caindo diversas vezes por relevar minhas necessidades mais básicas e verdadeiras.

Muito do que o ano passado me ensinou foi exatamente isso, como nosso auto cuidado é importante, saber nossos limites, respeitar onde estamos no nosso processo, sem tentar fingir estar em outro nível, nem tentar dar saltos em direções para as quais ainda não estamos preparados.

Mas, quanto maiores os erros que venho cometendo, mais clareza vou obtendo sobre o porquê deles e sobre responsabilidade e perdão. Amor incondicional à mim mesma.

O porquê é bem óbvio agora que eu o vejo, mas não estava claro pra mim antes disso. Eu estava mentindo pra mim mesma. Estava querendo fingir que o que eu sou, o que eu vivi, as experiências transformadoras pelas quais passei, a radicalidade que impus a mim mesma, não tivessem sido tão reais assim. Eu não estava conseguindo acreditar no que eu estava vivendo, estava levando tudo como uma grande brincadeira.

Uma parte adolescente que quer se manter adolescente. Que quer reproduzir a vida que viveu de festas, amigos, bebidas, drogas, nenhuma responsabilidade, só alegria… Ela ainda vive no meu inconsciente. E luta para não crescer, luta para não aceitar a minha transformação. Quer insistir que é possível ter os dois, crescimento espiritual e material e comportamento infantil e irresponsável.

Eu ainda não consegui parar para acessar a verdade do que estou vivendo. A verdade de que voltei frágil para estar na cidade grande. Olhar para a verdade de tudo que eu vivi, de tudo que me impus viver. A falta de carinho e de respeito ao que eu de fato queria e precisava e porque.

Mas só é possível respeitar a si mesma, quando se compreende o que precisa ser respeitado. Quando se percebe o que se está passando de verdade. E, à partir daí, também saber pedir ajuda.

Os sinais do Revéillon

Há alguns anos que comecei a reparar algumas coincidências… Parece que durante a noite do revéillon, acontecem algumas coisas que são simbólicas do ano. Como se a noite em si tivesse mini-pistas sobre como será o seu ano.

Por exemplo:

Em 2014, tive uma das melhores celebrações da minha vida, em Caraíva com minhas amigas. Dançamos a noite inteira sem parar! No meio da noite, a festa em que estávamos na praia, retirou o pano que rodeava o espaço, abrindo para todos e praia aberta. Nesse momento, o sol raiava e entrou em cheio no meio da festa. Foi uma visão linda, eu senti que alguma verdade seria revelada. Alguma parede quebrada. Uma grande iluminação. E foi! Neste ano dediquei-me a estudar espiritualidade. Me formei em Fogo Sagrado, fiz o retiro de Leitura de Aura e conheci os xamãs siberianos que mudaram a minha vida e me fizeram descobrir o que eu era!

Ao final da festa, um estranho muito doido vira pra gente e fala: Meu desejo pra vocês é que esse ano seja inesquecível, inesquecível será o ano! O ano foi mesmo inesquecível e incrivelmente esse foi o ano que voltei a escrever diários e registrei cada momento! Um ano que marcou profundamente minha visão de mim mesma. E que carrego comigo para sempre. Foi inesquecível.

2016 foi outro ano super simbólico! Passei a virada em Copacabana com uma amiga. Eu estava arrasada que era aquela a celebração que consegui manifestar aquele ano. 2015 foi bem punk mesmo. Não gosto de passar em Copa, sinto que é sempre a última opção. Pelo menos nós tínhamos um ácido e tomamos. Não fez nenhum efeito… Já estávamos indo pra casa 1:00 hora da manhã, derrotadas, um noite em nada especial quando resolvemos fumar nosso único baseado antes de ir pra casa. Sentamos na praia em frente de casa e fumamos. Nesse momento, o ácido bateu, ficamos alucinadas e a noite foi incrível de virada. Rimos muitoooo! Conversamos pra caramba. Andamos pra lá e pra cá. Nos metemos no meio das festas na orla… Chegamos em casa super felizes!

O ano em si foi uma virada também. Passei 6 meses trabalhando em um hotel 5 estrelas em um emprego que sugava toda vida de dentro de mim. Eu fui um zumbi. Só ia pro trabalho e ficava em casa. Quase não saia. Não tinha muitos amigos. Entrava no ônibus e ia trabalhar. Era minha vida. Até que em Outubro minha energia mudou, fui convidada pra ir morar na África do Sul por uma amiga, pedi demissão e fui. Passei 5 meses mochilando a África, me descobrindo, vibrando alegria, voltando a ser eu! Descobri uma mulher corajosa, mágica, no fluxo! Foi incrível! De virada passou de um dos piores para um dos melhores anos de toda minha vida.

