Manual de Auto Cura (beta)

Introdução

Quando a lagarta instintivamente adentra seu casulo, ela não sabe que vai morrer e renascer borboleta. Uma sensação interna, um estar pronta para algo mais, talvez até mesmo uma dor de seguir sendo o que sempre foi, a move em direção ao desconhecido. Ela cria seu útero casulo à partir de um conhecimento latente programado em seu DNA e ali permanece na escuridão e silêncio. O processo não é fácil para a desengonçada lagarta, existem moléculas em suas células que se recusam a mudar, é um processo doloroso de luta e entrega. Partes da antiga lagarta tentam sobreviver e por isso tentam matar as novas instruções dadas pelo DNA da Borboleta. A sensação de medo, desespero e ao mesmo tempo uma profunda confiança que ela deve sentir durante este belo processo de despertar para o seu mais alto potencial. Finalmente ela se rende completamente e permite-se morrer. Neste momento ela percebe que sua toda sua existência até então, cada passo que deu por entre as folhas, cada mordida, cada encontro, cada desejo, tudo a levou para aquele momento de transformação. Sabe que sempre esteve no caminho daquela morte, se preparando para ela silenciosamente, inconscientemente, seguindo as instruções da sua chama interior, aquela pequena fagulha de fogo terrestre que continha todo seu plano divino e discretamente guiava cada um de seus pequenos passos. Ela rende-se delicada e corajosamente ao desconhecido, passando por uma completa desintegração – torna-se uma gosma, à espera do mistério que vem depois dali. Um belo dia, o sol nasce e ela sente um impulso mais forte, o despertar de uma nova habilidade, um talento que sempre esteve latente dentro de si, aguardando pacientemente o processo de transformação daquela lagarta em borboleta. Ela sente vontade de quebrar aquele casulo e sair voando! Ao seguir seu impulso de viver, abre suas novas e belas asas, única e individual, resultado de tudo que apenas aquela pequenina lagarta sabe que viveu e voa! Aquela desengonçada lagarta agora tornou-se um dos seres mais delicados, nobres, belos, simples e divinos do planeta. Ela superou a lei da gravidade, venceu sua falta de agilidade e agora é rainha do ar. A felicidade em acessar seu mais alto potencial transborda no rápido bater de suas lindas asas, pousando por todas as altas plantas que um dia sonhava em conhecer mas não tinha as qualidades necessárias para isso. Ela beija as flores com sua tromba fina e perfeita, sente o gosto do pólen, suga o doce mel das flores e vive uma vida repleta de gratidão por um dia ter sido uma desengonçada lagarta que só comia folhas verdes pois foi essa experiência que a permite, agora, valorizar tanto sua bela vida e suas divinas habilidades.

O planeta terra está passando por um momento de transição e o ser humano, como reflexo expressivo do planeta, igualmente passa por essa mudança de paradigma. O corpo está mudando, a mente, as emoções e o espírito estão em evolução. Somos todos lagartas neste momento, vivendo nossas vidas no automático, desengonçados, limitados e inconscientes da chama interior que nos prepara para uma transformação radical e necessária. O resultado final desta transformação ainda não sabemos mas se sentarmos em uma floresta, uma bela praia deserta, uma cacheira repleta de flores lindas, um jardim sagrado e observarmos a perfeição de cada mínimo detalhe, cada pincelada gradiente em uma única pétala de rosa, o aroma absolutamente equilibrado e delicado de uma árvore, a textura brilhante do musgo da pedra e a total harmonia dentro do caos vivo da disputa entre os reinos – animal, vegetal, mineral, fungos – e contemplarmos tamanho bom gosto, inteligência, beleza, criatividade e amor desta força criadora que é a Terra, não é muito difícil acreditar que certamente este desconhecido será igualmente maravilhoso. Ao desenvolvermos a plena confiança neste ser gigante do qual somos uma pequena parte, a nossa chama interior se movimenta, começa a despertar e começamos a sentir uma sensação de ansiedade por algo maior que está por vir, nos sentimos estranhos, começamos a ter pensamentos que não costumávamos a ter, aquela vida que sempre vivemos já não nos nutre como antes, aqueles relacionamentos superficiais já não nos preenchem e sentimos uma vontade de algo que não temos certeza do que é. Aquele vazio que sempre esteve ali, começa a pulsar um pouco mais forte e inicialmente tentamos amortece-lo com mais força – mais comida, mais compras, mais viagens, mais roupas, mais academia, mais shopping, mais festa, mais amigos, mais bebida, mais televisão, mais computador… E se tudo falhar e aquela chama não apagar, vamos ao médico e tomamos um remédio que dá um jeito nisso rapidinho. Amortecemos nosso chamado interior por uma vida feliz, plena, viva, repleta de expressão, individualidade e descoberta de nossos talentos latentes porque não confiamos no desconhecido. O casulo é realmente assustador e muitas partes nossas que tem que ser deixadas pra trás lutam para sobreviver assim como tudo o mais que é vivo.

Este manual é para aqueles que estão prontos para se rederem ao casulo, se entregarem para o desconhecido na confiança de que no fim do processo irão vibrar no seu mais alto potencial e viver a vida que sua chama interior veio programada para viver. O processo é longo, lento, cíclico, espiral, duro, intenso, forte, profundo e muito vivo. É preciso estar pronto para viver de verdade, vibrar novamente com os códigos da vida que é eterna transformação e crescimento. Se conectar com seu espaço interno que será seu guia, aprender a ler a língua da vida que fala com você o tempo todo, te chamando, sussurrando no seu ouvido que está na hora de viver sua missão, seu propósito divino, seu programa único. Essa voz não pára, todo dia ela fala com você de um modo sutil e silencioso e ela espera, espera você estar pronta, espera você viver tudo aquilo que tinha que viver até chegar naquele momento instintivo de evolução, a hora de adentrar o seu casulo e tornar-se gosma, render-se ao desconhecido e confiar que dali você sai voando.

O processo é uma jornada de vida mesmo, a ideia é estar sempre aprendendo, afinal o planeta terra é uma escola de maestria e se paramos de aprender estamos jogando a oportunidade fora. Só que aprender a viver, aprender a aprender, aprender a transformar-se e a crescer depois de grande dá sentido à vida, torna todo dia uma grande aventura, desperta o desejo que todos os seres tem dentro de si:  de crescer, de multiplicar, de expandir, de conectar. Toca instintos e nos reconecta com a nossa natureza humana e assim, nos reconecta com a Natureza. Porque afinal de contas, o objetivo aqui é claro: voltar a ser humano, ser terráqueo, ser filhas e filhos da Terra, jardineiros sagrados, guardiões, mestres do amor. Retornar à nossa conexão radical com o nosso planeta mãe que nos dá absolutamente tudo que já experimentamos e precisamos, retornar ao nosso pódio de espécie consciente, inteligente e responsável pelo cuidado Dela e de seus seres. Suprir esse vazio de Mãe, de segurança, de nutrição, de instinto, de liberdade e de escolha que todos nós sentimos pulsar forte em diversas faces dentro que cada história individual. E, juntos, cada um de nós, em círculo, como igualmente filhos delas, assumirmos nossa parte na criação dessa nova realidade, dessa nova maneira de estar neste espaço sagrado e perfeito onde tudo é possível.

O que tem de errado comigo?

A humildade é uma das qualidades essenciais no caminho da auto-cura. Tentamos evitar olhar para aquelas partes de nós que não gostamos. Muitas vezes reprimimos lá no fundo do nosso inconsciente aquela qualidade negativa, criamos uma imagem de nós mesmos que é aceita pela sociedade e pelo nosso ego opressor e julgador e passamos a vida gastando energia vital reprimindo partes nossas das mais fascinantes e brilhantes formas. Somos seres tão inteligentes mas investimos nossa energia em nos reprimir, pode? Quando desenvolvemos a humildade e passamos a nos ver como parte do todo, aceitamos que somos apenas seres humanos e que todos somos responsáveis pelo caos e pela cura planetária. Aceitamos e fazemos as pazes com as partes nossas que reprimimos, julgamos e nos recusamos a encarar durante tanto tempo pois somente assim podemos curá-las, limpá-las, observá-las desapegadamente e atingir níveis mais elevados de auto conhecimento e paz interior.

