Os sinais do Revéillon

Há alguns anos que comecei a reparar algumas coincidências… Parece que durante a noite do revéillon, acontecem algumas coisas que são simbólicas do ano. Como se a noite em si tivesse mini-pistas sobre como será o seu ano.

Por exemplo:

Em 2014, tive uma das melhores celebrações da minha vida, em Caraíva com minhas amigas. Dançamos a noite inteira sem parar! No meio da noite, a festa em que estávamos na praia, retirou o pano que rodeava o espaço, abrindo para todos e praia aberta. Nesse momento, o sol raiava e entrou em cheio no meio da festa. Foi uma visão linda, eu senti que alguma verdade seria revelada. Alguma parede quebrada. Uma grande iluminação. E foi! Neste ano dediquei-me a estudar espiritualidade. Me formei em Fogo Sagrado, fiz o retiro de Leitura de Aura e conheci os xamãs siberianos que mudaram a minha vida e me fizeram descobrir o que eu era!

Ao final da festa, um estranho muito doido vira pra gente e fala: Meu desejo pra vocês é que esse ano seja inesquecível, inesquecível será o ano! O ano foi mesmo inesquecível e incrivelmente esse foi o ano que voltei a escrever diários e registrei cada momento! Um ano que marcou profundamente minha visão de mim mesma. E que carrego comigo para sempre. Foi inesquecível.

2016 foi outro ano super simbólico! Passei a virada em Copacabana com uma amiga. Eu estava arrasada que era aquela a celebração que consegui manifestar aquele ano. 2015 foi bem punk mesmo. Não gosto de passar em Copa, sinto que é sempre a última opção. Pelo menos nós tínhamos um ácido e tomamos. Não fez nenhum efeito… Já estávamos indo pra casa 1:00 hora da manhã, derrotadas, um noite em nada especial quando resolvemos fumar nosso único baseado antes de ir pra casa. Sentamos na praia em frente de casa e fumamos. Nesse momento, o ácido bateu, ficamos alucinadas e a noite foi incrível de virada. Rimos muitoooo! Conversamos pra caramba. Andamos pra lá e pra cá. Nos metemos no meio das festas na orla… Chegamos em casa super felizes!

O ano em si foi uma virada também. Passei 6 meses trabalhando em um hotel 5 estrelas em um emprego que sugava toda vida de dentro de mim. Eu fui um zumbi. Só ia pro trabalho e ficava em casa. Quase não saia. Não tinha muitos amigos. Entrava no ônibus e ia trabalhar. Era minha vida. Até que em Outubro minha energia mudou, fui convidada pra ir morar na África do Sul por uma amiga, pedi demissão e fui. Passei 5 meses mochilando a África, me descobrindo, vibrando alegria, voltando a ser eu! Descobri uma mulher corajosa, mágica, no fluxo! Foi incrível! De virada passou de um dos piores para um dos melhores anos de toda minha vida.

2017, putz! Festãooooo! Eu estava num festival super alternativo em um das terras mais sagradas e mágicas de todo mundo: Wild Spirits na África do Sul. Eu estava com várias expectativas! Mas no dia em si aconteceu algo estranho. Eu não estava me sentindo nada bem, fechadona, não conseguia celebrar nem ficar perto das pessoas. Às 11:00 horas da noite, eu estava sozinha dentro de um círculo de árvores no escuro enquanto o festival acontecia lá no fundo… Eu desisti da noite, resolvi ir dormir. Disse pra mim mesma: não acredito que minha noite vai terminar assim. Quando eu estava indo pro meu quarto, a galera estava toda sentada ao redor da fogueira e resolvi ir pra lá esperar apenas dar meia-noite e depois ir dormir. À meia-noite, enquanto fazíamos a contagem regressiva, a vibração subiu muito e de repente foi como se o chão sugasse tudo de ruim que eu estava sentindo. De repente eu estava uuuuuuótima. Jump cut: são oito horas da manha e eu estou bombando na pista de dança ouvindo trance!! Foi incrível!