2017, putz! Festãooooo! Eu estava num festival super alternativo em um das terras mais sagradas e mágicas de todo mundo: Wild Spirits na África do Sul. Eu estava com várias expectativas! Mas no dia em si aconteceu algo estranho. Eu não estava me sentindo nada bem, fechadona, não conseguia celebrar nem ficar perto das pessoas. Às 11:00 horas da noite, eu estava sozinha dentro de um círculo de árvores no escuro enquanto o festival acontecia lá no fundo… Eu desisti da noite, resolvi ir dormir. Disse pra mim mesma: não acredito que minha noite vai terminar assim. Quando eu estava indo pro meu quarto, a galera estava toda sentada ao redor da fogueira e resolvi ir pra lá esperar apenas dar meia-noite e depois ir dormir. À meia-noite, enquanto fazíamos a contagem regressiva, a vibração subiu muito e de repente foi como se o chão sugasse tudo de ruim que eu estava sentindo. De repente eu estava uuuuuuótima. Jump cut: são oito horas da manha e eu estou bombando na pista de dança ouvindo trance!! Foi incrível!

O ano em si, saí da África do Sul para ir morar nos EUA. Recebi meu green-card e eu estava no fluxo mesmo… Achei uma boa idea ir pra lá ganhar dinheiro em dólar. No momento que saí da África, soube que tinha cometido um erro terrível. Mas fui pros EUA mesmo assim, ver qual é. Cheguei lá e fui piorando, piorando. Odiei o lugar, odiei as pessoas, odiei a egrégora, energeticamente eu comecei a sofrer, a floresta onde eu morava era dark, tudo era bastante artificial, não tinha fogo em lugar algum!! Quando finalmente desisti, eu estava um caco. Mental, emocional, energia… Deprimida. Triste. E aí, eis que entro num avisão de volta pra África para viver O MELHOR VERÃO DE TODA MINHA VIDA.

Durante a festa de ano novo, antes das 8 da manha, fiquei com dois caras. O primeiro, beijava muito mal! O cara me machucava a um ponto de eu olhar pra ele e falar “don’t hurt me!”. Já no finalzinho da manhã, eu comecei a dançar muito com um outro casa maravilhoso, a gente fechou muito, aí na hora que eu estava indo ele virou pra mim e disse “if you leave, i’m fucked!” e demos um beijinho lindo. E fui.

A-ha. Nos EUA, eu conheci um cara que fiquei algumas vezes, comecei a gostar dele e ele foi o homem mais babaca com quem já me relacionei! O que ele fez comigo foi tão bizarro que não tenho nem coragem de compartilhar mas ele me machucou. Que nem o primeiro que eu beijei na festa. Já, durante o melhor verão da minha vida, conheci um homem maravilhoso por quem me apaixonei de verdade e ficamos juntos 5 meses. Terminou porque ele teve que partir para ir trabalhar em outro lugar e eu queria ficar onde estava. A partida dele me arrasou. Me mudou. Me fudeu. “if you leave, i’m fucked.”

Então, finalmente, chegamos em 2017. Eu já estava super convencida da simbologia dessa noite!! Atenta a absolutamente todos os sinais. E eu estava cheia de expectativas para o ano. Um erro. Se tenho aprendido alguma coisa é que quanto menos expectativas, melhor! Nesse ano, eu coloquei intenções, criei um logo pro ano (2018: are you in or are you out?), fiz minhas resoluções. Já estava achando que ia arrasar na maionese! Comecei um detox 7 dias antes para passar o ano em mais alta vibração.