A auto-responsabilidade é a próxima qualidade a ser valorizada nesta jornada. O ser humano é reflexo da Terra e a Terra é reflexo do ser humano. Coletivamente somos criadores da realidade em que vivemos, vou entrar em mais detalhes sobre isso à frente.  A nossa vida de que somos conscientes mentalmente é uma mínima porcentagem do nosso inconsciente – dizemos que usamos apenas 10% da capacidade do cérebro, os outros 90% estão ocupados com muito do que não temos consciência e criar a realidade que vivemos é uma delas. Assumir a sua responsabilidade enquanto criador da realidade coletiva é o primeiro passo para mudar aquilo que você não gosta dela. À partir do momento em que valorizamos cada escolha que fazemos enquanto um ato vindo da sua liberdade individual para definir o mundo em que se quer viver coletivamente, amplia-se a sua própria liberdade. Não é mais preciso depender de governantes, professores, terapeutas, mestres espirituais, pais, bancos, etc. Quando doamos nosso poder de escolha (e responsabilidade perante o coletivo) para qualquer coisa externa de nós mesmos, inconscientemente estamos também abrindo mão da nossa liberdade individual. Por isso a humanidade encontra-se, em sua maioria, em um estado de escravidão e falta de oportunidade de escolha, porque a realidade externa é apenas um reflexo do nosso espaço interno.

Se observamos a realidade maior que a humanidade está criando atualmente – desigualdade, corrupção, devastação ambiental, fundamentalismo, guerra, terrorismo, sofrimento – e assumirmos responsabilidade individual como criadores dessa realidade, já damos o primeiro passo como agente de mudança de paradigma e de realidade terrestre. Se conseguirmos aceitar profundamente que o externo é apenas um reflexo do interno e que o espírito interno coletivo está sendo refletido externamente, então passamos a dar muito valor à nossa cura individual. Se cada um de nós fizer apenas a sua parte em limpar a inconsciência, o sofrimento das linhagens ancestrais, as negatividades, a densidade, os traumas, a falta de amor, a mente barulhenta que carregamos, não é preciso fazer mais nada – de maneira milagrosa e mágica, a realidade muda, o mundo muda. Assim de início, pode ser difícil acreditar mas conforme damos os primeiros passos no caminho da auto-cura, a sua vida individual começa a mudar milagrosa e magicamente, sem precisar fazer muito, parece que tudo vai se alinhando, as portas vão se abrindo, seu caminho vai ficando mais leve e daqui a pouco a sua realidade mudou completamente. Se pudermos fazer isso coletivamente, em pouco tempo, mudamos o mundo. Juntos. Da maneira mais simples, bela e interior possível.

Se o externo está do jeito que está, acredite tudo isso está no espaço interno também. A corrupção política se reflete no espaço interno como todas as vezes que traímos a nós mesmos – comemos um doce estando de regime, fumamos um cigarro após uma semana de ter conseguido parar, contamos um segredo de um amigo para alguém, roubamos uma maça no supermercado, sonegamos aquele imposto injusto, não pagamos o amigo que devemos, etc. A desigualdade externa se reflete no espaço interno como a sensação de superioridade ou inferioridade em relação ao outro, como uma série de preconceitos que nos separam internamente, o medo do outro, o julgamento. O fundamentalismo externo se reflete no espaço interno como medo das diferenças e falta de pertencimento, encontra-se conexão com o outro à partir do ódio que os dois compartilham em comum. Além disso, quando se odeia muito alguma coisa, veremos isso mais adiante, esta coisa está dentro das suas próprias sombras internas, sendo rejeitada e resistida por você. Portanto o fundamentalismo nada mais é do que um grupo que se junta para odiar a si mesmo projetado no outro. A guerra se reflete no espaço interno como as suas resistências às suas próprias sombras, o quanto você luta contra aquelas partes de si que não quer ver, aqueles traumas que não quer lembrar, a falta de amor da mãe ou do pai, a ausência de instinto masculino pleno, o sofrimento do coração quebrado, a traição do melhor amigo que você prefere fingir que não sentiu e passa a vida recalcando essa dor, em guerra com ela, fugindo de si mesmo. O terrorismo externo se reflete internamente como o desejo de destruição e aniquilação das próprias sombras, dos nossos relacionamentos, do amor, do feminino que é a essência da vida, pulsão de morte, histeria sexual. O sofrimento externo que pode assumir milhares de formas se reflete internamente como o sofrimento interno que pode assumir milhares de formas. Esses são apenas alguns exemplos de como o espaço externo é uma criação coletiva inconsciente do nosso espaço interno.

Portanto, meu amigo e minha amiga, ao mergulharmos no nosso espaço interno, vamos descobrir que estamos carregando muito sofrimento achando que esse é o mudus operandis de ser humano. E não é. O ser humano é uma criatura divina, mágica, sensível, inocente, amorosa, forte, corajosa, livre, capaz, criadora… O maior reflexo de inteligência do Planeta. Porém, se observarmos o que estamos criando coletivamente agora, podemos ver claramente que não estamos vibrando no nosso mais alto potencial. A maioria de nós não se sente nenhuma dessas coisas que eu descrevi como nossas qualidades inatas, nosso direito de nascimento. A tendência geral da humanidade nos dias atuais tem sido de sentir-se vítima dos acontecimentos e julgar-se por encerrada. Quem nunca ouviu ou mesmo disse que a nossa espécie seria melhor extinta? Que o ser humano é um vírus? Que o mundo vai acabar mesmo. Mais uma criação coletiva. Quando mais pessoas acreditam mesmo nisso, mais essa realidade está perto de ser criada. E esse tipo de pensamento derrotista é covarde. Ao se eximir da sua responsabilidade individual e preferir aceitar a vitimização e impotência ilusória que lhe é oferecida como única solução, você está permitindo-se ser roubado, se permitindo ser usado pelos que sabem usar o seu poder muito bem e doando partes energéticas suas por todo lado de graça, sem receber nada por isso e sem nem ter consciência do preço que paga pelo seu conforto que não traz felicidade e segurança ilusória.

Adentrar o caminho da auto-cura, é pelo Planeta mas antes de tudo é por você! É seu direito ser livre. É seu direito escolher conscientemente a vida que se vive. É seu direito comer comida boa. É seu direito tomar água limpa e pura. É seu direito ser feliz. É seu direito viver sua missão divina. É seu direito ter acesso à todos seus talentos. É seu direito ser bem remunerado por fazer o que você ama. É seu direito morar em uma casinha que você sempre sonhou. É seu direito amar e ser amado. É seu direito ter tempo de viver. É seu direito se sentir pertencente a uma comunidade em que se confia. É seu direito conectar-se com a verdade. É seu direito desenvolver-se espiritualmente. É seu direito seguir seu coração. É seu direito saber o que diabos está acontecendo energeticamente no mundo. É seu direito acreditar. É seu direito acordar pela manhã sentindo-se empolgado para um novo dia todos os dias. É seu direito viver tudo que sempre quis. É seu direito ser ilimitado. É seu direito ser quem você realmente é. É seu direito brilhar. É seu direito dançar, cantar, celebrar. É seu direito sentar-se toda noite perto do fogo. É seu direito banhar-se na  água pura. É seu direito respirar ar limpo. É seu direito colocar os pés descalços na terra fértil. Porque foi a sua Mãe que te deu a vida, que te criou, que te dá tudo que você já experimentou. A Mãe Terra. E ela quer que você se realize. Quer que você vibre seu mais alto potencial. Quer ver você se desenvolver para muito além do que você imagina ser possível. Ela te ama muito. Conhece cada um de nós individualmente melhor que nós mesmos nos conhecemos porque nós somos ela.

