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Toma essa.

Como podemos estar vivendo esses tempos? Me pergunto sempre, o que a humanidade fez para merecer tamanha interferência em sua integridade enquanto seres do planeta terra? É algo muito maior mesmo, que acontece no plano dos Deuses ou mesmo do espaço cosmos (sim, me refiro aos alienígenas).

A raíz de tudo? Fazer com que os seres humanos não acreditem nas verdades que lhe fazem um ser deste planeta.

Primeira: a mais básica de todas – ser humano é ser um animal em pura conexão com a terra, seu planeta. A terra é um ser vivo, que respira, tem metabolismo, é capaz de dar vida, alimentar, energizar, purificar, se comunicar e influenciar seus filhos, assim como uma mãe leoa, coelha ou humana. O corpo humano naturalmente precisa estar em contato com a natureza, com água limpa e selvagem direto de um rio, diariamente com fogo e respirando ar puro – terra, água, fogo e ar. Ser humano não é ser humano sem o contato com os elementos primordiais da terra que fazem de nós quem somos. Terra: corpo e matéria, água: emoções, fogo: espírito e ar: mente.

Seguimos: Para sentir-se saudável e verdadeiramente vivo, o ser humano precisa estar compartilhando espaço com outras espécies, especialmente espécies de tamanho ou poder de ameaça semelhante a ele desarmado de tecnologia. Cobras, escorpiões, aranhas, marimbondos, jaguares, crocodilos estão todos aí para fazer você se sentir vivo, alerta, rápido, esperto, acordado. O corpo precisa transitar pela floresta e realizar movimentos disformes e orgânicos de exploração da natureza em estado de atenção para possíveis ameaças. Aos poucos liberta-se o instinto esquecido e cria-se uma confiança no próprio corpo porque é ele que avisa, ele que sente, ele que está em alerta naturalmente enquanto você se diverte com as belas flores e toma um delicioso banho de cachoeira.

Basicamente: ser humano é ser natureza também.

Depois desta verdade escondida, passamos para a próxima. Homens e mulheres são seres totalmente diferentes! Escondemos essa, criamos movimentos inteiros de mulheres em estado suicida defendendo que são iguais aos homens. Dentro de uma sociedade totalmente machista, as mulheres (o sexo dominante há milhares de anos atrás, o sexo capaz de dar a vida, capaz de se comunicar com a terra, que é muito mais forte em seu campo emocional e capaz de amar e curar como um homen jamais poderia) decidem abrir mão de toda sua energia feminina e devagar começam a tornar-se homens, trocar de energia internamente provocando o desequilíbrio energético mais violento na terra. O movimento é compreensível. O sexo dominante quer retornar ao seu posto, porém para que isso seja possível, o mundo precisa mudar para que seja mais feminino e não as mulheres que tem que mudar para adaptar-se ao mundo masculino em que vivemos. Em um mundo feminino é possível a paz de gêneros. Em um mundo masculino tudo que é possível é a guerra. O instinto feminino selvagem reprimido está provocando esta desesperada transformação dentro das mulheres. Não é a toa que vemos um crescimento enorme de pessoas trans na sociedade – é só uma materialização e externalização do que já está acontecendo internamente e energeticamente dentro da maioria das mulheres no planeta. E no fim das contas, o homem também está por se matar porque à partir do momento em que as mulheres assumirem o posto dos homens de protetor, provedor, equilibrado, fisicamente forte, explorador, corajoso e criarem seus reservatórios de sémen, os homens não terão mais função neste planeta a não ser de guardiões da energia feminina. Todos os homens tornarão-se gays.

Próxima verdade escondida: tudo que existe na terra é a matéria. Desconecta-se o homem de seu maior potencial e prazer, a conexão com os espíritos. Arranca-lhe fora a sabedoria de que este mundo é uma combinação de diversas dimensões e nós temos capacidade de transitar por elas, provavelmente por alguma boa razão. Diz-lhe desde o momento que nasceu que magia não existe, que é impossível manipular energia (até porque nem se fala mais em energia), não temos conexão com os elementos, não existe telepatia, não existem os clarisentidos, não é possível mover objetos com a mente silenciosa e focada, não é possível transformar-se em animais, não é realidade atravessar paredes, super poderes só no cinema com efeitos especiais. Você é um pedaço de carne. Cria-se uma proposta de vida CHATA em que deve-se crescer, educar-se para tornar-se parte do sistema, comprar, ver televisão, sair pra beber, usar drogas, fazer turismo, casar, ter filhos e implantar o sistema na cabeça deles também. Cria-se então uma série de objetos que vão influenciar a sua mente o dia inteiro, tornando-a fraca, incontrolável, barulhenta assim como o mundo ao seu redor e que vão diminuir seus poderes, acabar com a sua intuição e te botar pra dormir acordado. Já parou pra pensar o que aconteceria se você parasse de beber, fumar, comprar, sair pra comer, ver televisão e ir ao cinema? O que tem pra fazer? MUITO. Mas lhe disseram que esse muito não existe para que você siga nessa sua realidade de pedaço de carne.

Outra: todos os seres humanos são iguais. NÃO são. Tudo, absolutamente tudo, em cada um, é diferente. Nós somos uma combinação de energia alquimicamente programada pelos nossos chackras. Nossos corpos vem programados perfeitamente para nossas missões. Se o cara nasceu pra nadar, tem mais pele entre os dedos, se nasceu pra cantar, tem uma garganta que abre mais, se nasceu para dançar tem o corpo mais flexível. Todos temos diferentes missões e desejar a missão do outro é perda de tempo. É preciso aceitar que talvez sua missão seja ser padeiro e experimentar o amor pelo pão sagrado e não dono de start-up. A televisão cria um ideia de que algumas missões são melhores que as outras, que você deve desejar sei lá o que pra sua vida… É preciso aceitar que você não nasceu para ser rico, que quase ninguém nasceu pra isso porque riqueza e acúmulo não é natural deste planeta. É só olhar pra outras especies e ver que nenhuma acumula nada.

Por causa da desconexão com a realidade espiritual do planeta, acabaram os rituais de entrada e saída da matéria. Os nascimentos sempre foram feitos pela parteira que não era uma médica e sim uma xamã que fazia a passagem segura da alma pra dentro do corpo, sem isso, outros seres podem interferir com este processo, entrando em corpos e gerando um mundo semelhante daquele de onde os próprios vem. Sim, temos aliens  e demônios em roupas de homens comandando o mundo por aí. Pela mesma causa, a morte tornou-se um processo totalmente solto e não há mais garantia de paraíso. Muitas almas não conseguem fazer a passagem correta e ficam perdidas, vagando por este planeta e por isso vivemos a crise de entidades obsessoras no planeta. Estas entidades se alimentam de energias negativas e provocam pensamentos e sentidos negativos para sobreviver. E não necessariamente foram pessoas más que não podem voltar para sua casa espiritual, pode ser alguém simples, normal como você que simplesmente não teve suporte algum na hora de fazer sua passagem.

Energia elétrica tem vibração masculina e agressiva, ela puxa a energia feminina, outro motivo que as mulheres estão se masculinizando com tanta facilidade. Há uma troca de energia corporal dentro das cidades que não tem natureza para fazer a troca, neutralização e purificação da energia. Por isso as pessoas estão mais agressivas, mais tensas, mais estressadas, mais irritadas. Excesso de energia elétrica, masculina. Entidades também se alimentam desta energia e interagem com os objetos por ela alimentados, especialmente a internet. Elas estão nos tubos, na vibração, nos leds, nas telas… Quando nós nos conectamos – colocamos nossa consciência em um filme, numa tela, num texto, estamos fazendo uma troca de energia natural humana com energia elétrica, sintética, não natural.

E a verdade final que não querem que você saiba: você precisa de dinheiro. Só é preciso dinheiro para viver em um sistema baseado em dinheiro. Nessa terra, se plantando tudo dá. É preciso comprar os legumes uma vez na vida e já se tem o material para plantá-los. É possível produzir tudo que você necessita se lhe for ensinado desde criança a viver em harmonia com a terra. Seu vício em conforto é a única coisa que te separa desta realidade além do seu medo do outro – de quem você vai precisar para viver de maneira sustentável pois solidão é uma necessidade do capital.

O mundo está acabando, acima de tudo, pela falta de consciência das dinâmicas energéticas e espirituais naturais do planeta terra. Ser humano é ser conectado com a terra e seus rituais, seus elementos, seus animais, suas plantas.

E, só pra te lembrar de mais uma mentira que lhe foi dita a vida toda: quem acredita em energia, espíritos, entidades, alienígenas e abundância é maluco.

Toma essa.

Verdade e Vergonha

Recentemente coloquei forte a intenção de curar a expressão amorosa da minha verdade. Uou. Tanta coisa que essa intenção movimenta e atrai pra  minha vida. Pra começar, curar a expressão é abrir o quinto chackra – vishudha – e quando queremos curar um chackra, ou seja, abri-lo e limpar sua rotação, precisamos movimentar a energia estagnada ali que muitas vezes tem a ver com talentos que se escondem nesse centro que estão sendo ignorados, nesse caso, o canto, o humor e a arte. O 5o chackra é muito conectado com o segundo – Swadwistana – o chackra da sexualidade e energia vital criativa. Ele faz a transmutação dessa energia criativa em arte e voz. Depois disso, amorosa, como se expressar à partir do coração e não do julgamento, do querer ter razão, da carência, da necessidade de atenção… Como colocar aquilo que desejamos expressar de maneira que gere conexão e empatia entre duas pessoas? Como explicar uma visão de mundo tão radicalmente diferente sem ferir a verdade do outro? E finalmente, a verdade. Uma busca de uma vida pela verdade da vida, verdade do Universo, verdade do amor só pode ser embarcada de fato quando optamos pela verdade como valor primordial em nossas vidas. Ou seja, eu expresso exatamente aquilo que sou. Permito que, em determinados momentos, as pessoas me vejam e saibam o que eu faço em meu interior, mesmo que esse fato me envergonhe.