Boom! No dia 31 de dezembro, acordo com 40 graus de febre. Não consigo me mexer. Passo o dia deitada, pegando sol! Achando que o calor do sol me faria suar e passar quando na verdade eu só estava aquecendo meu corpo e piorando tudo! Eu passei o dia com pena de mim. Uma voz me disse: you will be tested. Passei o dia sofrendo, minha noite estava acabada… Reclamando pra todo mundo. Teve um momento de desisti e resolvi ir dormi mas parei, e pensei, se eu dormir vou acabar deprimida na casa da minha mãe. Preciso me levantar e fiz um esforço fenomenal para me levantar e voltar para o bar. A noite foi longa, os sinais foram muitos. Começamos todos na comunidade onde eu morava, vestidos de jaguar. Eu lutando contra toda energia negativa pesada do lugar. Sendo atacada por várias entidades. Me recusando a beber. Meu namorado então, finalmente, me fez tirar todos os casacos que eu usava para esfriar o corpo e fomos para outra festa. Comecei a melhorar. Aí resolvemos mudar de festa, eu achei muito cedo mas concordei que seria muito bom me movimentar, mudar de cenário. Caminhamos um longo tempo até a festa, lado a lado mas sem mãos dadas. No meio do caminho, um estranho nos ofereceu um atalho, não tomamos. Um coelho branco apareceu correndo na nossa frente nos acompanhando. Chegamos na festa, eu já estava muito melhor. Eu estava muito apaixonada. Ele olhou pra mim e disse “it’s time”. Tomamos vinho a noite toda. Passou a festa toda sendo muito amoroso comigo. Durante um momento, eu queria muito um cigarro, e gritei pros céus “I wish!” e ele apareceu com um cigarro imediatamente. Aí comecei a viajar que eu ia me casar com ele e senti como se todas as pessoas do local pudessem ouvir meus pensamentos e estivessem sentindo eu tomar essa decisão. Deixei pra lá porque estava de 7g de cogumelos na cabeça by then. Conversei com o fogo. Dançamos pouco mas a música que marcou foi Slip Dance – Elliot Moss e, sem que eu soubesse a letra, nesse momento, ele segurava minha mão e eu larguei a mão dele para ir dançar sozinha (depois fui ver que a letra diz: you better hold on or it’s gonna slip through your hands). Dancei com fogo. Caminhávamos de volta muito doidos, ele se abriu, chorava me contando histórias da vida dele e eu chorava com ele. Chegamos em casa e fizemos sexo até desmaiar. Fomos dormir 10:30 da manha.

Muitos dos sinais se realizaram que nem uma luva. Outros nem tanto… Mas eu acredito que ainda vem muito por aí e já acho que um revéillon desse precisava de um pouco mais de 365 para se realizar. Mas posso dizer que muito do ano foi sobre sinais em si.

O ano como um todo foi tipo esse choque de acordar com 40 graus de febre. O que eu imaginava que aconteceria, acabou sendo muito diferente. Eu senti pena de mim, piorei as coisas. Tomei atalhos. Não fui caminhar quando devia ter ido. Desisti. Fiquei deprimida na casa da minha mãe. Deixei slip o que eu deveria ter held on to. Desenvolvi uma relação mística de comunicação com o fogo e me queimei. Sofri ataques de entidades diversas. Quando it’s time chegou, eu errei e perdi o timing porque não sabia o que eu queria (meu wish). Aprendi sobre wishing e colocar encantos em mim mesma. O coelho branco me levou sim muito profundo para o mundo a Alice, saí da realidade, atravessei o espelho e não soube fazer o caminho de volta (assim como faz o xamã). Tudo isso para, finalmente, aprender a me levantar. Aprender a saber o que eu quero. Aprender a seguir os sinais. A querer e lutar pelo que eu quero. Meditei demais, abri meus poderes telepáticos, pessoas pareciam ouvir meus pensamentos toda hora. Escolhi me casar com ele e depois mudei de ideia. Várias vezes.

Era pra ter sido diferente!? Acredito que sim. Acredito que eu poderia ter ficado. Esperado. Caminhado. Focado mais na matéria. Acredito que eu poderia ter feito muitas coisas diferentes e agora estar fazendo sexo várias vezes por dia com um homem que amava. Mas eu tinha muitas lições para aprender ainda. Estava em um nível diferente do que eu acreditava estar.

O futuro é sempre o aberto dos possíveis. Fazemos escolhas e mudamos nossa vida o tempo todo. Que esse ano novo ainda se realize. Que eu aprenda as lições de não tê-lo realizado para toda a vida e nunca mais caia no erro de me superestimar mas acredite em mim. Ter mais clareza sobre o que eu estou fazendo e porquê. O que é importante pra mim. Me dar mais amor. Trabalhar mais pelo que eu quero. Ficar de pé. Compartilhar tudo que é aprendizado que nos é dado porque podemos sim perder tudo se formos egoístas demais. É preciso estar na matéria também! E, ser humilde para ouvir os sinais. <3

2018: are you in or are you out?

I’m learning what it means to be in and out. I am in for the ride, in for my dreams, in for a magical mission, in for what I want to make happen in my life. I am out because going to deep to fast inside isn’t real. I am out because I am in matter. I am out of caring for what other people think. I am out of sleeping and feeling sorry for myself. I am out of not going after what I want.

And, after all, no matter where I am – I AM IN for the game. For what the Universe wants me to live. For what my soul desires. Foi doing what I love. For choosing with responsibility.

Obrigada 2018. Foi difícil pra caralho. Maravilhoso demais. Mágico! Simples. Real. Eu estava humanamente DESPREPARADA para viver um ano desse mas é vivendo que se aprende. Que lição. Que aprendizado. Sou grata.