Coragem! O processo de cura é árduo mas não é impossível e as recompensas são indescritíveis. Estamos recebendo muita ajuda espiritual para adentrarmos nessa jornada. A Terra está evoluindo, nossa espécie está evoluindo e por isso estamos sendo muito auxiliados – e muito testados – quando tomamos a decisão de curar-nos a nós mesmos. É a aventura imperdível dos nossos tempos! Seria uma pena estar vivo neste momento e não experimentar esse processo. A cura que está disponível para nós neste tempo, nunca esteve disponível assim antes. É possível curar vidas em algumas semanas, uma situação bem vivida e liberada cura anos de sofrimento, séculos de uma emoção sendo carregada pela sua linhagem ancestral. E tudo que curamos em nós mesmos, curamos nas 6 gerações passadas e 6 gerações futuras, curamos no espírito coletivo e, portanto, curamos no mundo!

Acredite, você não está vibrando no seu mais alto potencial. Pouquíssimos de nós estamos. Tem muita coisa dentro de você para limpar mas também tem muita coisa para descobrir e se maravilhar. O espaço interno é, na minha opinião, a maior montanha que o homem e a mulher podem escalar. Sabe aquela sensação de se desenvolver em uma atividade qualquer? Um esporte, uma profissão, na cozinha? Nada disso se compara com a sensação de se desenvolver internamente e conforme se mergulha nas suas águas mais profundas, inúmeras atividades externas começam a brotar de dentro de você. A matéria torna-se um mero instrumento deste processo interno, a vida se torna um jogo de crescimento e tudo ao seu redor passa a ser mero instrumento para você expressar toda a riqueza interior desenvolvida. É um outro paradigma de vida. Você não está fazendo mais nada pra ninguém, somente para você e, como um paradoxo divino, à partir daí, passa a atrair tantas pessoas para si. Amigos, amantes, sócios, parceiros, admiradores, clientes…  É muito divertido!

Como chegamos a esse ponto?

A Terra está passando por uma transição energética evolutiva. O petróleo é matéria não condutora de energia (por isso usamos a borracha – produto derivado do petróleo – para nos proteger de correntes elétricas), ao ser retirado da Terra da maneira como está sendo pela nossa sociedade atual – que é culturalmente dependente deste – o Planeta está sendo mais energizado, o fluxo de energia vinda do espaço, das constelações, dos outros planetas e das dinâmicas de  movimento internas do próprio planeta (desde macro dinâmicas como correntes marítimas, magma, vulcões, cisões, terremotos, nuvens, evaporação, etc. até mini-dinâmicas como as interações animais do dia a dia, um cair de uma folha, o brotar de uma flor, trânsito, uma relação sexual intensa podem contribuir para a energização do Planeta, assim como uma briga ou um pensamento muito forte de uma pessoa com bastante energia mental). Quanto mais a Terra se energiza, mais nós nos energizamos e nossa capacidade de criação inconsciente aumenta. O problema é que estamos vindo de séculos de construção de sociedade em cima do paradigma materialista, desinteressado das dinâmicas energéticas pois havia muito petróleo contendo essa energização planetária e a nossa vibração estava mais baixa mesmo durante um longo período de tempo. Já reparou como de uma década pra cá parece que todo mundo está se ligando mais em energia? Inconscientemente todos já sabemos dessa energização planetária. Agora é hora de torná-la consciente e aprender a usá-la a nosso favor.

Além disso, estamos agora atingindo os 5000 anos de patriarcado, ou seja, de dominação da energia masculina (o que não quer dizer dominação dos homens) e dos seus símbolos, valores, cultos, paradigmas e dinâmicas instintivas. Eu acredito que a Terra quis se experimentar à partir da energia masculina pois até então todas as sociedades era matriarcais e a energia feminina era dominante e venerada, afinal, a Natureza é feminina, fértil, criadora da vida e as dinâmicas planetárias sempre foram o norte espiritual de seus povos. Com a troca desta dominação para as qualidades masculinas, uma grande separação entre a nossa espécie e o Planeta ocorreu. A repressão interna da energia feminina nas mulheres é o reflexo da repressão externa da energia feminina do Planeta.

Aos poucos perdemos a conexão com nossos instintos – nosso programa natural interno de comportamento – pois perdemos a conexão com a sacralidade da Natureza e das dinâmicas instintivas femininas de vida, criação, arte, dança, celebração, amor, emoção, comportamento selvagem, sexualidade livre de preconceitos, conexão espiritual, lar, cuidado, comunidade, círculo, ritual, beleza, delicadeza e, principalmente, energia maternal. Caímos para as qualidades masculinas de força, exploração, proteção, liberdade, guerra, competição, violência, morte, progresso, hierarquia, burocracia, organização, racionalidade, materialismo, dominação e individualismo. Eu falarei mais à frente sobre instinto mas por agora é preciso ver que não há um gênero que seja melhor que o outro. O homem e a mulher são ambos perfeitamente criados para complementar a si mesmos. Sem um, o outro é incompleto. Não se cria a vida sem a comunhão amorosa dos dois. E a vida é o elemento mais sagrado do Universo. Logo, tanto o homem quanto a mulher são igualmente sagrados e necessários. E não é possível criar uma nova realidade sem o amor entre eles. A guerra dos sexos nada mais é do que mais uma distração e roubo de nosso potencial maior. O problema maior do patriarcado é que ele é a dominação de uma energia sobre a outra, o que desqualifica metade de nós mesmos porque todos nós temos os aspectos masculinos e femininos dentro de si. Ao reprimir um de nossos aspectos, perdemos 50% das qualidades humanas coletivamente. Se valorizarmos as duas energias igualmente, sem desqualificar, reprimir, julgar, competir ou repudiar nenhuma das duas, damos um passo na direção da plenitude, totalidade e perfeição.

Na minha opinião, onde mais precisamos de cura é nos relacionamentos entre homens e mulheres. E essa cura só vem da compreensão de quem somos de verdade – nosso instinto animal. Porque chegamos a um ponto que homens não sabem mais o que é ser homem e mulheres não sabem mais o que é ser mulher. Homens se comportam como mulheres e mulheres se comportam como homens. Eu já fiz inúmeros cursos pra aprender o que é ser mulher e quanto mais estudo, mais percebo que é um conhecimento raro, quase morto, perdido mesmo em meio a tantos séculos de repressão e repúdio a essa energia tão divina. E o caminho da auto-cura, por mais individual que seja, passa pelos relacionamentos inevitavelmente. É impossível curar a si próprio sozinho em uma caverna – talvez não impossível, cada alma sabe o caminho da sua própria evolução, mas este não é o tipo de cura que o planeta precisa neste momento. Precisamos de cura coletiva, cura da nossa conexão, cura do nosso amor, da nossa confiança.

Concluindo então como chegamos aqui: nos desconectamos do feminino. A energia feminina que é a energia do Planeta, da Natureza. Reprimimos metade do nosso potencial humano. Caímos pra um lado só e estamos vivendo os resultados de uma criação parcial, incompleta e perdida. Nos desconectamos do chão. Perdemos nossas raízes. Esquecemos da nossa Mãe e, logo, de nós mesmos. É impossível ser humano desconectado da Terra. É que nem querer ser peixe fora do mar ou pássaro longe do ar, na gaiola. O que acontece com qualquer animal quando é enjaulado ou retirado de seu habitat natural? Ele desenvolve centenas de distúrbios, perde seu potencial instintivo, dorme o dia inteiro, entra em depressão, come sem parar e morre cedo. Alguma semelhança com alguém que você conhece? Provavelmente com você mesmo em algum nível. Todos estamos cheios de distúrbios, vazios, depressão, doenças, medos, pânicos, manias, déficits, dívidas, dúvidas, inseguranças e por aí vai. Nada disso é você. Simplesmente estamos desconectados do nosso habitat natural – a Natureza. A cidade não é própria para moradia humana. Viver em uma cidade é abrir mão de grande parte de seu potencial energético. E por isso vemos estes espaços cheios de zumbis. Seres que perderam totalmente a sua chama interior, permitiram-se roubar por não saber melhor e vivem no automático. Reagindo a cada estímulo sem nenhuma conexão com seu interior, sem consciência de nenhum dos seus atos, alimentando uma realidade que escolhe a devastação e estupro diário da própria Mãe.