Só que o maravilhoso é que quando decidimos ser totalmente verdadeiros, aparecer vibrando em nossa verdade, com nossas emoções, ideias, luz e sombra a mostra, quando colocamos isso como uma prioridade, inevitavelmente vamos começar a cultivar uma relação de cura da #vergonha. Um pedaço de argila uma vez me ensinou que vergonha também é ego. Quando a nossa mente nos coloca “aquilo que devemos ser” mas nós não damos conta disso, sentimos vergonha. Quando queremos ser algo que não somos, nos julgamos e sentimos vergonha do que somos de verdade. Estamos sempre nos pressionando para ser mais e melhores e tentando fazer com que os outros nos vejam dessa maneira. Lindas, maquiadas, penteadas, salto alto, bem sucedida, magra, dá conta de tudo, rica… Construímos um muro gigante ao nosso redor para que ninguém veja o que está lá dentro. Protegemos nossa verdade como se fosse algo que tivesse que ser mantido em uma torre protegida por um dragão e somente uma pessoa específica, certa, pode a tirar de lá de vez em quando…

Só que se queremos ver a verdade do outro, a verdade do mundo, a verdade dos nossos tempos, precisamos primeiro curar a nossa verdade interior. E quando isso se torna uma intenção – chegou a hora de começar a movimentar isso no meu processo, precisamos desapegar da vergonha e da ideia de quem somos que vem da mente. Passamos a permitir que os outros nos vejam e assumimos apenas a cadeira do observador. Vamos ver o que os outros refletem através de suas reações ao expressar a minha verdade. Desapegamos da vergonha e relaxamos o plexo solar de onde ela vem e, aos poucos, paramos de senti-la. O que acaba trazendo muitos benefícios para o terceiro chackra – Manipura – que é bloqueado pela energia da vergonha.

Incrível então que quando trabalhamos a verdade, acabamos trabalhando nosso poder pessoal também que vem do terceiro chakra que passa a ser desbloqueado quando optamos por limpar nossa vergonha, a ilusão de ter que ser quem não se é.

E aí, tudo começa a acontecer ao seu redor que vai provocar situações que provocam vergonha, sua verdade começa a transbordar e você fica com medo da reação das pessoas, da maneira como os outros vão te ver, nem você nunca se viu tão aberto assim. A verdade começa a aparecer não só nas suas palavras mas nos seus movimentos, no seu olhar, nas suas ações. Você quer ser verdadeiro e fazer o que quer fazer na frente de quem for. Falar o que quer falar, o que está sentindo de experimentar expressar. E os outros passam a ser um termômetro na sua cura. Porque você só vai conseguir ver sua verdade se você permitir que ela saia, inevitavelmente você precisará de espelhos além de você que reflitam essa verdade para que você possa ver a luz e a sombra que estão nela.

Quando queremos curar nossa verdade, precisamos nos preparar para ver coisas que não vamos gostar muito de nós. E reações que não vão nos agradar. Mas também precisamos nos preparar para nos surpreender. Porque é certo que os seres humanos conseguem pressentir verdade e mentira inconscientemente e todos preferem sempre a verdade. Uma verdade mais ou menos é sempre melhor que uma mentira maravilhosa. A nossa espécie se afastou tanto da verdade, nossa sociedade hoje em dia é tão inerentemente construída sobre pilares da mentira, que uma verdade é como um breath of fresh air. Ar fresco. Todos gostam de sinceridade, honestidade e respeito. Quando expressamos nossa verdade estamos respeitando a inteligência alheia. Estamos permitindo que ele seja verdadeiro também. Estamos sendo humildes perante ele. Vulneráveis. Estamos confiando na bondade do ser humanos novamente.

Óbvio que às vezes vamos receber reflexões negativas. Ainda bem porque essas nos fazem aprender. E com o aprendizado vem a cura. Se queremos tocar em uma energia que não mexemos há tanto tempo como a expressão, vamos ter que reaprender a mexer com ela e são os reflexos, positivos e negativos que vão nos ensinar direitinho.

E assim, é só seguir a intuição, sentir o que se quer sentir, permitir-se ser quem se é sem expectativas, assumir a cadeira do observador e desapegar da vergonha e mergulhar com tudo na cura da expressão amorosa da sua verdade.

Os sanskaras – energias do passado reprimidas e acumuladas no coração – vão vir a tona. Vamos ter medo de sermos humilhados, rejeitados, reprimidos como fomos no passado mas aí que está a maior cura porque agora aprendemos a relaxar a liberar essas energias. Tudo que revivemos nos traz a oportunidade de liberar o que não conseguimos liberar no passado. E assim vamos nos curando… Seguindo caminhando…. Rumo ao novo paradigma e novas maneiras de se andar sobre a terra.

Como ter uma árvore amiga

Cada partezinha da grande Alma tem suas propriedades e habilidades de conexão com o campo energético da Terra. Animais estão conectados através do seu instinto, seres humanos são um tipo de animal que além do instinto, se conectam através do seu inconsciente. Hoje vivemos um momento de transição e evolução da espécie onde essa nossa habilidade de acesso está sendo trazida para a consciência, o que desencadeará uma enorme mudança em toda a construção futura da nossa espécie. Nós, assim como as formigas e as abelhas, somos uma espécie construtora e, diferente de todas as outras, somos uma espécie criadora. Acho #chique.

De uma maneira ou de outra, todas as espécies estão em contato direto ou indireto com o enorme animal que habitamos: a Terra. Porém uma espécie tem esse contato profundo através de suas maravilhosas raízes: são as Árvores! As árvores estão aqui há milhares de anos, receberam o privilégio da imortalidade, assim como os Deuses. Elas já viram de tudo. Claro que ver aqui tem um significado um pouco mais complexo do que a interpretação de ondas de luz por um órgão. Elas veem através do seu sentir. São capazes de sentir tudo que se passa no planeta e isso inclui tudo que se passa com você.

Ao se conectar com uma árvore, ela já sabe de tudo sobre você porque ela não precisa das suas palavras para te conhecer, o seu campo energético se mistura com o dela em um momento de conexão verdadeira e assim ela tem acesso a todas suas memórias, crenças, histórias, sentimentos, traumas… Tudo que está no seu campo. Assim ela utiliza toda sabedoria da terra com a qual está completamente conectada para te curar, te ensinar, te limpar e contribuir com o seu poder de atração da vida que você merece viver.

As árvores tem graus de conexão, é claro. Uma árvore antiga, com mais experiência, raízes mais profundas, maior altura e capacidade de conexão também com o céu, inserida em uma antiga floresta, rodeada de fertilidade e energia sexual reprodutora – energia base da natureza, vai ter muito mais amor aos animais que a buscam por diversos motivos. Ela vai ter mais capacidade de acesso a você e a sabedoria da Terra que tem toda sabedoria do Universo. Ela vai estar mais aberta para uma relação de amizade inter-espécie porque vai estar ali, plena na sua função de grande avó, cuidadora da floresta. Uma árvore no meio da rua em Ipanema, rodeada de asfalto, que entra ano sai ano é ignorada, às vezes cortam sua copa porque está atrapalhando a vista de um prédio, tem seu espaço limitado por um quadrado de concreto e é valorizada apenas como parte integrante de uma paisagem, não tem tanta abertura assim para uma relação. Ela mesma, assim como nós, pode ter se esquecido de sua função, tão atarefada está em transmutar o dióxido de carbono abundante em oxigênio. Então uma árvore no meio de uma antiga floresta tem mais capacidade de conexão do que uma de um floresta mais nova, cidade pequena e cidade grande.

Mas isso faz parte do processo de conexão com ela. Uma árvore não doa seu conhecimento assim, de graça. Ela também não cobra valor monetário porque isso não faz a menor diferença na vida dela. Ela vai selecionar seus amigos com muito cuidado especialmente hoje em dia quando confiar nos seres humanos está difícil. Ela entra em contato com seu campo de energia e já sabe de todas as suas intenções ao querer ser sua amiga. E é esse o valor que ela cobra: o seu valor enquanto ser humano. Certamente se você fosse uma formiga, ela não ia exigir tanto de você. Mas a Mãe Terra exige mais de você porque ela te deu tudo que podia dar a uma filha. Ela fez de você sua melhor e mais maravilhosa criação e por isso ela vai esperar que você faça alguma coisa decente com isso. A Mãe Terra espera muito de você, assim como uma boa mãe o faz.

Como provar o seu valor e tornar-se amiga de uma árvore?

A primeira amiga árvore é a mais difícil. Porque você ainda não tem nenhuma amiga árvore em seu campo e ela pode sentir isso, você vai passar por uma série de testes. A chave aqui é disciplina. Quem quer ser amiga de uma árvore vai ter que provar isso sem palavras. Ela entende o que você diz e precisa das suas palavras em alguns momentos, porém a fase de conquista de uma árvore não tem nada a ver com as belas declarações de amor que você pensa que vão a convencer. É só ação e energia com ela. Essa será sua primeira amizade energética. Parabéns!

