The Warewolf

Desde pequena ela tem um medo irracional de lobisomens! Quando tinha 5 anos de idade, seu pai lhe mostrava sempre over and over again o vídeo do making off do video clipe Thriller do seu amado Michael Jackson. Aquele vídeo começa com uma lua cheia, um caminho escuro por entre as árvores e um lindo casal. De repente, algo acontece e aquele lindo super star começa a se transformar em metade lobo e metade homem, furioso e faminto.

Quando somos pequenos estamos constantemente #trippingballs. Parece que tomamos 3 ácidos de tanta concentração e atenção que colocamos em todo esse mundo lindo que estamos descobrindo aos poucos. Ainda temos poucas resistências entre o consciente e o inconsciente e algumas sementes parecem ser plantadas para sempre.

Aos 6 anos, seu tio, se achando muito engraçado, se escondeu no seu armário em uma noite de lua cheia e aguardou pacientemente que ela entrasse. De repente, abriu a porta com um rugido perverso e a traumatizou por toda uma vida. Ela saiu correndo, aos prantos, rolou escadas abaixo até chegar ao colo de sua mãe. Estava feito, um medo irracional de lobisomens plantado em sua mente e vida.

Hoje, aos 29 ainda tem medo. Ela #sabe que é irracional, ridículo e maluco mas mesmo assim, não conseguia andar no bosque em noites de lua cheia. Até ontem.

Agora vive em uma pequena cidade na África do Sul, trabalha em um bar de onde sai todo dia perto de meia-noite, a hora dos portais abertos. Caminha 10 minutos até sua casa na penumbra, iluminada apenas pelo vago brilho de seu iphone. Ela prefere assim. Coloca os fones de ouvido, música alta e se #joga no meio da escuridão, #confiando plenamente no #Universo e na segurança de que pessoas boas não #atraem coisas ruins, vai.

Menos na lua cheia. Aí fudeu.

O engraçado é que quando somos pequenos, monstros são uma parte de nosso imaginário. Além do vídeo do #REI, ela viu milhares de outros vídeos com seu pai e mãe, levou vários outros sustos… Mas porque ficou o lobisomem? Porque está em sua alma e no seu programa (#propósito).

Sabe aquela história de truth and trigger? Aqueles momentos que nos tiram do sério? Nos incomodam profundamente – pessoas ou situações – porque estão lá dentro das nossas próprias profundezas que não podemos ou queremos ver? Ou aquelas informações antigas, de vidas passadas que são ativadas e não entendemos porque estamos reagindo da maneira como estamos? Estes são nossos triggers que nos levam às nossas #verdades escondidas.

Era dia 10/02/2017 (happy days). Uma noite verdadeiramente especial: um cometa, uma lua cheia e um eclipse ao mesmo tempo. Ela está vivendo no topo de uma montanha no meio da floresta mais antiga da África do Sul, a terra de onde todos nós viemos. Local onde tudo começou, há milhares – quiçá milhões – de anos atrás. Sua conexão com essa terra, essa floresta, este lugar é a maior que já sentiu na vida. Foi o primeiro lugar onde conseguiu parar e querer ficar e morar. Nunca se sentiu tão feliz.

Até o início do Eclipse. Pela primeira vez na vida conseguiu sentir a energia do eclipse claramente. No início muita confusão – a tranformação. Depois toda sua sombra veio à tona. Sua grosseria, seu medo, impaciência, falta de vontade de se comunicar, medo da rejeição, foda-se geral… Entrou em um estado completamente diferente de todos os dias que esteve aqui. Provavelmente de todos os dias do seu último mês. Tornou-se o lobisomem. E não #resisitu. #ACEITOU, deixou vir, sentiu o que tinha que sentir, botou pra fora e depois foi pra fogueira entregar o que podia.

É isso! Ela é um lobisomen. Uma pessoa que tem tamanha conexão com a natureza, a lua e os planetas que consegue sentir toda sua escuridão vir à tona durante uma noite de Eclipse. #Shapeshifter. Provavelmente pessoas desse tipo que inspiraram a lenda do lobisomem. Agora ela sabe que a lenda está errada (ou exagerada): não é na lua cheia mas sim durante o eclipse onde o sol cobre a lua. Agora ela sabe porque esse trigger tão forte.

Conseguiu #entender e se conhecer melhor. Descobriu mais um super poder! Após o eclipse, sentiu-se lentamente transformar de volta. Aquela sensação horrível passou. Não precisou se prender em correntes no calabouço e nem comeu homens por aí. O vilarejo está à salvo. Tudo está bem.

E assim, curou seu medo de caminhar na lua cheia. Tomou coragem, colocou os fones de ouvido e foi pra casa andando em baixo da lua que iluminou todo seu caminho. Não precisou nem usar o celular. Foi lindo.

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