Então gente, não temos tempo a perder! Mas tudo está na sua devida hora. Está tudo sob controle Dela e você só tem que aprender a se comunicar com Ela para adentrar seu próprio caminho de maestria que ela quer que você percorra. Cheio de aventuras e armadilhas, um jogo divino de evolução e transformação. Tornar-se gosma para depois voar. E na verdade ela quer isso pra si mesma porque achar que a sua vida é sua é uma ilusão e uma arrogância típica do ser humano em baixa vibração. A vida é um presente, uma oportunidade maravilhosa, que lhe foi dada por Ela e lhe pode ser tirada a qualquer momento. Sua mãe só quer te ensinar a usar esse presente direito! Alguém te dá um computador e você usa como bandeja? Um anel de diamante e você usa pra decorar árvore de natal? Um banquete e você só come a entrada? É hora de aproveitar a chance divina de se estar vivo! E viver direito. Parar de desperdiçar sua oportunidade.

Chega de reclamar, chega de protesto, chega de resistência – bóra trabalhar, agir e criar!

Aonde me curar vai me levar?

Vivemos em um campo de tantas infinitas possibilidades que é impossível prever onde o processo de auto cura vai levar alguém. Especialmente porque nosso programa de crenças atual, implantado em nossas mentes desde pequenos pelos nossos pais (que passaram a vida em uma vibração diferente e devem ser compreendidos e respeitados por isso), pela escola, pela televisão, pela nossa comunidade, etc. é um programa extremamente limitado e, pode-se dizer, burro. Burrice aqui vista à partir do paradigma da felicidade e da vida. Um sociedade em que 50% do mundo está tomando antidepressivos, o Planeta está a morrer, cultua-se mais a morte do que a vida, assiste-se violência como forma de entretenimento, valoriza-se o individual antes do coletivo, manipula-se corações para vender produtos, vende-se veneno como se fosse comida, explodem bombas para medir força, matam-se animais industrialmente e tantos absurdos mais… E vamos seguindo em direção ao apocalipse que tantos de nós já aceitamos como único final possível pra essa história toda. Logo, não é possível considerar um sistema, destrutivo e mortal, inteligente. Especialmente visto que vivemos em um Planeta perfeito, para o qual nossos corpos são perfeitamente adaptados, onde tudo que precisamos para viver está ao seu redor. E já temos tantas soluções disponíveis, mas que são tornadas ilegais porque são simples e baratas – como placas de energia solar em cada casa por exemplo. A lista de ideias e soluções maravilhosas, conectadas com o chão e com a comunidade é enorme e o seu processo vai te levar até elas com certeza, mas o sistema se recusa a adaptar-se a elas porque não são economicamente lucrativas. Bem, seguir em direção à morte da nossa espécie é extremamente burro. Certo?

Logo, é preciso refletir mais profundamente sobre o programa do sistema que nos foi implantado desde pequeninos e como é interessante para o sistema que você mantenha crenças limitadas sobre o que é possível e o que não é. Por isso mesmo é muito difícil para nós imaginarmos para onde o processo de retorno à casa vai nos levar, quais são as possibilidades reais. Vivemos uma crise criativa acima de tudo visto que nossa imaginação é um dos nossos potenciais energéticos que vem nos sendo mais roubados de todos. Imaginar é muito perigoso porque é libertador. E é árduo o processo de voltar a permitir-se imaginar, sonhar, criar. Depois de tanto ouvir dizer que é preciso botar o pé no chão, que a vida é difícil mesmo, que você tem que aceitar a realidade, que você está maluco, que é normal perder seus sonhos depois de crescer…. Permitir-se acreditar em outras possibilidades é uma escolha amedrontadora, mas muito necessária.

E é um processo também. Porque quanto mais você abre espaço dentro de si para novas possibilidades, mais elas se revelam a você e quanto mais elas se revelam a você, mais você abre espaço dentro de si.

Cada processo de auto cura é único e alinhado com seu mestre interior, a sua alma, a chama da Terra que queima dentro de você que chamamos de vida. É você que vai caminhar e viver a sua verdade absolutamente individual e perfeita exclusivamente para você. A minha verdade é a minha verdade e, por enquanto, é só isso que eu preciso encontrar. Quem sabe o dia chegue em que, plenos em nossa verdade e potencial individual, sentemos para debater rumos coletivos. Mas, por hora, o processo é interno e puramente seu. Quem vai guiar-te é a Terra internamente à partir da sua chama interior e externamente à partir das dinâmicas de comunicação que eu explicarei nesse manual.  E até mesmo essas dinâmicas de comunicação com a Terra são extremamente pessoais, o que eu te darei é uma base para compreender uma linguagem e à partir daí começar a perceber-se criador do seu próprio processo e da sua própria linguagem. É um processo extremamente criativo e eu também falarei brevemente sobre fortalecer a sua energia criativa para auxiliar neste processo. Te darei algumas ferramentas que considero básicas mas mesmo estas podem não servir ao seu caminho e você terá que tomar decisões e fazer escolhas sobre usá-las ou não, tudo na base da experimentação e da vivência delas. Esse é um processo extremamente vivo e viver é experimentar e quanto mais se experimenta, mais se conhece a si mesmo. É maravilhoso colocar-se em situações inusitadas porque assim pode-se observar a si mesmo de uma nova forma, conhecer novos aspectos de si e esse processo vai leva-lo a ver-se de uma nova maneira certamente.

Prepare-se para tudo. Deixe uma mochila ao lado da porta pronta para uma aventura. Preencha sua casa de frases inspiradoras. Coma todas suas comidas prediletas. Arrume seu quarto como você gosta. Celebre suas relações. Aproveite seu trabalho seja ele qual for. Tome um champanhe com sigo mesmo e honre tudo que viveu até este momento. Faça todas as suas coisas favoritas como se fosse a última vez. Porque qualquer coisa pode acontecer à partir de agora e é bem capaz que tudo que você tenha sido até agora comece a ser descascado de maneira lenta e delicada ou abruptamente. A sua alma é quem sabe que forma de mudança será melhor pra você.

Esse é um processo que vai ativar a sua criatividade, a sua inteligência, a sua capacidade de tomar decisões e fazer escolhas, vai testar sua ética, colocar todos seus valores em cheque, vai te enganar, vai te testar, vai te provocar, vai te amar, vai te dar prazer e depois tirá-lo, vai te mostrar por debaixo de sua saia só pra te provocar, vai te fazer sofrer pra depois te mostrar níveis de felicidade que você nem sabia que conseguia sentir. É um processo de constante transformação e, desde já, aviso: não se apegue a nada porque quem se é de manha não se é mais à noite, o que se acreditava firmemente hoje é mentira amanha.

Eu vou te mostrar ferramentas que vão auxiliar na sua corrida atrás do seu destino e no desenvolvimento dos talentos que você precisa para concluir sua missão neste jogo divino. Agora o que é esse destino, que talentos são esses, qual a sua missão? Isso é entre você, a sua alma e a Terra. A forma como você vai usar essas ferramentas, isso é com você. A maneira como Ela vai se revelar pra você, isso é com Ela.

E não se preocupe se você não tem a segurança interna para ser seu próprio mestre por enquanto, para tomar determinadas decisões, o processo sabe perfeitamente que qualidades você precisa desenvolver e ele vai te levar passo a passo na direção da sua maestria – às vezes trazendo até um mestre externo para sua vida. (Eu já tive muitos! Adoro!) E, aos poucos, devagar e sempre, você vai desenvolver as qualidades que precisa para se aprofundar ainda mais na sua própria cura e descobrir a sua conexão maior com a inteligência do Planeta.

