a cobrança da competição

Queria eu nunca ter tido um pensamento competitivo na minha vida! Mas, pelo contrário, sempre tive sede de competição. Desde a relação com a minha irmã, amigas, profissional… Passei anos competindo internamente com todas as pessoas ao meu redor. Me comparando, julgando, desvalorizando. Sempre achava que os outros eram melhores que eu mas que eu grande dia eu sairia vencedora dessa corrida.

Eis que, a vitória estava logo ali, na minha frente. Finalmente era minha vez.

O que aconteceu? Perdi.

Energeticamente, a competição estava presente para me sabotar.

Nossas relações são muito mais complexas do que imaginamos. Sustentamos um campo energético coletivo com as pessoas que já nos relacionamos de alguma forma. Pode ser mais ou menos profunda – ligações emocionais mas as energias que já passaram pelas nossas vidas, parecem ficar ali, num campo mais sutil.

Algumas dessas relações são boas! Nos sustentam, apoiam, preenchem de amor, coragem e força para seguir adiante. Outras nem tanto… Nos desejam ver perder, nos sabotam, preenchem de jatos de inveja, energia destrutiva, posse, controle, etc.

A sensação é que cada vez que sentimos competição perante alguém, nos conectamos com essa pessoa de uma forma diferente. Uma forma mais negativa – perde / ganha. Superior / Inferior. É como se marcasse um encontro no futuro para ver quem foi o melhor. E, as energias estarão nos campos energéticos uns dos outros, aguardando esse momento. Essa cobrança de chegada ao fim da corrida para ver quem foi melhor.

Se eu tivesse tido mais consciência ao crescer, teria me despido de toda e qualquer competição. Ao contrário, teria desejado sempre o melhor pro outro. A mais feliz, abundante e alegre vida que cada um possa ter. Porque assim, teria sempre um registro energético positivo nas minhas relações. Sem jamais ter que lidar com cobranças ou comparações no fim da estrada.

Quanto mais positivas são as nossas relações, mais positivo é esse campo de força que nos sustenta no sutil.

Desfaça-se de toda e qualquer competição. O que é seu, é seu direito divino viver e vai chegar na hora certa. Não queira sustentar relações que querem vencer você no seu campo energético. Não queira chegar no fim da linha e ser inundado de negatividade de todos aqueles com que você mesma escolheu competir quando estava ainda muito inconsciente de qualquer dinâmica energética.

Sou grata por essa perda. Por tudo que tenho aprendido com ela. E, certamente, limpar meu campo energético de relações sabotadoras tem sido um grande aprendizado que eu não teria tido se não tivesse passado por isso. Perdoe, se desculpe, corte relações e deixe ir. Fique feliz pelo o que os outros têm, pelo que eles conseguiram conquistar, pela vida que escolheram para eles próprios. Fique feliz pela habilidade de estar na matéria de cada um, tenha compaixão de compreender de onde vem cada um, sem julgar os rumos que trilharam à partir desse lugar de início. A sua vida não precisa ser melhor ou pior que a de ninguém. Ela é apenas a sua vida, perfeita para você!

Eu aprendi a querer apenas aquilo que é meu. E amar aquilo que é meu por mais diferente, estranho, fora dos padrões que isso seja. Precisamos amar a nós mesmos antes de tudo, como somos! Sem mudar, sem curar, sem forçar um encaixe. Se é a minha vida, eu aceito. Se é o meu caminho, a minha personalidade, a minha sombra, então eu aceito. E que o outro aceite o que é dele, sem precisar querer o que é meu.

Se todos realmente acreditássemos que somos um pequeno pedaço de um enorme quebra cabeça e que cada um tem exatamente o que precisa ter para exercer sua função nesse coletivo, as coisas seriam muito mais calmas, pacíficas e compassivas. Sairíamos dessa competição acirrada – um dos valores máximos do capital – e entraríamos em um plano muito menos do querer e muito mais do ser.

É interessante olhar pra dentro e perceber que ações vem de um desejo genuíno de viver a própria vida e que impulsos vem da vontade de vencer os outros. Começar a separar essas energias é muito importante para se alinhar com seu propósito divino ao invés de conceitos materiais de vitória.

E assim vamos. Tentando se reestruturar para ir atrás apenas do que é meu. Com um campo energético limpo da competições passadas. Deixo ir. Vão embora. Já não tenho mais interesse algum em ser mais ou menos do que vocês. Só quero ser eu. E peço perdão por todos os momentos que quis algo além disso.

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