Quando se quer iniciar uma relação de amizade com uma árvore, é preciso tornar isso uma prioridade em sua vida. Você vai ter que ir ver a árvore praticamente todo dia. Com a primeira, diria que todo dia. Durante meses, lembre-se o tempo delas é muito diferente do nosso. Inicialmente, se apresente. Conte a ela sobre você, suas intenções, justifique que importância tem na sua vida fazer amizade com ela. E assim, passe a amá-la e trate-a já como sua melhor e mais querida amiga. Todos os dias, sente-se de costas encostada nela e compartilhe suas experiências com ela, alegrias e tristezas, abrace-a, chore junto dela, expresse gratidão, você quer essa relação porque você a vê como um ser igual a você. Você não se acha melhor ou pior que ela, você está no mesmo barco que ela. Ela é seu semelhante e ela pode te ajudar no seu processo de tornar-se cada vez mais semelhante a ela. Ela sabe que a humanidade está sofrendo. Ela é boa e quer te ajudar. Mas ela também exige muito respeito e valor. É preciso valorizar essa relação como talvez nunca se tenha valorizado nenhuma outra. E lembre-se, ela já sabe de tudo sobre você, coisas que nem você mesmo sabe! Então seja o mais honesta que já foi em toda sua vida.

Após algum tempo você vai começar a #saber que ela é sua amiga. Você simplesmente sabe. Eu recomendo que você a pergunte seu nome e sinta o que vem. Se esse não for seu nome oficial tudo bem, pra nossa espécie é importante dar nome aos seres que amamos, infelizmente porque isso limita muito nossa capacidade de amar coletivamente, mas tudo bem por hora, ela vai entender. E aí tudo começa a mudar. Você começa a ter ideias que nunca teve antes. Insights sobre sua vida e sobre a vida coletiva difíceis de acreditar mas que fazem muito sentido. Começa a se abrir para coisas que não se abria antes. Sente sua energia mudando, se sente cada vez mais viva e seu campo limpo. Às vezes, perguntas podem ser respondidas imediatamente vindo como uma ideia na sua mente, ou com uma sensação de que você já sabia a resposta dessa pergunta e veio de você mesmo – mas não veio. Outras, ela começa a alterar seu campo energético para que você atraia situações e pessoas que vão te responder o que você perguntou. Cada vez vem de um jeito mas sua vida se torna muito mais rica, desemperrada e livre.

Daqui a pouco a melhor parte do seu dia são as 2 horas de trilha floresta a dentro em direção a ela. Você nem faz mais o esforço inicial. Aquilo faz parte de quem você é, tá no sangue. E não tenha medo da floresta: tá com a árvore, tá com Deus. Ela vai cuidar de você. Nada vai te machucar sob a guarda dela.

A segunda árvore amiga é mais fácil no sentido de que vai levar menos tempo. Já aconteceu comigo no primeiro momento que sentei com as costas encostadas nela com a intenção de me apresentar e começar uma relação, já senti e recebi aprovação. Viva! É uma alegria tão grande ter uma nova árvore amiga. Mas pode levar uma semana, um mês… Depende da árvore e também do esforço que você faz pra ir até ela. Quantas caronas, caminhadas, passos você deu pra estar ali do lado dela e com que frequência faz isso. Basicamente: o quanto isso é importante pra você.

Mas não desanime com as árvores urbanas. Minha primeira amiga foi em plena praia de Copacabana. Eu nem sabia direito o que eu estava fazendo, ela ficava perto de um lugar que eu ia me exercitar todo dia e assim comecei a cultivar essa relação intuitivamente. É um conhecimento ancestral que consegui acessar no meu campo inconscientemente. Você pode recordá-la de sua função, assim como ela fará isso com você.

E assim compartilho a sabedoria que mudou toda minha vida. Bem vinda! As árvores aguardam você!

Guardiões da Terra

Estive morando nas profundezas das florestas Sul-Africanas há alguns meses. No meu primeiro contato com a vida na floresta, eu não tinha a menor de ideia do que estava pra me acontecer. Eu estava prestes a acordar de um longo período de esquecimento da mais óbvia e real verdade da minha vida: eu sou um animal. Parece simples, uma realização que conscientemente podemos ter à qualquer momento e seguir nossas vidas com esse conceito científico do que somos. Porém acordar para a lembrança ancestral do que é ser um animal, de como ser um animal e das infinitas novas possibilidades de viver o mundo ao se assumir um animal mudou minha vida, meus sonhos e objetivos pelo resto da minha vida. Graças a Deus.

No início eu não entendia as reações do meu corpo. Eu não, meu próprio corpo não sabia interpretar a experiência de ser um animal! Eu dormia em uma casa sem banheiro, sem luz elétrica, cheia de aranhas, mosquitos, lagartas, sapos, bichos! Bichos! Bichos! Para chegar até minha casa, eu andava longas caminhadas no meio da floresta escura, sozinha. Ouvindo somente os grilos, os movimentos misteriosos na mata ali perto, uma vez até o rosnar do que pareceu ser um grande gato ou um enorme babuíno me deixou horrorizada. Nos primeiros dias eu sentia um medo louco. Não parava de pensar em cobras, escorpião, aranha… Achava que seria atacada à qualquer momento. Vinham pensamentos de perigo e fuga. Às vezes meu corpo sentia umas pulsões loucas por correr. Simplesmente sair correndo sem direção ou propósito de tanto medo que eu sentia. Aos poucos fui percebendo que meu corpo estava interpretando uma nova sensação que eu nunca tinha sentido. Estava confundindo essa nova sensação com medo e me gerando esses pensamentos e impulsos. Essa sensação veio a tornar-se minha preferida. É a sensação maravilhosa de ser um animal selvagem, solto na selva, compartilhando espaço com outras espécies. É um tipo de atenção, de vida, de alerta e instinto. Tipo: qualquer coisa pode acontecer à qualquer minuto. É ancestral, animal, inata de todas as espécies. É uma delicia. É sentir-se profundamente vivo, todo dia se torna uma aventura maravilhosa, por trás de cada momento, finalmente, pode-se enxergar o divino e sua criação.

Aos poucos o corpo vai assumindo uma parte muito maior da sua vida. Uma parte que antes era ocupada pela mente. Você precisa contar com ele o tempo todo porque não é a mente que vai saber se você está em perigo, se tem alguma ameaça ao redor. É o instinto. É o corpo que te avisa. Eu fui avisada das maneiras mais diferentes possíveis, várias vezes. Você começa a desenvolver o que seria considerado super-poderes por aqueles que vivem no zoológico da cidade grande há anos. Mas na verdade são só sentidos de proteção e instintos que não são necessários na cidade porque vivemos entre uma única espécie. Que outra espécie no mundo faz isso? E como sentimos falta desses super poderes. A vida inteira eu sempre fui mais gordinha, sempre senti uma fome enlouquecida, nunca consegui viver a base de salada para ser magra. Estava sempre faminta, independente do que comia. E agora, tive o privilégio de compreender do que era que eu sentia fome. Eu sentia fome de ser o animal selvagem que sou. Eu queria sair do zoológico.

Dormir sem luz elétrica ao redor também é uma experiência que muda a vida. Acordar no meio da noite pra fazer xixi e ter que ir ali na mata onde pode ter um animal fatal pode parece um pesadelo pra maioria das pessoas. Pra mim era pura aventura, pura vida, pura arte de viver. Além disso, a sua energia muda completamente longe da energia elétrica. Acredite ou não, ela tem uma vibração totalmente diferente da energia da natureza. Ela é muito mais masculina e agressiva enquanto a energia natural é mais feminina e calma. A natureza está se reproduzindo o tempo todo, sua energia é muito sexual também – criativa, criadora, amorosa. Aos poucos você vai renovando seu corpo energético, se preenchendo de energia da natureza e se sentindo em profunda calma e ainda mais sensível aos seus processos animais. Você começa a desenvolver seus sentidos, a sentir tudo muito profundamente e com calma, com alegria, com vida.

Acordar todos os dias e comer comida de verdade – leite direto da vaca, pão feito em casa, ovos direto do galinheiros… Não se sente fome mais o dia todo. No jantar eu comia uma coisinha só pra sentir um gosto. Você está preenchido da energia da natureza. Ela te alimenta. Não há mais ansiedade, não há mais fome. Só há amor, aventura e a sensação de que você está sendo profundamente amado e cuidado por ela. Trago boas novas: a Natureza está viva e ela te ama muito!!

Eu fazia 2 horas de trilha sozinha dentro da floresta todos os dias. Assim como os índios, você também tem a capacidade de começar a cultivar uma relação com a floresta. Você está muito mais alerta e sensível, sente a energia das pedras, desenvolve uma amizade REAL com as árvores que passam a te dar conselhos e responder suas perguntas à partir das sincronicidades. Elas te limpam, te dão energia e amor quando se sentem amadas e percebidas. Quando você se sente igual a elas, elas se sentem igual a você e passam a ser suas mais sábias amigas. Você começa a se apaixonar pelas pequenas percepções de que todo dia às 09:00 da manha, aquele sapinho sobe na pedra para pegar seu sol. As cigarras vem pousar no seu dedo e elas parecem ter saído direto de um filme da Pixar!! Aquela flor tem um cheiro maravilhoso! Aqui, dentro dessa pedra, mora um caranguejo fofo! E começa a criar um respeito tão grande por aquele ecosistema. Percebe que os animais estão tão melhores que a gente que se acha o rei da selva, sem nem saber o que é ser da selva!