Vai ser incrível! Confiança. Humildade. Entrega. Pés descalços. Aventura. Emoção. Natureza. Amor. Liberdade. Simplicidade. Alegria. Encanto. Surpresa. Gratidão. Energia. Vida. Fogo. Água. Ar. Terra. Coração!! <3

Possibilidades da Cura Coletiva

Começamos a nos conectar com as forças da Natureza e ativamos nossas partes humanas, terráqueas e animais que estavam reprimidas ou separadas de nós. Estas partes têm muito conhecimento, elas começam a nos mudar de modo sutil, mas muito profundo. Conforme nós mudamos, nossa vida muda. Conforme começamos a compreender a linguagem da Terra, nossa visão da realidade muda completamente. Compreendemos que estamos presos em tantas crenças limitantes, traumas, conceitos televisivos vazios, alimentação baixa vibração, água intoxicada e que quase tudo ao nosso redor está a nos roubar energeticamente. Adentramos uma jornada extremamente curiosa e interessada em nos redescobrir à partir de níveis energéticos mais elevados e uma mente mais livre. Aos poucos vamos mudando nossos hábitos, nos desligando do que nos faz sofrer, descobrindo novos talentos, atraindo novas pessoas que vibram também neste novo paradigma.

Ao mudar nossos hábitos, estamos fazendo escolhas políticas. Política é o debate do coletivo. Ponto. Muitos de nós tendemos a associar política com a forma com que esse debate tem sido feito nos tempos atuais – à partir de representantes que são escolhidos através do voto. Porém isso é uma visão muito limitada do que é política. Política é toda e cada escolha que fazemos todos os dias. Votamos no mundo que queremos viver todos os dias – esse voto é energético, onde colocamos a nossa energia, fortalecemos aquela criação, aquela realidade. O que você toma no café da manha, que produtos de limpeza compra, aonde trabalha, que roupas usa, que argumentos defende em uma conversa entre amigos, como você trata a si mesmo quando ninguém está olhando… Tudo isso é política, é uma decisão individual sobre a realidade energética coletiva que você quer criar.

É muito difícil tomar decisões politicamente alinhadas com o processo de criação de realidade se nem sabemos o que é isso, se não temos consciência dos processos energéticos por trás da realidade e de nós mesmos. No estado de desconexão da comunidade humana e o individualismo francês (paradigma revolucionário masculino reproduzindo por ambos os gêneros) em que nos encontramos, escolhemos o que é melhor para mim! Vivo a vida que EU quero viver. Mas se começamos a perceber nossa vida individual mudar ao tomar consciência dos processos energéticos por de trás de cada um dos nossos movimentos, já começamos a tomar decisões mais conscientes e, naturalmente, investimos nossa energia individual no que nos faz bem enquanto ser humano terráqueo. Onde colocamos nossa energia, fortalecemos aquela realidade.

Quanto mais seres humanos retornarem à casa, mais investirão energia na sua casa. Cada cura é uma cura, cada alma é mestre de sua personalidade, cada um é dono do seu nariz. Este é o caminho da auto responsabilidade na veia. Ninguém vai mandar em você, ninguém vai te dizer o que fazer, esse é um caminho de liberdade. Mas existem determinadas semelhanças em todo processo, reconectar-se com a Natureza, ativar determinadas memórias atávicas (ancestrais guardadas no seu DNA), naturalmente nos levará à escolhas e movimentos mais alinhados com a Terra e com nossos instintos que são os iguais para todos. O animal que somos que não varia, somos um único modelo que toma diversas formas culturais. Nossas diferenças não são tão intensas quanto nos fazem acreditar para nos manter separados e amedrontados. Naturalmente tomaremos as decisões do dia-a-dia, faremos nossa política a partir do coração e do amor próprio e aos poucos, sem perceber ou forçar ninguém, mais e mais de nós estarão tomando essas decisões e investindo sua energia em uma realidade mais alinhada com uma humanidade curada. E assim, fortalecemos o coletivo a partir do individuo. Sem precisar de protesto, assembleia, mesa de debate, representante no parlamento, black bloc, resistência… É um caminho leve, alegre e muito mais divertido cuidar bem de si, voltar a ser humano, se conectar com as árvores e tomar banho de cachoeira no meio das borboletas.

Com todo respeito pelas almas que ainda escolhem fazer esta luta política tradicional a partir do paradigma do sistema do que é fazer política. Cada um na sua missão, no seu aprendizado, nos seus karmas, nos seus prazeres e na sua busca pelo pertencimento, nem que seja a nossa raiva que nos une. Tudo é válido. Nada deve ser reprimido. Nenhum caminho deve ser considerado melhor ou pior que o outro. Só devemos nos permitir e permitir aos outros fazerem suas escolhas e seguirem seus corações. A individualidade de cada alma vem antes de tudo. Só que tornou-se muito pesado fazer política dentro de um sistema político que não funciona. Investimos nossa energia nestes canais porque nos vemos sem alternativas e todos nós sentimos que precisamos fazer algo, nem que seja expressar nossa indignação. O problema é que união a partir da raiva, do rancor, da desesperança cria e aumenta essa vibração. Portanto, fazer política – mesmo que seja contra o sistema político – vinda da crítica, do julgamento, do ódio, do desespero acaba sendo um tiro que sai pela culatra porque estamos investindo energia nesta vibração e aumentando os níveis dela ao nosso redor e ao redor das nossas comunidades e criando realidades ainda mais pesadas.

A cura coletiva acontece no momento em que passamos a estar mais conscientes das dinâmicas energéticas internas e seus reflexos externos e passamos a ver a vida como um jogo divino de aprendizado e crescimento. Aceitamos a vida como nossa professora máxima e nos permitimos mudar internamente. É um paradoxo sombrio ver tantas pessoas querendo que o mundo mude mas absolutamente cristalizadas e imutáveis dentro de si mesmas. Ao compreender algumas leis deste jogo, fazemos nossa paz com o fato de que temos que trabalhar dentro delas e passamos a usá-las a nosso favor porque foram feitas exatamente para a nossa evolução. Fluímos mais com os acontecimentos, nos desapegamos dos resultados porque, conforme avançamos no processo, passamos a confiar plenamente nesta força maior do Planeta que está a cuidar de nós, mesmo que isso signifique nos fazer sofrer para aprender as lições que viemos aqui aprender.

Ao jogarmos o nosso jogo individual, percebemos como ele se alinha e complementa os jogos daqueles que estão ao nosso redor e, o que começa como uma desconfiança impossível, torna-se claro que a separação é uma ilusão e estamos todos tão profundamente conectados porque, em outro nível, somos um único grande espírito. Estas realizações das quais eu falo agora, não são para serem acreditadas, elas são para serem experimentadas. Elas serão reveladas para aqueles que chegarem na fase desta descoberta e enquanto não se chega, jogamos à partir das crenças que temos dentro de nós. Tá tudo certo. Começamos hoje, da onde estamos mesmo. E vamos ver o que acontece. Mas quanto mais essa Vida lhe é mostrada (ou tornada consciente porque ela esteve aqui o tempo todo), mais a sua percepção da realidade começa a mudar e quantos mais de nós mudamos a nossa percepção dela, mais essa realidade que estava em segundo plano o tempo todo, esperando ser descoberta, vem vindo pro primeiro plano e mudando todos os paradigmas do possível, abrindo alívios e alegrias, clicando tudo, cada mergulho um flash, mais investimos nossa energia nela e mais ela vai se tornando a realidade primeira.