O ano em si, saí da África do Sul para ir morar nos EUA. Recebi meu green-card e eu estava no fluxo mesmo… Achei uma boa idea ir pra lá ganhar dinheiro em dólar. No momento que saí da África, soube que tinha cometido um erro terrível. Mas fui pros EUA mesmo assim, ver qual é. Cheguei lá e fui piorando, piorando. Odiei o lugar, odiei as pessoas, odiei a egrégora, energeticamente eu comecei a sofrer, a floresta onde eu morava era dark, tudo era bastante artificial, não tinha fogo em lugar algum!! Quando finalmente desisti, eu estava um caco. Mental, emocional, energia… Deprimida. Triste. E aí, eis que entro num avisão de volta pra África para viver O MELHOR VERÃO DE TODA MINHA VIDA.

Durante a festa de ano novo, antes das 8 da manha, fiquei com dois caras. O primeiro, beijava muito mal! O cara me machucava a um ponto de eu olhar pra ele e falar “don’t hurt me!”. Já no finalzinho da manhã, eu comecei a dançar muito com um outro casa maravilhoso, a gente fechou muito, aí na hora que eu estava indo ele virou pra mim e disse “if you leave, i’m fucked!” e demos um beijinho lindo. E fui.

A-ha. Nos EUA, eu conheci um cara que fiquei algumas vezes, comecei a gostar dele e ele foi o homem mais babaca com quem já me relacionei! O que ele fez comigo foi tão bizarro que não tenho nem coragem de compartilhar mas ele me machucou. Que nem o primeiro que eu beijei na festa. Já, durante o melhor verão da minha vida, conheci um homem maravilhoso por quem me apaixonei de verdade e ficamos juntos 5 meses. Terminou porque ele teve que partir para ir trabalhar em outro lugar e eu queria ficar onde estava. A partida dele me arrasou. Me mudou. Me fudeu. “if you leave, i’m fucked.”

Então, finalmente, chegamos em 2017. Eu já estava super convencida da simbologia dessa noite!! Atenta a absolutamente todos os sinais. E eu estava cheia de expectativas para o ano. Um erro. Se tenho aprendido alguma coisa é que quanto menos expectativas, melhor! Nesse ano, eu coloquei intenções, criei um logo pro ano (2018: are you in or are you out?), fiz minhas resoluções. Já estava achando que ia arrasar na maionese! Comecei um detox 7 dias antes para passar o ano em mais alta vibração.

Boom! No dia 31 de dezembro, acordo com 40 graus de febre. Não consigo me mexer. Passo o dia deitada, pegando sol! Achando que o calor do sol me faria suar e passar quando na verdade eu só estava aquecendo meu corpo e piorando tudo! Eu passei o dia com pena de mim. Uma voz me disse: you will be tested. Passei o dia sofrendo, minha noite estava acabada… Reclamando pra todo mundo. Teve um momento de desisti e resolvi ir dormi mas parei, e pensei, se eu dormir vou acabar deprimida na casa da minha mãe. Preciso me levantar e fiz um esforço fenomenal para me levantar e voltar para o bar. A noite foi longa, os sinais foram muitos. Começamos todos na comunidade onde eu morava, vestidos de jaguar. Eu lutando contra toda energia negativa pesada do lugar. Sendo atacada por várias entidades. Me recusando a beber. Meu namorado então, finalmente, me fez tirar todos os casacos que eu usava para esfriar o corpo e fomos para outra festa. Comecei a melhorar. Aí resolvemos mudar de festa, eu achei muito cedo mas concordei que seria muito bom me movimentar, mudar de cenário. Caminhamos um longo tempo até a festa, lado a lado mas sem mãos dadas. No meio do caminho, um estranho nos ofereceu um atalho, não tomamos. Um coelho branco apareceu correndo na nossa frente nos acompanhando. Chegamos na festa, eu já estava muito melhor. Eu estava muito apaixonada. Ele olhou pra mim e disse “it’s time”. Tomamos vinho a noite toda. Passou a festa toda sendo muito amoroso comigo. Durante um momento, eu queria muito um cigarro, e gritei pros céus “I wish!” e ele apareceu com um cigarro imediatamente. Aí comecei a viajar que eu ia me casar com ele e senti como se todas as pessoas do local pudessem ouvir meus pensamentos e estivessem sentindo eu tomar essa decisão. Deixei pra lá porque estava de 7g de cogumelos na cabeça by then. Conversei com o fogo. Dançamos pouco mas a música que marcou foi Slip Dance – Elliot Moss e, sem que eu soubesse a letra, nesse momento, ele segurava minha mão e eu larguei a mão dele para ir dançar sozinha (depois fui ver que a letra diz: you better hold on or it’s gonna slip through your hands). Dancei com fogo. Caminhávamos de volta muito doidos, ele se abriu, chorava me contando histórias da vida dele e eu chorava com ele. Chegamos em casa e fizemos sexo até desmaiar. Fomos dormir 10:30 da manha.