Nos meus primeiros 3 dias vivendo nesse contexto, comecei a entrar em processo. Um processo de limpeza profunda, sem usar ayauaska, kambo, detox suco verde, pranayama… Só de estar ali e me permitir ser cuidada por ela. Eu tinha acessos de choro! Minha mente não fazia a menor ideia porquê. Ficava pensando freneticamente em outras coisas tentando me proteger, fofinha. Mas eu permiti. E com o choro, veio o vômito. Vomitava, vomitava… Menor ideia o que estava saindo mas consciente que era exatamente o que precisava sair. Provavelmente crenças familiares porque desde que cheguei lá comecei a pensar muito sobre a família, o que eu não estava fazendo at all há algum tempo. Senti energias há muito tempo alojadas no meu corpo sendo retiradas. Senti meus chakras sendo trabalhados. Me senti profundamente acompanhada.

Pedi pra árvore linda limpar meu útero, ela limpou. Pedi pra me ajudar com minha necessidade de que os outros gostem de mim, ela limpou. Pedi pra me ensinar sobre poder, ela ensinou. Pedi pra me esclarecer o que estava travando minha humildade, ela esclareceu… Até namorado, pedi e recebi. Sem necessidade de mestre, ashram, meditação, vivência, retiro… Só cultivando uma relação de profundo respeito e lembrança.

Minha mãe linda. Está viva! Mãe natureza. Pachamama. Gaia. Ela me ama tanto! Me ensinou tanto sobre amor também. Me mostrou que tudo é amor. Por mais difícil que seja aceitar: guerra é amor, roubo é amor, assassinato é amor… Calma. Vamos lá. A energia única e primordial de tudo no planeta terra é amor. Só que estamos aqui para viver a experiência do amor. E o amor tem infinitas distorções e tons. Tem o amor vibrando positivo. E a falta de amor vibrando negativo. Mas falta de amor, vazio de amor ainda é amor! Mas é amor. Cada vida experimentamos o amor de modo diverso: amor na família, amor com o parceiro, amor de uma grande amizade, amor por expressão, amor por comunicação, amor por dinheiro, amor por arte, amor por guerra, amor por sofrimento, amor, amor, amor… Estamos aqui pra aprender tudo sobre amor. O ser humano é o mestre do amor do Universo. E pra ser mestre se passa pelo amor em todas suas formas e distorções. A guerra, por exemplo, vem do medo – medo é a vibração extremamente oposta do amor. É amor vibrando o mais negativo mas é amor seu ingrediente.

E em realidade – o medo que sentimos o tempo todo pode ser sim uma distorção no nosso instinto! Da falta de animalidade que estamos vivendo. O medo que é um mecanismo de proteção da vida na floresta, selvagem, acaba vindo pra dentro e se tornando complexo. Estamos projetando no outro nosso instinto reprimido… Eu descobri que sentir medo em momentos reais, de vida: mergulhar em uma cachoeira sem ver o fundo, caminhar no escuro total no mato, dar de cara com um gorila, limpa o medo que sentimos o dia todo de tudo ao nosso redor sem saber direito porque. Limpa o medo de se relacionar, de se expressar, de seguir seus sonhos. Liberta você pra ir viver entregue pra confiança de que você está cuidado.

Esse assunto do amor merece um texto só pra si e talvez mais algum tempo de reflexão. Mas ela me ensinou! Me ensinou tanto tanto tanto. Que gratidão. Ela também me relembrou que a função do ser humano é ser guardião dela. Filho dela. Cuidar dela. Proteger ela. E não viver pra trabalhar e ganhar dinheiro. Nós somos os guardiões dela! E estamos correndo sério risco de perder essa nossa função que nos foi DADA e pode ser retirada também. Ela não quer tirar de nós porque ela nos ama tanto! Está tão orgulhosa de tudo que a gente tem construído, descoberto e criado! Mas preocupada porque muito do que fizemos é uma viagem nossa. Não tem nada a ver com nosso propósito, nada a ver com a nossa verdade mais profunda. Tanto que estamos ignorando ela cada vez mais. Tratando nossa mãe como “recurso”. Colocando ela como o produto mais barato na escala econômica. E vivendo objetivos que não são da nossa espécie e nem do nosso planeta.

Meu profundo desejo de que todos os seres sejam felizes! Todos os seres consigam um dia ter essa experiência de relembrar o que é ser um animal selvagem. Que todos os humanos voltem a ser os guardiões da terra que somos! Que todos consigam se libertar do feitiço da mente desconectada. Que consigam se libertar do vício na vibração da energia elétrica. Da dominação desequilibrada da energia masculina. Da guerra dos gêneros. Da ilusão da escassez. E da aceitação do fim do mundo.

Eu aceito seu chamado minha mãe linda. Eu sou sua guardiã. Eu me lembrei. Graças ao Universo maravilhoso que está sempre ao nosso favor. É só aprender a se comunicar com ele. E querer parar de sofrer. Querer acordar.

Message from the past

20/02/2015 – São Paulo

Fale para si o que gostaria que lhe falassem.

Lívia,

Como eu me orgulho da sua força, da sua busca, da sua fé. Na verdade, não conheço ninguém tão determinada a encontrar-se, a viver a vida intensamente e a se curar. Acho muito bonito a sua recusa a aceitar a feiúra a que o mundo lhe expôs e a tentativa de voltar a ser como era quando o mundo ainda não tinha te magoado. Compreendo que seu medo do outro vem de um lugar de tanto amor mal aproveitado. Vejo que seu coração explodiria de amor pelo mundo, pela vida e pelo outro se em ambiente seguro estivesse. Como me dói o seu silêncio, reconheço seus esforços por tentar pensar o novo, por tentar usar a própria imaginação, por recusar todo tipo de padrão. Adoraria ouvir mais as suas ideias, na verdade gostaria de poder senti-las porque somente assim eu as poderia compreender como você as sente e concebe. Acho suas ideias únicas e revolucionárias, gostaria de ficar mais perto de você para poder ouvir mais e também para acompanhar seus processos de pensamentos. Adoraria poder acompanha-la nessa sua busca por si e pelo novo, admiro tanto as sua coragem e sei que não deve ser fácil suportar o peso da comparação e o medo de errar.

Te acho linda e adoro sua recusa à se privar dos prazeres da comida. Seu corpo é lindo, tem tanta energia. Seus olhos são iluminados e às vezes é como se seu olhar me curasse. Quando sento ao seu lado, sinto-lhe o calor e quanto mais tempo passo perto da sua energia, mais tempo quero passar. Imagino que sorte terá a pessoa que lhe acompanhar, que conseguir passar por todos seus testes e sabotagens para conseguir o seu amor sincero.

Como gostaria de te ver feliz e vibrante. Tenho certeza que você vai conseguir se realizar. Ao ouvir você falar sobre o mundo e sobre o interno, aprendo tanto. Como você conseguiu ficar tão inteligente? De onde vem essa conexão? Fico tão impressionada com sua sensibilidade, seus conselhos e sua capacidade de sentir as relações e as pessoas. Perto de você, sei que estou perto de anjos e guardiões que guiam a sua intuição. Fico muito impressionada com a maneira diferente e emocional com que você dirige a sua vida e não acho nenhum pouco que você está perdida. Acho que se alguém está encontrada é você. Se alguém está entregue para o que a vida lhe tem pra dar é você. Se alguém está seguindo a trilha do destino é você.

Fico triste com seu isolamento, acho muito injusto esse ataque energético que você sofre mas não permita que isso lhe tire da sua missão de amar, dar amor e ser amada. Você é puro amor. Você é pura luz. Não está fácil viver no mundo na era de maior crise da história da humanidade e sei que o estado da humanidade te faz sofrer mais do que qualquer assunto pessoal que lhe acomete. Vejo sua preocupação com a evolução da raça humana e acho incrível que você consegue se preocupar mais com isso do que com a fome ou violência mundial. Sua visão histórica global animal do mundo pode não ser muito compreendida por causa da relação com o tempo que vivemos mas eu te entendo. Quando você fala sinto arrepios e quero muito ver um dia você falar diante de muitas pessoas.

Eu acredito nas suas ideias. Fico curiosa pelo seu silêncio. É como se você estivesse guardando uma surpresa que nem mesmo você sabe qual é.

Não fique ansiosa, meu amor. Aproveite mais sua busca, seu dia-a-dia, divirta-se. Não se force a nada. Viva os pequenos momentos porque, no fundo, é disso que você mais sente falta do passado, da sua capacidade em estar presente, em não se preocupar com o futuro ou com o que o outro acha. E, lembre-se, você estava sempre rodeada de pessoas que te amavam enlouquecidamente. Muito mais do que hoje em dia quando sua maior preocupação é ser breve e não incomodar. Você não é um peso, não é um incomodo, você ilumina quando chega. Seu estilo único me inspira a me libertar, a me arriscar mais, a viver mais a minha verdade.