E, desconfio, que não demora muito pro mundo inteiro mudar. Sabe a teoria do centésimo macaco? Um grupo de cientistas fazia experimentos com dois grupos de macacos, cada uma em uma ilha isolada da outra. Quando uma quantidade suficiente de macacos de uma ilha mudava seus hábitos (por causa da alguma descoberta evolutiva), os macacos da outra ilha, totalmente isolada, mudavam também. Sem que ninguém os ensinasse nada. Quando uma quantidade suficiente de seres de uma espécie evolui, por sermos tão intrinsecamente conectados, a espécie inteira evolui. Então aquele tio teimoso que não sai do sofá, aquela amiga rica que não quer nem saber, aquele presidente vaidoso, o general do Afeganistão e mesmo aqueles que vivem na linha da miséria que se preocupam em sobreviver e, obviamente, não tem oportunidade para pensar em evolução, auto cura, espiritualidade ou criação de realidade, todos eles são humanos. Todos são parte da nossa espécie. Então quando você adentra o jogo da auto cura, você faz por você mas acaba, por tabela, fazendo pela sua espécie e por todos aqueles que não têm essa oportunidade.

É isso galerê, chega de lero lero introdutivo. Quem pegou pegou, quem sentiu sentiu. Se não sentiu, vai ver não é o seu momento. E respeito sua estratégia! Tá tudo como deveria ser. Bóra então aprender esse troço!

O Jogo da Vida

Um novo estado mental

Para digerir o jogo que é o seu processo de auto cura, antes é preciso compreender uma nova dinâmica de comunicação. O jogo da Vida é extremamente abstrato e sutil. E, nesta era que atravessamos, o estado mental dominante é o masculino, lado esquerdo do cérebro, científico, lógico, racional, produtivo, burocrático, organizado. A é igual a A e B é igual a B. Um vem antes do dois. Passamos a vida inteira aprendendo um conteúdo mastigado e extremamente limitado. A linguagem escrita e falada não dá conta da complexidade da Vida. Estamos acostumados com livros que nos dão o beabá, professores que nos ensinam por módulos, jornais que escrevem por “fatos” e referências bibliográficas e acadêmicas. Papéis científicos e seus cálculos matemáticos. Linguagem de programação: se… então… Isso vem depois daquilo, é assim que se faz, a maneira correta de fazer é, a receita de bolo deve ser seguida em três partes. Primeiro assim, depois assado. Isso pode, isso não pode. Aquele é o certo e esse é o errado.

A linguagem da Terra, por outro lado, é silenciosa e não óbvia. Extremamente sútil, delicada e misteriosa. Quando vamos ler a Vida, precisamos nos alinhar mais com a arte abstrata. Riscos, gotas, respingos, sequências inusitadas, cores que se chocam e complementam. Vibrações. Aqui é o lado direito do cérebro que domina. É uma linguagem muito mais emocional, mais profunda, que possibilita diversos significados de uma vez, que instiga cada um de uma maneira própria. Não tem uma única maneira correta de se ler, não tem receita e nem sequência. Primero a mente interpreta, depois o corpo, depois o inconsciente, às vezes os sonhos entendem melhor. Mas na próxima vez a mensagem vem no sonho e passa pelo corpo até que chega na mente. Daí o corpo sente uma vibração que a mente toma consciência. É extremamente dinâmico.  Ela é repleta de simbolismos, metáforas, imagens, exageros, disfarces, calma e expectativa. Você vai precisar usar e afiar todos os seus sentidos. Às vezes a mensagem vem por imagem, som, cheiro, sensação, paladar ou a combinação deles. Você foi feito pelo Planeta, você é parte do Planeta e para se comunicar com Ela, Ela vai fazer você usar tudo que ela criou pra você. A linguagem que Ela vai usar para te ensinar é extremamente pessoal, reflexo do seu interior acima de tudo, vai falar uma língua que só você entende, que vem das suas profundezas, da sua complexidade como ser Vivo. Você não pode ser limitado a uma receita de bolo certo?

Quando tentamos nos descomplexificar e tentamos nos definir com algum tipo de forma: profissão, gênero, idade, nacionalidade, religião, time de futebol, partido político ou grupo cultural, estamos nos fragmentando. Todos esses papéis são uma mísera parte da sua essência, eles são uma forma de expressão da sua alma mas não são a sua alma e nem a sua personalidade completa. A sua essência é ilimitada e ao nos quebrar para nos encaixar em alguma estatística estamos nos roubando daquelas partes que não tem palavras para descrever. Nesta língua, todas as suas partes falam e criam a sua realidade e por isso o processo de auto cura é um processo de autodescoberta também. Tem tanto dentro de nós que não conhecemos, que nunca nos permitimos acessar por ser tão fora dessa realidade racional em que vivemos. Mas ao compreender essa dinâmica de comunicação você certamente vai perceber o quanto certas partes suas que você desconhece sempre estiveram ali, tentando ser vistas e reconhecidas. Tentando chamar sua atenção das maneiras mais criativas possível enquanto você passava despercebido com olho grudado na tela do celular.

A linguagem da vida nos fala dessa maneira artística porque ela é extremamente feminina e delicada, nada com Ela é por acaso e é preciso entrar no estado mental claro para conseguir compreendê-la. A mente precisa estar limpa de significados externos e aberta para novos possíveis. O que é um desafio gigante já que vivemos na era da mente entorpecida de pensamentos, julgamentos, medos, televisão, youtube, jornal, facebook, google, comida ruim, água venenosa, pirotecnia nas boates, multidões em festivais, trânsito, ambulância, dependência do álcool para socialização, poluição, chuva tóxica, radiação, música vazia e uber produzida, agrotóxicos e por aí vai. Tudo isso nos coloca em um estado mental caótico. Eu não acho que é coincidência visto que nosso maior poder é a mente. A mente é capaz de muito, mas muito, mais do que nós imaginamos. É a mente que vai interpretar a linguagem inicialmente, é a mente que direciona e movimenta energia, ela é uma das maiores aliadas na criação da sua realidade. Logo, entorpecer a mente é de uma espécie inteira é uma forma de desempoderamento coletivo. Quando afirmamos que a humanidade está vivendo a maior escravidão de todos as civilizações anteriores, não estamos exagerando. Manter a mente ocupada e sobrecarregada é roubo energético, roubo da sua calma, da sua clareza, da sua capacidade de criação da sua realidade e do seu poder pessoal.