Muitos dos sinais se realizaram que nem uma luva. Outros nem tanto… Mas eu acredito que ainda vem muito por aí e já acho que um revéillon desse precisava de um pouco mais de 365 para se realizar. Mas posso dizer que muito do ano foi sobre sinais em si.

O ano como um todo foi tipo esse choque de acordar com 40 graus de febre. O que eu imaginava que aconteceria, acabou sendo muito diferente. Eu senti pena de mim, piorei as coisas. Tomei atalhos. Não fui caminhar quando devia ter ido. Desisti. Fiquei deprimida na casa da minha mãe. Deixei slip o que eu deveria ter held on to. Desenvolvi uma relação mística de comunicação com o fogo e me queimei. Sofri ataques de entidades diversas. Quando it’s time chegou, eu errei e perdi o timing porque não sabia o que eu queria (meu wish). Aprendi sobre wishing e colocar encantos em mim mesma. O coelho branco me levou sim muito profundo para o mundo a Alice, saí da realidade, atravessei o espelho e não soube fazer o caminho de volta (assim como faz o xamã). Tudo isso para, finalmente, aprender a me levantar. Aprender a saber o que eu quero. Aprender a seguir os sinais. A querer e lutar pelo que eu quero. Meditei demais, abri meus poderes telepáticos, pessoas pareciam ouvir meus pensamentos toda hora. Escolhi me casar com ele e depois mudei de ideia. Várias vezes.

Era pra ter sido diferente!? Acredito que sim. Acredito que eu poderia ter ficado. Esperado. Caminhado. Focado mais na matéria. Acredito que eu poderia ter feito muitas coisas diferentes e agora estar fazendo sexo várias vezes por dia com um homem que amava. Mas eu tinha muitas lições para aprender ainda. Estava em um nível diferente do que eu acreditava estar.

O futuro é sempre o aberto dos possíveis. Fazemos escolhas e mudamos nossa vida o tempo todo. Que esse ano novo ainda se realize. Que eu aprenda as lições de não tê-lo realizado para toda a vida e nunca mais caia no erro de me superestimar mas acredite em mim. Ter mais clareza sobre o que eu estou fazendo e porquê. O que é importante pra mim. Me dar mais amor. Trabalhar mais pelo que eu quero. Ficar de pé. Compartilhar tudo que é aprendizado que nos é dado porque podemos sim perder tudo se formos egoístas demais. É preciso estar na matéria também! E, ser humilde para ouvir os sinais. <3

2018: are you in or are you out?

I’m learning what it means to be in and out. I am in for the ride, in for my dreams, in for a magical mission, in for what I want to make happen in my life. I am out because going to deep to fast inside isn’t real. I am out because I am in matter. I am out of caring for what other people think. I am out of sleeping and feeling sorry for myself. I am out of not going after what I want.

And, after all, no matter where I am – I AM IN for the game. For what the Universe wants me to live. For what my soul desires. Foi doing what I love. For choosing with responsibility.

Obrigada 2018. Foi difícil pra caralho. Maravilhoso demais. Mágico! Simples. Real. Eu estava humanamente DESPREPARADA para viver um ano desse mas é vivendo que se aprende. Que lição. Que aprendizado. Sou grata.

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