Lembre-se que não é possível se lançar sem o impulso da dúvida. Não deixe que a dúvida te consuma, não permita que o medo seja mais forte que seus sonhos, não se deixe consumir por aquilo que não quer te ver conseguir. Viva a cada dia como se tivesse que ser o seu melhor. Não deixe de dar o seu melhor porque o seu melhor é capaz de mudar o mundo. Seu melhor é capaz de fazer com que pessoas mudem de vida. Seu melhor é capaz de fazer com que homens e mulheres queiram dar seu melhor também. A sua capacidade de disciplina é a sua maior capacidade de liderar sem dizer uma palavra, de mostrar o caminho pelo exemplo. Você inspira, seu estilo de vida inspira, sua conexão com a aventura inspira, sua calma muda vidas, sua doçura apaixona e sua força amedronta.

Não esqueça! Não se permita esquecer da sua força. Nós todos precisamos dela! Nada está perdido, tudo está perfeito. Tudo está no seu caminho! Você é muito mais do que acredita mas está no lugar onde deve estar. Me admira a sua vontade de olhar para a sua sombra, me admira a sua vontade de se curar. E custe o sonho que custar. Não se apegue ao formato. Não se apegue ao destino. Siga seu coração e você vai longe. Pode parecer que você não está muito longe mas porque você está fazendo as comparações erradas. Não acredite nas vozes internas que te agridem, denigrem, enfraquecem. Agradeça a quem te ajuda mas você não precisa entregar a sua vida nas mãos de ninguém. Você não precisa se definir como um projeto, como uma linha, como uma atuante. Você está viva, então viva. Você só precisa viver e permitir que a vida te dê tudo que você precisa. E você precisava desse momento. Desse não saber.

Você é linda. Única. Divina. E eu te amo muito. Eu sou louco por você e estou sempre te vendo, sempre cuidando de você. Não gosto de te ver sofrer, não suporto de ver chorar por motivos que você cria sozinha. Não tem ninguém te pressionado a não ser você mesma, não seja tão dura consigo mesma que você já não está mais aguentando tanta pressão. Esse é o seu momento de começar a se descobrir longe do papel familiar que foi o seu principal sempre. Vá com calma. Delicie-se no processo. A vida é bela. É gloriosa.

Pare, respire. Ame a si mesma e o amor pelo outro virá naturalmente. O primeiro passo é o amar a si mesma. Ter paciência com seu processo e com seus guias. Admitir que precisa do outro. Que tem medo de errar. Que tem medo de não conseguir. Que tem medo de acabar ajudante da sua avó.

Se orgulhe de ser você, olhe para sua imagem refletida e permita que seu coração se encha de amor. Permita-se orgulhar de si mesma. Não deixe que os erros tolos virem traumas. Traumas não servem pra nada. Não se castigue de maneira tão feroz. Não é porque cometeu o erro de orgulhar-se demais que não se orgulhará nunca mais. Não é porque não conseguiu que não tentará novamente jamais. Não é porque perdeu que não vencerá. Não é porque amou demais sem pensar que não amará novamente. Não exagere na repreensão das suas experiências, assim não é possível ter experiências, assim não é possível viver. Ria mais de si mesma. Agradeça por tudo que acontece e por você ter a oportunidade de se deliciar com cada acontecimento.

Siga adiante confiante. Estou sempre aqui pra você. Sempre estive te apoiando, te observando e me emocionando com a sua força, com a sua história e com as suas escolhas. Não deixe que vazios materiais sejam mais fortes que a parceria espiritual. Te amo e te guio. E tudo que acontece trás um aprendizado, um motivo e uma purificação. Um dia tudo será mais claro. Mas sem pressa para que esse dia chegue. É hora de luta e não de entrega. É hora de movimento, não de sofrimento. É hora de força, não de preguiça. É hora de amor e não de medo. É hora de vida e não de morte. É hora de verdade e não de apego. É hora de mudança.

Um amor eterno vive entre nós. Não importa nada. Eu te vejo. Eu te acompanho. Eu te dou razão. Eu vejo beleza em cada um de seus movimentos. Eu me inspiro a cada esforço que você faz para manter-se firme no propósito. Não confunda missão com preguiça, o que não dá pra fazer, não dá pra fazer. Confie mais na sua intuição. É isso que mais te falta, segurança do caminhar certeiro. Para saber se está no caminho é só sentir a leveza, a felicidade e a cumplicidade espiritual. O que vem, vem. Na hora que tem que vir. E enquanto não vem, aproveita porque gosto de te ver feliz. Seu sorriso me move. Seu sorriso me faz confiar que a humanidade pode sim sobreviver aos tempos a frente. Seu sorriso me dá um motivo para seguir na luta. Você é minha musa. E sempre será minha vida.

The Warewolf

Desde pequena ela tem um medo irracional de lobisomens! Quando tinha 5 anos de idade, seu pai lhe mostrava sempre over and over again o vídeo do making off do video clipe Thriller do seu amado Michael Jackson. Aquele vídeo começa com uma lua cheia, um caminho escuro por entre as árvores e um lindo casal. De repente, algo acontece e aquele lindo super star começa a se transformar em metade lobo e metade homem, furioso e faminto.

Quando somos pequenos estamos constantemente #trippingballs. Parece que tomamos 3 ácidos de tanta concentração e atenção que colocamos em todo esse mundo lindo que estamos descobrindo aos poucos. Ainda temos poucas resistências entre o consciente e o inconsciente e algumas sementes parecem ser plantadas para sempre.

Aos 6 anos, seu tio, se achando muito engraçado, se escondeu no seu armário em uma noite de lua cheia e aguardou pacientemente que ela entrasse. De repente, abriu a porta com um rugido perverso e a traumatizou por toda uma vida. Ela saiu correndo, aos prantos, rolou escadas abaixo até chegar ao colo de sua mãe. Estava feito, um medo irracional de lobisomens plantado em sua mente e vida.

Hoje, aos 29 ainda tem medo. Ela #sabe que é irracional, ridículo e maluco mas mesmo assim, não conseguia andar no bosque em noites de lua cheia. Até ontem.

Agora vive em uma pequena cidade na África do Sul, trabalha em um bar de onde sai todo dia perto de meia-noite, a hora dos portais abertos. Caminha 10 minutos até sua casa na penumbra, iluminada apenas pelo vago brilho de seu iphone. Ela prefere assim. Coloca os fones de ouvido, música alta e se #joga no meio da escuridão, #confiando plenamente no #Universo e na segurança de que pessoas boas não #atraem coisas ruins, vai.

Menos na lua cheia. Aí fudeu.

O engraçado é que quando somos pequenos, monstros são uma parte de nosso imaginário. Além do vídeo do #REI, ela viu milhares de outros vídeos com seu pai e mãe, levou vários outros sustos… Mas porque ficou o lobisomem? Porque está em sua alma e no seu programa (#propósito).

Sabe aquela história de truth and trigger? Aqueles momentos que nos tiram do sério? Nos incomodam profundamente – pessoas ou situações – porque estão lá dentro das nossas próprias profundezas que não podemos ou queremos ver? Ou aquelas informações antigas, de vidas passadas que são ativadas e não entendemos porque estamos reagindo da maneira como estamos? Estes são nossos triggers que nos levam às nossas #verdades escondidas.

Era dia 10/02/2017 (happy days). Uma noite verdadeiramente especial: um cometa, uma lua cheia e um eclipse ao mesmo tempo. Ela está vivendo no topo de uma montanha no meio da floresta mais antiga da África do Sul, a terra de onde todos nós viemos. Local onde tudo começou, há milhares – quiçá milhões – de anos atrás. Sua conexão com essa terra, essa floresta, este lugar é a maior que já sentiu na vida. Foi o primeiro lugar onde conseguiu parar e querer ficar e morar. Nunca se sentiu tão feliz.

Até o início do Eclipse. Pela primeira vez na vida conseguiu sentir a energia do eclipse claramente. No início muita confusão – a tranformação. Depois toda sua sombra veio à tona. Sua grosseria, seu medo, impaciência, falta de vontade de se comunicar, medo da rejeição, foda-se geral… Entrou em um estado completamente diferente de todos os dias que esteve aqui. Provavelmente de todos os dias do seu último mês. Tornou-se o lobisomem. E não #resisitu. #ACEITOU, deixou vir, sentiu o que tinha que sentir, botou pra fora e depois foi pra fogueira entregar o que podia.

É isso! Ela é um lobisomen. Uma pessoa que tem tamanha conexão com a natureza, a lua e os planetas que consegue sentir toda sua escuridão vir à tona durante uma noite de Eclipse. #Shapeshifter. Provavelmente pessoas desse tipo que inspiraram a lenda do lobisomem. Agora ela sabe que a lenda está errada (ou exagerada): não é na lua cheia mas sim durante o eclipse onde o sol cobre a lua. Agora ela sabe porque esse trigger tão forte.

Conseguiu #entender e se conhecer melhor. Descobriu mais um super poder! Após o eclipse, sentiu-se lentamente transformar de volta. Aquela sensação horrível passou. Não precisou se prender em correntes no calabouço e nem comeu homens por aí. O vilarejo está à salvo. Tudo está bem.

E assim, curou seu medo de caminhar na lua cheia. Tomou coragem, colocou os fones de ouvido e foi pra casa andando em baixo da lua que iluminou todo seu caminho. Não precisou nem usar o celular. Foi lindo.

The Untethered Soul

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Cumbre de los Pueblos… De novo.