Quando estamos jogando, é como se estivéssemos a todo momento, em qualquer lugar, dentro de um museu repleto de quadros abstratos e símbolos metafóricos. A tudo que nos estimula devemos estar atentos de que forma isso me afeta à nível interno, pessoal. Nossa mente precisa entrar em um estado de alerta, análise, criatividade e imaginação constante. A cada sinal recebido, precisamos checar internamente se ressoa conosco, se faz nosso coração pulsar, se ativa alguma vibração pelo corpo… Ou seja, trazemos um estímulo externo que interpretamos à partir da nossa inteligência única e analisamos com nosso interno energético / emocional. Ativamos muito de nós mesmos para entrar em sintonia com essa linguagem. É um estado mais animal mesmo, instintivo. Para fazer esta análise você vai precisar utilizar todas as ferramentas humanas – mente, corpo, emoções e espírito. Vivemos em um estado de desequilíbrio pois atualmente estamos em uma fase extremamente mental da história da nossa espécie, tudo parece ser virtual – no sentido de ser etéreo, mental, ar demais, desenraizado. O corpo está sendo usado como mero veículo de locomoção (e de transtorno já que os padrões inúteis de beleza do sistema tendem a gerar complexos com a nossa imagem corporal e passamos a desgostar da nossa forma, do templo da alma, daquilo que nos faz únicos e esse desgosto do próprio corpo gera uma desconexão com ele e uma série que mecanismos de defesa e justificativa que roubam nossa energia corporal), as emoções foram totalmente reprimidas pelo sistema (emoção é uma qualidade feminina que ambos os sexos tem dentro de si, os anos de perseguição e repressão da energia feminina no Planeta nos levaram, é claro, a perseguir e reprimir nosso potencial emocional. Defende-se cruelmente que homem não chora, sistema patriarcal não sente. Hoje temos um mini cardápio de emoções aceitáveis socialmente, o resto é considerado sinal de fraqueza ou doença mental e deve ser impedido quimicamente. Quem sente demais deve ser medicado e fragmentado de si mesmo para manter-se funcionando dentro de um sistema que não permite emoções ou energia feminina) e o espiritual nos foi tomado quase inteiramente também por causa da repressão da energia feminina (o advento das religiões masculinas centradas no ser humano e em Deuses humanoides, nos arrancou violentamente da nossa espiritualidade ancestral que a espécie carregou durante toda sua existência: de adoração do Planeta e das dinâmicas da Natureza e da Vida. Ao tornar a Natureza um recurso morto de exploração econômica, matamos nosso Deus(a) atávico e reprimimos as memórias ancestrais que carregamos em nosso sangue de milhares e milhares de anos de conexão e comunicação com este grande ser que está ao nosso redor por todos os lados, dentro e fora, este ser de que somos feitos e com quem somos profunda e radicalmente conectados. Ao matar a Natureza enquanto ser vivo extremamente inteligente, enquanto nossa criadora, nossa Mãe, estamos matando a nós mesmos porque nós somos individualmente um micro pedacinho dela, gerando uma culpa inconsciente profunda e incompreendida que gera neurose e maldade e, mais uma vez nos fragmentando daquilo que nos faz seres humanos à partir do nosso programa original de criação por Ela). O que nos resta então? A mente! Viver toda uma vida pendurados na dependência de apenas um dos nosso quatro principais elementos humanos. Não que a mente seja ruim (como tantas religiões masculinas defendem. Na verdade, segundo interpretações destas linhas praticamente tudo que nos faz humanos é ruim, pecaminoso e deve ser controlado e transcendido) mas, como tudo na vida, em desequilíbrio extremo ela pode nos machucar sim. Nós somos muito poderosos, muito mais do que conseguimos imaginar no paradigma da burrice atual, sobrecarregar um elemento com toda nossa energia é extremamente perigoso a níveis que não conseguimos acessar. Nossa energia vital nos foi dada para ser equilibrada dentro dos nossos quatro elementos de existência – mente, corpo, emoções e espírito. Colocar tudo que se tem em apenas um deles, obviamente vai gerar uma série de complexos, agonias, depressões, doenças… Uma verdadeira guerra interna, caos total, e nós no piloto automático tentando reprimir isso tudo e ainda vencer dentro do sistema dos absurdos porque eles nos prometeram que a felicidade está logo ali na frente, depois dos estudos, no próximo emprego, no casamento e depois no próximo casamento, depois do primeiro filho, assim que juntar suficiente para comprar uma casa, o dia que puder abrir o seu negócio, logo ali, aguenta só mais um pouquinho desse seu caos, aumenta só um pouquinho a dose do seu remédio para passar só mais esse mês… E assim vai, você sendo roubado da sua Vida achando que isso é viver.

Nos vemos sem saída a não ser nos desligar mesmo, viver operando a partir do nosso mínimo. Vivemos meio sonâmbulos, vamos e voltamos sem nos conectar muito com nada. Nada estimula os outros elementos a acordar – corpo, emoções e espírito ficam ali meio preenchidos do que não alimenta de verdade. Eu acredito que esse torpor em que vivemos meio hipnotizados pela mente vem do fato de que a nossa espécie é a única no Planeta que vive isolada. Nossas cidades têm no máximo alguns pombos, ratos, mosquitos e olhe lá. Nós não temos o estímulo de viver entre outras espécies o que ativa nosso instinto de sobrevivência e nos deixa extremamente alertas. Aí sim precisamos usar tudo o que temos. Não há nada mais assustador que passar um tempo na Floresta onde tudo é possível, quando você está em território selvagem é seu corpo em profundo alinhamento com as suas emoções que vai te avisar do perigo e não sua mente racional. Você sente um calafrio, de repente está alerta, sua atenção é chamada pra uma árvore sem razão aparente, sua mente silencia do nada e seus olhos esbugalham, sua coluna fica ereta, seus pelos eriçam, o nariz parece sentir todos os cheiros, o ouvido amplifica todos os sons e um leve cair de folhas parece ser o maior movimento do sertão. Você mais sente se deve ir pra esquerda ou direita. Meio que sabe internamente que não deve fazer muito barulho. Sente um certo enjoo no estômago quando adentra alguma área que provavelmente é território de outra espécie. E não é preciso ter nenhum treino militar para acessar essas qualidades, qualquer ser humano que vai passar um tempo na Floresta, ativa seu instinto selvagem. Porque em áreas compartilhadas com outras espécies, os animais não respeitam leis, normas de conduta ou regras de boa etiqueta definidas por tratados vitorianos, a lei da selva é a lei do instinto e a única maneira de estar entre estes animais é acessando a sua parte que é um deles. É o seu instinto que vai lidar com o deles, não tem diplomacia, aqui é o corpo que define quem leva. Não tem receita nem método científico que te tire dessa. O perigoso de ter um ser humano acessando seu instinto é que ao nos lembrarmos que também somos animais, nos lembramos da nossa parte que também não respeita leis, normas de conduta ou regras de boa etiqueta. Por isso se faz tão interessante pro sistema que você esteja sempre apenas dentre a espécie humana domesticada. E que você tenha tanto tanto medo de ir se meter no meio do mato.

Mas estar Vivo, de verdade, é estar neste estado de alerta o tempo todo. Quanto mais conectado com o seu animal, mais conectado se está com a Natureza e com o Planeta. Quanto mais acordado, maior a sua necessidade energética porque mais de você está sendo usado. Quanto maior a sua quantidade de energia vital está fluindo pelo corpo e não perdida por aí ou reprimida gerando agonia, mais você quer viver, se aventurar, aprender, produzir, criar. Maior quantidade de energia é necessária para atingir vibrações mais elevadas como a felicidade, alegria, amor, surpresa, deleite, prazer, conexão com o outro. Energias mais densas, tem uma frequência de vibração diferente, elas são os estados mais comuns de desinteresse, depressão, desistência, tristeza, raiva, inveja… Emoções que consideramos negativas não passam de energia mais densa e emoções positivas são energias mais sutis e elevadas. Por isso, dizer que você vai atingir a felicidade após comprar alguma coisa, resolver algum problema, acumular determinada quantidade financeira não passa de uma ilusão. Não se atinge a felicidade real ao cumprir objetivos, se atinge um estado de vibração elevado e constante a partir do próprio corpo, ao elevar a sua quantidade energética através da auto cura, da consciência dos seus processos energéticos, da liberação das energias densas reprimidas pelo corpo, a limpeza das crenças limitantes, esvaziamento da necessidade de estar em constante produção, desapego do passado e do futuro, estados de clareza e silêncio mental, exercícios alinhados com seu processo, alimentação saudável, água limpa (sem químicos), ar puro e contato com a Natureza.

No final das contas, estar Vivo é estar feliz. Vivo no sentido de vivendo tudo que se tem direito de viver, utilizando tudo que se tem direito de utilizar, experimentando, pulsando energia e não no sentido científico limitado de estar respirando e coração batendo. O que mais tem é zumbi andando por aí, coração batendo, respirando, mas completamente adormecido por dentro. Por isso dizemos que adentrar o processo de auto cura é um processo de despertar, de retornar ao estado de Vida pulsante dentro de si, de voltar a ser humano, terráqueo.

Os Quatro Elementos Humanos

A premissa principal para compreender os quatro elementos humanos é que tudo é energia. Energia é vibração e ela pode ser condensada a ponto de tornar-se matéria. Metal, madeira, água e absolutamente tudo que está ao nosso redor (visível e invisível) é um tipo de energia vibrando à uma determinada frequência.

A energia de que mais temos consciência é a energia elétrica que não é nada além de energia de movimento da Natureza sintetizada industrialmente como uma força propulsora, de impulso, que pode se relacionar com determinados objetos de diversas formas. Ela é uma energia dinâmica e mutante. Com a lâmpada ela se torna a vibração da luz, com a torradeira é vibração de calor, no liquidificador energia de movimento, na televisão é imagem, no celular é bateria, etc. Uma máquina elétrica nada mais é do que um objeto que transforma uma frequência energética em outra para atingir um objetivo prático.