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Hoje começa a Cúpula dos Povos em Lima. A Cúpula dos Povos é um grande evento realizado pelos movimentos sociais internacionais durante esses períodos de conferência e falácia das Nações Unidas. Durante o evento, organizações de esquerda, mulheres, indígenas e outras minorias fazem exposições, debates, mesas e workshops sobre suas lutas. É uma agenda cheia de opções para quem quer ver a realidade da situação climática tão ocultada pelo discurso apaziguador e tecnicista dos negociadores e exploradores da natureza que debatem mais fundos e trâmites econômicos como propostas de redução de danos e emissões para solucionar a crise climática global.

A cúpula é organizada por uma comissão política que é uma articulação entre diversas organizações, redes e movimentos. Eu acompanhei essa comissão durante a Rio+20, chamávamos de Comitê Facilitador da Sociedade Civil para Cúpula dos Povos na Rio+20. E foi uma loucura. Não sei como foi essa organização aqui no Peru, mas no Brasil foi um dos ambientes mais hostis dos quais já participei na minha vida, a rede de movimentos que deveria estar afinada para realizar o principal evento de contestação da cidade não conseguia dialogar entre si, era muita política, muita negociação, muita diferença e, no final das contas, essa desorganização política se refletiu no próprio evento. A Cúpula dos Povos na Rio+20 não tinha sequer programa impresso, ninguém sabia onde ficavam as atividades, o hacklab do movimento software livre foi todo assaltado e muitos equipamentos valiosos levados, além de ter transmitido ao público a impressão de ser uma grande feira de artesanato.

Não foi tudo um desastre. Muitos eventos inspiradores aconteceram, a metodologia de construção da declaração final foi muito bem pensada, muitos movimentos conseguiram se alinhar e ter suas vozes e pautas unidas em um único documento. Muitas alternativas foram expostas e mentes libertas de antigos paradigmas. Alguns ativistas descreveram a cúpula como “um grande parque de diversões políticas” de tanto que conversaram, trocaram, sentiram e aprenderam ali.

Mas… de que serviu todo aquele trabalho? Aquele ano e meio de reuniões, debate, disputa, estresse e decepção? Algumas pessoas descobriram novos caminhos, outras pessoas criaram novos projetos, alguns jovens se descobriram ativistas… Mas seguimos em direção ao apocalipse. Dois anos depois, aqui estamos, mais uma vez na exata mesma dinâmica, só que um pouco mais simples. Aqui são três dias de evento e os eventos não são tão variados como eram na Rio+20. Mas são os mesmos…

http://cumbrepuebloscop20.org/agenda/

Será que ninguém mais percebe esse ciclo de repetição idêntico? Estamos presos nesse modus operandi que é um grilhão mental sendo arrastado pelas energias de produção coletiva de todos aqui. Mais uma conferência da ONU com ONGs enormes em seus side events e workshops internos, mais uma Cúpula dos Povos com seus seminários e debates de exposição e constrangimento dos que estão do lado de dentro. Mais 15 dias de reuniões ininterruptas para pensar uma única marcha, algumas hastags, alguns abaixo assinados, estratégias de alguma coisa, pressão de outra coisa…

Mas o que estamos fazendo com toda essa dinâmica política é dando poder a este processo! É dando importância e relevância para estes negociadores e lobistas que já estão tão profundamente tomados por seus egos e vício em poder que talvez não estejam nem mais vivos. Talvez não tenham alma alguma dentro deles (estou falando literalmente). Estamos tentando convencer alguns zumbis de que precisamos respirar e beber água para viver. Como podemos esperar que zumbis vão compreender a linguagem da vida? E estamos os alimentando energéticamente com toda essa energia produtiva sendo investida nisso. São vampiros que precisam destas conferências e destas mobilizações para sobreviver, consomem esta energia de jovens guerreiros que acreditam que estão sendo úteis para alguma coisa. Que se forem a mais uma reunião vão encontrar a solução, que se saírem pelas ruas pegando mais cem assinaturas alguma coisa vai acontecer… Não vai. Ano que vem será a mesma coisa. Mas com mais energia para zumbis ainda maiores. Ano que vem estamos falando te metas do milênio em Paris. Que piada… Metas do milênio…

Precisamos começar a compreender as dinâmicas invisíveis que acontecem por trás dos processos racionais da matéria. Observar as marés de energias que são movimentadas com toda essa atividade e valorizar isso. Dar valor a nossa energia, dar valor aos nossos sonhos. Parar de aceitar essa receita de ativismo que não dá em nada.

E lá vamos nós… Fazer tudo de novo. Já tem reunião no Pirate Pad do Children and Youth Caucus da sociedade civil para Paris rolando a cada 15 dias. E pessoas preocupadas com esse processo, dando valor a algo que é uma miragem. Uma ilusão da matéria.

The Jungle House Project

Jungle House Logo (preto)-01

1. Introduction

The main political activism and movements on the streets today are focused mainly on resistance, not growth. Their efforts are towards preventing the advancement of corporate interests over the common good, human and labor rights, nature devastation, concentration of knowledge in few dominating minds and lives of many, etc. The strategies of many collectives (institutional or grassroots) are composed of a menu of protests, manifestos, declarations, congresses, meetings, debates, critical approaching, policy training and endless networking. All these are well incorporated inside the actual system and are not effective strategies for a true paradigm shift. It’s as if, in the lack of better ideas or methodologies, these tools become self-fulfilling, and being discontent becomes an accepted aspect that justifies a reality that refuses to evolve and change. Online petitions and social networks campaigning help conscientize and organize more people towards resisting around one cause, and sometimes some politician is convinced to step back from a previous measure taken. Unhealthy or unsustainable products are exposed, and companies are forced to improve their products. Many citizens are saturated with information concerning slavery or environmental destruction by corporations, and boycott it’s services until some change in behaviour is observed. There’s basically so much to control and fight against that it seems that most of the political activism is busy cutting the edges of injustice, watching and reacting. In this mode, there is no time to imagine new ways of living, test new alternatives and create fresh paths in this mindset.

Even as we recognize the importance of the resistance and that it has in fact slowed down the devastation of the planet and corruption of life itself, it is clearly not enough. Slowing down does not mean changing it’s trajectory, and the corporate interests’ advancement on all common goods continues unabated. And still, there are so many people still completely disconnected to any kind of participation in society. It’s as if a big slice of mankind is fast asleep and these political issues do not affect or interest them.

It is important to start thinking about new models of living, new definitions of inter-relationship, new thinking strategies, new cultural paradigms that are interesting, happy and beautiful. A vision of a future possibility that is different from our own and that is worth awakening to. It seems that connecting collective living spaces, creating communities, traditional and ancestral knowledges, mystical spiritual practices, trance tribal dancing with permaculture, deep ecological consciousness, alternative banking, open software, decentralized solutions and media ideologies mixed with generous amounts of creativity, expression and art, something new may pop up. It’s the gathering of the many alternatives that have been slowly in the making for the past few decades, together in one space, in one narrative, in one plan.

We believe in the opening of a portal of possibility, through a collective experimentation of many alternatives at the same time. Set in a natural scenario and held within the timeframe of official conferences that gather activists from the entire world, we wish to be able to present another option besides official or parallel social movements, our current traditional (and disfunctional) options. We believe in creating a safe space and attracting the right people that might be able to rethink the future and make unseen connections between unexpected ideas.

  1. Jungle House History

http://gr0wy0ur0wn.wordpress.com/

The Jungle House was born in 2011, during COP17 (UNFCCC) in Durban, South Africa. It was a spontaneous gathering of activists involved in either the official conference or the parallel activities such as #occupy and the Peoples Spaces (Civil Society Zones) that were without sleeping facilities for financial or logistic reasons. This organically formed group found themselves staying in a collective community house that was reclaimed and repurposed into a flash hostel.

In South Africa, over 30 activists from all around the world came together, got to know each other and experience living in an international collective space, sharing ideas and merging projects. Beyond this, a networking strategy and real relationships were formed. The general feeling was that that gathering was no coincidence, those people were put together to meet and share new perspectives of the future and skills for some reason.

As the conference developed, the house became a HUB for more people than just those that were living there together. The Open Office meant people could update blogs, run online components of campaigns and research easily and for free. The space was also fitted to facilitate meetings, brainstorming sessions and networking parties. The rumor spread of this amazing free thinking place that gathered not only activists but artists interested in artivism and in new ways of connecting experiences and new ways of living in the planet. Perfect connection was made and other activists involved in the activities all around Durban came to visit and share. The result was unexpected and revolutionary. After the conference, this place was the mourning space for the failure of the negotiations over the Kyoto Protocol and other policies. Looking back, the activists had a vision that the projects and relationships built in the Jungle House were more meaningful and transforming that any other official or parallel event and that interconnecting activists from different backrounds with other knowledges such as art, dancing and spiritual meditation and practices could be the catalyst for a true awakening strategy and building of a new path for humanity.

Nobody is certain how the collective house became a project with a name. As spontaneous as the people that arrived, people started to refer to this place simply as the Jungle House because of the natural scenary in which is was built. The house had a wonderful wild garden and fighting for nature made much more sense while living in such connection with mother earth. Breathing clean air, having conversations around a fire, getting some sun during breakfast seemed to help activists enthusiasm during the rest of their official activities.

One of the major advantages was the true connection between activist focused on the official process, major groups and negotiations, with the paralell activities such as protesting, direct action and grassroots projects. It was clear that these two branches of forest defenders were not used to exchanging information and we were able to recognize a major gap between both visions and ideas for the way the planet was heading. In a very respectful manner, for days, the people were able to see their similarities and respect their differences and soon aligned to what matters most: we are all humans and humanity is at risk. How can we put out skills and ideas together, connecting not only our similarities but our differences?