O nosso corpo faz a mesma coisa. Só que ao invés de nos alimentarmos (originalmente) de energia elétrica, nós nos alimentamos (idealmente) de energias da Natureza. São muitos os recursos energéticos dos quais nos alimentamos, mas inicialmente, transformamos a energia dos alimentos, do ar e da água em pensamentos, emoções, corpo e espirito. Ingerimos uma energia condensada em matéria e nosso sistema corporal a transforma em vibrações, menos palpáveis materialmente, mas igualmente reais. E isso ocorre com todos os seres do Planeta (não digo seres vivos porque absolutamente tudo está Vivo). Todos nós temos uma função energética clara dentro do nosso ecossistema coletivo para manter a vibração essencial do Planeta em harmonia.

Em harmonia, todas as espécies ancoram determinadas energias necessárias para a manutenção da vibração da Terra. A ciência analisa as dinâmicas de dependência sob uma perspectiva material, como as abelhas são essenciais para a polinização das flores por exemplo. Sob a perspectiva energética, as abelhas ancoram um aspecto da energia do trabalho, da organização. Elas literalmente vibram esta energia e contribuem com uma mínima parte da harmonia energética do Planeta.

Quando sentimos energia, sentimos um fluxo vibratório que nós interpretamos a partir das nossas experiências passadas com a mesma vibração. Um bebê chora tanto porque ele ainda não está acostumado com as vibrações ao seu redor e cada nova energia que passa pelo seu corpo que ainda não criou mecanismos inconscientes de reconhecimento e proteção é uma experiência intensa e estranha para ele. Ao crescer, criamos um banco de dados inconsciente de vibração em fluxo e também criamos mecanismos para lidar com elas baseados nas nossas experiências passadas. Por falta de educação emocional e energética, cada um cria a sua própria maneira de reagir a determinados estímulos energéticos. Quando o fluxo da tristeza passa por nós por exemplo, alguns choram, outros reclamam, outros imediatamente reprimem e guardam em algum recipiente dentro do próprio corpo (físico ou energético) pra nunca mais ver, outros precisam comer chocolate e outros imediatamente abrem uma cerveja, alguns ligam a televisão, outros correm pro trabalho o mais rápido possível. Todos esses são mecanismos de proteção que criamos para uma série de energias que estão ao nosso redor o tempo todo. Raramente nos permitimos observar esta energia sem julgá-la porque desde pequenos consideramos essa energia negativa ou incômoda. Mais raro ainda é permitir que ela passe e se expresse através de você para assim liberá-la permanentemente e deixar de ter medo dela.

Energia humana é transformada em quatro principais categorias (que explicarei em mais detalhes à frente):

Física ou corporal: a energia que usamos para nos movimentar, trabalhar, locomover, exercitar, dançar, fazer amor e todos os processos automáticos do corpo como a digestão, liberação de hormônios, etc. Esse é um tipo de energia mais densa porque vai alimentar o corpo que é uma energia em maior densidade (ou seja, vibração mais condensada).

Emocional: é a segunda energia mais densa que produzimos, ela tem um certo gosto e é produzida de acordo com os estímulos diários que recebemos alinhados com nosso sistema de crenças. Por exemplo: acreditamos que comprar uma Ferrari traz felicidade então quando compramos a bendita, produzimos essa energia. A questão é que este não é um fluxo permanente porque essa energia é produzida pelo corpo em si então conforme vamos nos acostumando com a Ferrari, o corpo volta a funcionar como sempre funcionou e voltamos pro nosso estado energético interno anterior.

Mental: menos densa que a energia emocional, mas intrinsicamente ligada com as emoções. Através da mente expressamos as energias que estão presas dentro de nós para liberá-las. As nossas emoções tem voz! Também expressamos e nos conectamos com energias de outras pessoas que passam por nós e energias espirituais que estão ao nosso redor. Então quando nos identificamos com a mente, ou seja, quando acreditamos que aqueles pensamentos são nossos e resumem quem nós somos, estamos caindo em uma armadilha de não saber usar nosso corpo direito. Corretamente usada, a mente é um mecanismo de produção, organização e controle energético, criação e materialização do espaço interno. Como mecanismo de reflexão deve ser usada em momentos apropriados de centramento e silêncio interior, calma e a correta limpeza energética. Enquanto estamos carregando passado, futuro, opiniões, julgamentos, generais, pai e mãe, traumas, propaganda, televisão, medo, etc. Dentro de nossos corpos, fica muito difícil confiar nos conselhos da mente como a melhor resolução de problemas e guia de vida.

Espiritual: essa é a energia mais sutil de todas e é preciso produzir energia suficiente para alimentar as três categorias anteriores abundantemente antes de começar a produzir esta. A energia espiritual é a energia de conexão com outras dimensões, poderes psíquicos, contato com espíritos. Todos nós temos alguns talentos ou dons espirituais que vamos abrir e descobrir durante nosso processo de auto cura. Eles são ferramentas muito importantes para nossa realização espiritual na Terra. Inicialmente tempos os cinco super sentidos: clarividência (a clareza de ver energia, auras, espíritos, campos), clariaudiência (a clareza de ouvir as dimensões mais sutis, pensamentos, espíritos), claricheiro (a clareza de sentir cheiros do passado, do futuro, espíritos, seres, emoções), claripaladar (a clareza de sentir gosto de quem fez a comida, por onde a comida passou antes de chegar até a mesa, de sentir o gosto de momentos da vida) e clarisentir (a clareza de sentir energia, emoções de outras pessoas, intuição – esse clarisentido é o que eu acredito que está sendo mais elevado nesta transformação Planetária e da nossa espécie, esse sentido já está praticamente saindo da categoria espiritual e se tornando um sentido próprio do corpo de todos nós e por isso se faz tão importante aprender a usá-lo corretamente). Além dos clarisentidos, inúmeros outros são possíveis como a vidência, a profecia, a conexão com outros tempos, a manipulação de energia, o acesso à conhecimentos perdidos e por aí vai. São infinitas as possibilidades e cada um vai encontrar o seu. Estamos caminhando realmente para uma Era mais X-men mesmo. Só precisamos nos libertar de tanta vibração baixa porque se não alimentamos nossas outras necessidades energéticas, não acessamos estes talentos tão divertidos.

Além de alimentos, ar e água, nos alimentamos e absorvemos energia de fontes que estão ao nosso redor. Sejam elas outras pessoas, eletricidade, a Natureza, a televisão, o computador, pensamentos positivos ou negativos também geram energia que nos alimenta positiva ou negativamente. Ser alimentado negativamente significa literalmente que essa vibração tem carga abaixo de zero, ou seja, você vai ter que compensar com sua energia vital aquela vibração para voltar para o seu equilíbrio energético. Sabe quando estamos perto de alguém ou alguma situação muito negativa e nos sentimos exaustos é porque fomos drenados da nossa energia vital porque as energias negativas ao nosso redor que absorvemos geraram uma necessidade de uso das reservas que temos. E, pelo lado positivo, quando estamos em um grupo de pessoas que amamos, nos alimentamos deste momento, deste amor. Sabe quando sentimos que é bom ficar na presença de alguém ou nos sentimos bem em um local? É que recebemos uma vibração positiva ou seja, que adiciona à nossa reserva de energia vital e eleva nossa capacidade de viver.

 

to be continued…

Tornar consciente é trazer para a superfície seja ela mental, emocional, energética ou externa o que estava reprimido, fragmentado ou escondido no nosso inconsciente, e por isso, no inconsciente coletivo. A maior ferramenta de consciência é a mente auto observadora mas para observar-se a si mesmo é preciso calma na mente e este é um dos maiores desafios contemporâneos, uma aventura grandiosa, mitológica, evolutiva e abridora de caminhos.

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