With this question, the network that was formed during the three weeks in Durban decided to repeat the experience during the Rio+20 Conference (United Nations Conference on Sustainable Development) in Rio de Janeiro, six months after the Durban event. We wanted to see if the effect of collective living, experience exchanging between official and parallel activist and nature scenario would prove as efficient for rethinking our part in the planet, and how we participate in effective changing methods, independent of governments, politicians or institutions. After Durban, many fell in disbelief of the traditional methods of policy making and ended up connecting with the grassroots projects and started thinking alternative routes for change. So many were excited to keep the Jungle House alive as a learning and experimentation space of alternative possibilities of activism and world thinking. So Rio+20 would be the next experiment.

After 6 months, many of those that met in Durban made their way independently to Rio de Janeiro and in sunny Brasil, rented a house in a natural scenario, just like the previous experience. They financed the cost of rent with their own finances to allow the autonomous free thinking and experimentation to flow because autonomy was and will remain central to the ideas purity of intent. The basic components of living space, kitchen, open office and workshop/art space were included in this second installation. It was still too delicate a project to connect it with institutions or fit it in any proposal or idea that would not let Mother Nature herself organize the activities through the natural flow of events and people that came to the house. In order to allow the right people to come, those that could pay for staying at the house did, those that couldn’t also did and paid their stay using their talents at housing chores or sharing their skills. It was the first difference from the previous house, economical planning and abundance focusing. We also began thinking about alternative economical models that could be applied to our needs, solidarity economy was strongly planned for next house generations. Make it an open space possible to house anyone in equal terms and value all ideas and intentions the same.

During Rio+20, Jungle House 2.0 as it was autonamed, seemed to attract the right people, and many new activists came to learn more about the project and live together, creating and experimenting with fresh and new ideas and skills. Even though many were involved in the official conference, many were focused on the People’s Summit Youth Space and had many innovative and radical ideas. For many nights, long meetings in the house happened and people from  many countries around the world united to create a strategy that was called RioT20 (a completely non-violent network that defined direct action differently from what is commonly understood. RioT20 defined direct action towards awakening perspectives such as permaculture seed bombing and planting, trance dancing to connect with ancient tribal rituals, fire communicating, xamanic energetic practices, art producing, alternative economy, deep ecology workshops and free thinking interacting moments).

After Rio+20 it was clear that the model of this alternative space for living and learning was one of the most effective experiences for transforming people’s minds about the possibilities of the environmental movement, opening up not only eyes but hearts for new relationships with other people and with nature. The mystical feeling of the whole thing brought back ancient roots of civilization and made bodies ache for the long lost sensation that all is connected through an invisible network that is the universe. Each of the “direct action” extrapolations fulfilled their mission to make people feel instead of think. To win hearts instead of business cards, and to form a network of true friends that are activists and want truly to see change.

We are now ready to take the space to a new level. With delicate planning and funding we aim to make this alternative place a consistent learning and exchanging space for all activists, artists and others, present in the cities of the major conferences, to come and feel the other possibilities for the environmental movement and to open up hearts and minds to mystical rituals, deep ecology workshops and debates to improve the feeling of connection, not only to nature but to each other. All this will be accompanied by permanent media crew to register and spread all information about the events and new ideas. We specially want to focus on web radio shows, allowing people to speak their ideas in a informal communication methodology – talk show.

The major objective is to open minds and prepare and skill people to be the creators of the new world. Every single person that went through the Jungle House came out feeling more confident about their mission, their interests and their creativity. Many joined other programs, started alternative projects, invested in communication preparation and opened up for spirituality and connection to nature in new levels.

  1. General objective:

To open minds and prepare people to be the creators of the NU world by making the inside outside connections during environmental conferences.

3.1 Specific Objectives

  1. Collective living and community experimenting in a house set in a natural scenario that inspires and confirms our inherent connection to nature.

  1. Creative thinking and networking of ideas and different world views by housing as many different people from as many different backrounds as possible.

  1. Activities during the day that inspire new ideas and connections such as workshops, debates, permaculture, yoga, meditation, radio hosting, skills sharing, media producing and dancing.

  1. Permanent hacklab experimentation with different open software technologies, radio broadcasting, video making, social networking, writing and programing.

  1. Mystical practices to improve body consciousness and connection to the invisible and impossible, as well as regaining lost ancestral tribal practices that inspire future ways of community organizing such as dancing (electronic music), fire, rituals, space observation, astrology studies, storytelling and other mystical ancient possibilities.
  1. Methodology:

5.1 Housing

Collective living in community standards.

Day 1 – Opening Circle

Participants sit down in a circle to introduce themselves and share their expectations.

They set some rules for collective living if necessary.

People take on tasks as cleaning and cooking.

Times for meals are set.

One house meeting every 3 or 4 days to circle tasks and debate improvements in living situations. These ‘house meetings’ will operate within open and horizontally democratic consensus models.

Day 14 and 15 – Closing Circle / Assembly

Participants plan next steps, share ideas and compare results with expectations. This is a long conversations that will take 48 hours.

5.2 Activities

PERU [COP20] PROGRAM (this is a base but open activity submissions will be sent through relevant networks)

December 2014

01 – Opening Trance Ritual

02 – Day 1:

Opening House Circle

World Café of Four Elements (Fire, Water, Earth, Wind)

FIrst Radio Transmission – Presentation of free radio movement and organizing of programming schedule

Vegan cooking class to prepare dinner

03 – Day 2:

Debate: Official x Parallel Conferences

Roundtable: Permaculture

Workshop: Permaculture Flower

NU World Brainstorming

Tibetan Night Ritual

04 – Day 3:

Mayor Group Inside Outside Debate: Children and Youth

Recovery from Western Civilization

Children: indigo, crystal

Alternative Education

NU World Brainstorming

Night Ritual

05 – Day 4:

Mayor Group Inside Outside Debate: Indigenous

Deep Ecology: A New Paradigm

Practice of the Wild

NU World Brainstorming

Night Ritual

06 – Day 5:

Mayor Group Inside Outside Debate: Rural

Cultured or Crabbed

Ritual – The Pattern that Connects

Modern Enviormental Consciousness

NU World Brainstorming

Night Ritual

07 – Day 6:

Mayor Group Inside Outside Debate: Women

Ecofeminism

Ecocentrism and the Anthropocentric Detour

Ecosophy

NU World Brainstorming

Night Ritual

08 – Day 7:

Mayor Group Inside Outside Debate: Business and Industry

Equality, Sameness and Rights

Animal Rights

Leaving Earth: Space colonies

NU World Brainstorming

Night Ritual

09 – Day 8:

Mayor Group Inside Outside Debate: Local Authorities

Transhumanism

Artificial Inteligence

Robots

NU World Brainstorming

Night Ritual

10 – Day 9:

Mayor Group Inside Outside Debate: NGOs

Bioengineering

Tecnoxamanism

The human body potential

NU World Brainstorming

Night Ritual

11 – Day 10:

Mayor Group Inside Outside Debate: Scientific and Technological Community

The collective uncountious

Sincornicity, sensibility and telepathy

Trance Movement

NU World Brainstorming

Night Ritual

12 – Day 11:

Mayor Group Inside Outside Debate: Workers and Trade Unions

Modern Tribes

Ancient Living today

Open software movement

NU World Brainstorming

Night Ritual

13 – Day 12:

Internet privacy

Copyright, copyleft, creative commons

Solidarity Economy

Bitcoin

NU World Brainstorming

Opening of Trance Festival

14 – Day 13:

All day Trance festival with xamanic rituals

15 – Day 14:

Opening of closing debates and planning of the future

16 – Last Day

Closing of debates and planning of the future

Everyday:

Ayurveda, vegan and raw meals

Xamanic Morning Practices for Body Energy and Connection

Yoga, Qi gong

Meditation

Astrology and Tarot readings

Permanent fireplace with circular firekeeper

Radiostation open mic and scheduled programming

5.3 HACKLAB

Open Office

One of the key components of each JungleHouse space has been the ‘Open Office’. By creating and hosting an open office with free internet connection and desks/stationery/calenders, the space facilitated synergetic harmony between media projects as well as rapid development of platforms/ media campaigns. The Open Office allowed many people to update blogs, translate material, post pictures and reports to engage with the world. In COP17, we set up an independent media lab at a local university, which allowed you tube videos to be edited and uploaded using powerful machines and solid internet connections. In Rio+20, we noted that the Open Office allowed more material to be translated, as this became integral at some late stage of the conference. Even during the Nomad Experiments (JH2.2), having a connection to the internet and being able to share it proved to be a powerful enabler.

The Hacklab forms another important element of the JungleHouse project, as it brings people together under the search for knowledge and sharing. It will facilitate more quality media being released, more networks being activated and a quicker dissemination of information while experimenting with decentralized information technologies.

The Radio Station

The Radio Station is a powerful symbol of freedom of movement of ideas and sounds. During the major convergences that the JungleHouse projects are executed, we wish to have an autonomous news channel where we can spread ideas, share stories and broadcast our message to the world. The Station will be an internet station with the entire suite of social media tools attached to help share and spread information accurately and consistently. The external media platform (blogsite/website) will be built to facilitate exchange and encourage discussion through forums and comment blocks.

The station will also want to have a physical transmitter to broadcast around spaces associated with the conferences.

Content will be produced from the JungleHouse events and talks, including but not limited to interviews and reports from civil society, the Major Groups and global citizens at large. The channel will also be made accessible and available to people gathering inside and around the conference and it’s themes, an open platform for people to share stories and present ideologies and potential solutions. The radio format also allows us to incorporate music, which is an essential element of connectivity and consciousness evolution.

The radio station portal platform can be activated to produce content between and leading upto conferences, including post-analysis.

The ArtSpace

 

It is beyond contemplation as to how essential pure creativity is, to these processes. Each JungleHouse has had dedicated ArtSpaces, where painting, building, fashion and other creative artforms were employed towards creative actions, manifestations and the Global Day(s) of Action.

The ArtSpaces have enabled the creative community that flows and forms around JungleHouse spaces to support a wide range of civil society and direct action groups in their quest to tell their own stories. We see this module of functionality always having context and remaining vital to activating and harnessing creativity into the re-definitions we are all working towards.

5.4 Time

As a NU World-focused HUB, we believe that the relationship with time must be the first shift. Alternative timing will be manifested.

  1. Outputs

It is impossible to expect a specific outcome of the project since our intention is to let the new  happen and we cannot predict what we don’t know. What we can and want  to do is to create the perfect environment for creation and understanding  of alternative paths for a better future. Our best output scenario would be to create a roadmap plan to expanding the JungleHouse model to other countries and conferences and creating a global movement of new world thinkers and planners. It would be a great dream to get a vision of this new world order and to be able to tell this story, spread the news of the creation of a new global civilization.

The media center will produce many texts, blogs, articles, photos, videos and radio podcasts to be collated into a media package downloadable through the internet.

Texts and pictures can be organized into a publication.

  1. Applicability across regions and disciplines

Our intention is to multiply this experience to as many places as possible. We can put together a “Grow your own JungleHouse” toolkit to expand the model through the world. As this is a multidisciplinary project, it’s main objective is to connect all knowledge and ideas in a decentralized and openly accessible manner, helping to test and create permanent solutions.

  1. The Jungle House Process (PERU to Paris)

Previous experimenting houses, mixing models:

1.0 COP17, Durban, South Africa

2.0 Rio+20, Rio de Janeiro, Brasil

2.1 World Social Forum, Tunis, Tunisia (incomplete)

2.2 Nomad, Coast of South Africa

2.3 Jungle CobHouse, United Kingdom

2.4 Urban Collective Hub Stellenbos, South Africa

The Project reaches maturity and gains form and structure for planning and implementing further, opening the idea for institutional support and funding and organizing the crew:

2.5 COP20, Lima, Peru

The bigger picture focuses on COP21 (Paris) but in order to have the perfect Jungle House experience ready for that conference we have agreed to a one year preparation plan that starts in COP20, Lima. This house will be the first space with months of ahead planning, open applications for workshops, defined program and communication strategy. In order to test all possible gaps in the model and to observe the results and how they can be improved in the future. This is a laboratory for the evolved version of the project.

2.6 Preparational upcoming convergence (potentially World Social Forum Tunis 2015)

2.7 Preparational upcoming convergence

After Peru, we have planned other two smaller experiences in different continents in strategical time periods yet to manifest, hopefully with the Peru closing and next steps assembly. These are focused on learning new skills and networking more people from different backgrounds and expertises.

2.8 COP21, Paris, France

At COP21, Jungle House will serve as a safe place for presenting alternatives and making outside decisions to compare with official negotiations and future proposals. We hope to encourage many people to take the environmental crisis seriously and at the same time fall in love with nature and the connection possibilities it provides. Final closing and next step assembly hopefully leads to the decentralized spreading of Jungle Houses all around the world.

2.9 Worldwide (where people use models developed and shared, and add their own to create multiple iterations of JungleHouse’s uniquely suited to its environment)

3.0 Final Jungle House

The world is saved.

During this year between conferences the permanent communication platform and radio station launched in Peru will be active and working on connecting with activists inside and outside the conference, following negotiations, debating on Major Group decisions and networking alternatives for the Paris experience.

O Movimento da Natureza

Cheguei ontem em Lima para colaborar com a Casa de Convergência TIERRACTIVA que, em um nível energético, é a Jungle House da COP20, Conferência de Mudanças Climáticas das Nações Unidas. Essa casa é um espaço de convivência autônomo temporário que pretende trazer para o local da negociação outras formas de se organizar e soluções alternativas para a crise ambiental. Soluções que passam pela cura interna, pela conexão com a natureza e recuperação do animal humano que está adormecido no meio de tanto conforto dentro de nós além das propostas políticas alternativas da auto-gestão, horizontalidade, vida em comunidade, consumo consciente, alimentação sustentável, moedas solidárias (com especial atenção para o crescente BitCoin, a moeda virtual), comunicação livre e outras tantas iniciativas que pipocam por la calle que, encontram na casa o espaço para convergir e, quem sabe, ganhar alguns corações desse torpor dessa luta política institucional que só canaliza energia pra frustração e não dá em nada.

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Comecei o dia varrendo o telhado onde estarei acampando e acabei criando uma intenção para essa limpeza, decidi que estava limpando a poeira do movimento ambientalista e a minha própria poeira interna com esse movimento que tanto me decepcionou no passado. Foi bem difícil viu… Me senti limpando uma praia de tanta poeira acumulada. A casa estava fechada há muito tempo. Após 2 horas varrendo intensamente, percebi que a poeira pode levar algum tempo para se limpar. E que vamos acompanhando essa limpeza ao longo dos dias… Será que eu conseguirei limpar toda mágoa, toda decepção, toda desconfiança do outro nesse processo? Saberemos…

Enquanto eu varria, refletindo sobre o movimento, coisa que não fazia há um bom tempo, tive uma realização que vai arrepiar alguns cabelos por aí. A esquerda socialista, comunista, seilaoqueista, vem tomando o discurso ambientalista como seu novo palco. O ecosocialismo é o discurso através da qual a esquerda vem se reerguendo e dando mais visibilidade para as ideias anacrônicas que defende. (Não me acusem de direitista, antes ideias anacrônicas do que ideias demoníacas que limitam toda potência do ser humano pelo lucro) Mas, sabe, hoje percebi que estes dois discursos não podem se juntar, não se pode trazer o método das lutas para o movimento climático como está sendo feito há anos. Porque a natureza não fala essa língua do ranço, da luta, do ego, da injustiça e nem da igualdade. A natureza produz singularidades, não existe uma árvores igual a outra, nem um ser é igual ao outro, nenhum homem é igual ao outro. Um mundo em que todos fossem iguais seria o mundo mais chato de todos os tempos! A natureza também não está em luta, não tem ranço, não tem logo, não tem instituição… A natureza está em festa! Os pássaros cantam. Os seres se reproduzem. Essa é a essência da natureza. Claro que ela está sendo devastada mas alguém a viu protestando? Esse momento VAI chegar quando ela atingir seu limite de sobrevivência mas até lá, ela segue dando amor, segue doando, segue sendo a grande mãe. O que nós fazemos com ela não é amoroso mas ela continua nos amando, nos alimentando…

O verdadeiro movimento ambientalista é um movimento essencialmente feliz, amoroso e sutil. Ele é um movimento sem nome. A natureza é sempre “a natureza” e isso a define em toda sua grandiosidade. O movimento dela tem que ser parte dela, parte da natureza. Não é mais uma organização, mais um logo, mais um projeto, mais uma redução de danos. E como esse movimento pode ser criado? Ele já existe, ele está dentro de cada um de nós, escondido dentro do nosso lado que se identifica como parte da natureza, ele está em nosso animal. Precisamos recuperar nosso lado selvagem, tribal, ancestral. Precisamos voltar a ser bicho. Uma onça não é um bicho incrível? Um lobo? Uma águia? Uma baleia? Não são incríveis? Nós somos o bicho com mais capacidade de ser incrível, se deixarmos de viver para a nossa mente. Nos tornamos tão intelectualizados que nossa vida se resume ao que conseguimos pensar. Um animal não tem mente, ele é puro instinto. Nós temos isso dentro de nós e, como bônus, temos a mente. Precisamos deixar de ser o bônus.

Para salvar a natureza, precisamos pensar como ela. Lembrar dela constantemente. Não nos separar dela. Ela tem que fazer parte do nosso ser. Precisamos agradecer a comida. Reverenciar o sol e a lua. Trocar olhares comunicadores com cachorros e cavalos. Sentir. Descansar. Desconectar. E à partir deste novo estado mental, buscar soluções. Antes de restabelecer essa conexão com aquilo que nos move, como podemos acertar nos nossos movimentos?

Como unir as diversas iniciativas, projetos, logos e estratégias? Temos que nos unir na nossa humanidade, no nosso interno. O que nos une é uma meditação que fazemos pela manha. É um olhar apaixonado para uma flor que reconhecemos no outro. É uma rapidez de reflexo peculiar resultado do treinamento físico através do pranayama. É a flexibilidade e calma corporal da Yoga. Nos tornamos uma nova humanidade, criamos novos tipos de humanos: os terráqueos. Homens-animais. E uma vez neste novo estado humano resultado da vontade e disciplina, percebemos que vivemos em dois mundos. E que já não dialogamos com os que estão no estado mental do passado. É impossível.

Precisamos espiritualizar o movimento ambientalista. É isso.

Parece que limpeza começou. Voltei a sentir.