quando eles não conseguem te atingir

Neste tempo de ascensão planetária, estamos sempre na dualidade entre a luz e a sombra. Aprende-se muito com a sombra, é verdade. Estou falando de entidades, energias negativas que se alimentam da nossa energia.

Neste tempo de ascensão planetária, estamos sempre na dualidade entre a luz e a sombra. Aprende-se muito com a sombra, é verdade. Estou falando de entidades, energias negativas que se alimentam da nossa energia.

Aprende-se muito com elas porque elas entram aonde tem alguma fraqueza. Onde tem alguma lição a se aprender. E ficam ali sugando até o dia em que tomamos consciência desse escape e corrigimos aquilo dentro de nós mesmos que estava abrindo o portão.

Os primeiros momentos dessa dinâmica de auto correção e libertação da entidade são bastante importantes porque ela não vai sem brigar. Vai encher o saco, tentar te pegar de novo e de novo de qualquer jeito. Testar se a lição está bem aprendida. Se pensarmos, por mais chato que seja, isso até nos fortalece mesmo! Porque martelamos na tecla vez após outra.

O negócio é arisco, porque vamos ficando mais fortes, enfraquecendo a conexão e nos desconectando. À partir daí, ela vai tentar abaixar sua vibração através de outras pessoas! Vai usar pessoas que são menos conscientes e mais fáceis de manipular mas que tem como te jogar uma energia, te influenciar de alguma forma. Isso tudo para te balançar, para ver se você cai no padrão antigo.

Recentemente cortei com uma entidade que estava comigo há alguns anos. Chata demais!! Mas ela entrava por suprir algumas fraquezas minhas: minha carência e solidão em mim mesma, falta de amor próprio e tendência de colocar o meu poder na mão do outro. Ela achou a fonte de energia perfeita para se instalar, falar, guiar, transtornar, abusar, manipular… Até eu tomar consciência e começar a trabalhar muito meu amor próprio e retomar meu poder! Com a retomada do meu poder, me sinto bem mais tranquila em estar só e menos carente também. Tenho estudado bastante sobre Co-Dependência!

Ela entrou através de alguma permissão insconsciente dada há muitos anos atrás! Eu já sou tão diferente mas pude reconhecer as fraquezas ainda. Agora estou cada vez mais forte, ancorada em mim mesma e no meu propósito. Forte para dirigir a mim mesma novamente.

Mesmo assim, não deixou de agir através da minha irmã. Provocando uma noite de negatividade para tentar me tirar das práticas matinais (O Milagre da Manhã – Hal Elrod) que de fato tem feito milagres na minha recuperação emocional, mental e espiritual.

Tenha em mente sempre que na desconexão com entidades, coisas estranhas podem acontecer ao seu redor. Não se deixe abalar!! Ria na cara da negatividade, da sociedade e de todos que ainda são tão mesquinhos a ficar presos em suas vidinhas e afetam o outro por não ter nada melhor pra viver.

Aprende-se muito com elas porque elas entram aonde tem alguma fraqueza. Onde tem alguma lição a se aprender. E ficam ali sugando até o dia em que tomamos consciência desse escape e corrigimos aquilo dentro de nós mesmos que estava abrindo o portão.

Os primeiros momentos dessa dinâmica de auto correção e libertação da entidade são bastante importantes porque ela tem não vai sem brigar. Vai encher o saco, tentar te pegar de novo e de novo de qualquer jeito. Testar se a lição está bem aprendida. Se pensarmos, por mais chato que seja, isso até nos fortalece mesmo! Porque martelamos na tecla vez após outra.

O negócio é arisco, porque vamos ficando mais fortes, enfraquecendo a conexão e nos desconectando. À partir daí, ela vai tentar abaixar sua vibração através de outras pessoas! Vai usar pessoas que são menos conscientes e mais fáceis de manipular mas que tem como te jogar uma energia, te influenciar de alguma forma. Isso tudo para te balançar, para ver se você cai no padrão antigo.

Recentemente cortei com uma entidade que estava comigo há alguns anos. Chata demais!! Mas ela entrava por suprir algumas fraquezas minhas: minha carência e solidão em mim mesma, falta de amor próprio e tendência de colocar o meu poder na mão do outro. Ela achou a fonte de energia perfeita para se instalar, falar, guiar, transtornar, abusar, manipular… Até eu tomar consciência e começar a trabalhar muito meu amor próprio e retomar meu poder! Com a retomada do meu poder, me sinto bem mais tranquila em estar só e menos carente também. Tenho estudado bastante sobre Co-Dependência!

Ela entrou através de alguma permissão insconsciente dada há muitos anos atrás! Agora estou cada vez mais forte, ancorada em mim mesma e no meu propósito. Forte para dirigir a mim mesma novamente.

Mesmo assim, não deixou de agir através da minha irmã. Provocando uma noite de negatividade para tentar me tirar das práticas matinais (O Milagre da Manhã – Hal Elrod) que de fato tem feito milagres na minha recuperação emocional, mental e espiritual. Mas não adiantou porque quando estamos nos amando e queremos nosso melhor, nosso senso de disciplina e respeito próprio no move pra frente!

política espiritual?

Há muitos anos que ando meio que evitando um sonho que não me deixa em paz… Uma criação espontânea, resultado das minhas experiências de vida, erros e acertos.

Eu comecei na política – ONU, movimentos ambientalistas, ONG, anarquismo, mídia livre… Eventualmente eu passei a sentir que o esforço nessa estratégia (de mudança?) era energia jogada ao vento. Me parecia que os resultados eram bastante pontuais, mudando a vida de algumas pessoas na deliciosa aventura de tentar mudar o mundo, mas o tal mundo não mudava, nem mesmo um pouquinho. Caíamos sempre nas questões humanas – competição, poder, inveja, falta de grana que gerava desejo de grana, rixas, oposições por detalhes, traições, decepções… Eventualmente percebi que era necessário se voltar para as questões humanas em si! E mergulhei nos movimentos espirituais de cura, xamanismo, energia, intuição, meditação, etc. deixando pra trás qualquer vestígio de política institucionalmente feita.

Mas, veja, política é o que fazemos todo dia. Política está nas nossas escolhas energéticas! Onde coloco minha energia, crio esta realidade. E daí comecei a refletir sobre um movimento político de criação de realidade coletiva. Elevação vibratória, cura interna como caminho para uma mudança que nos conecte novamente com a nossa humanidade e com o planeta tera.

Porquê, pensemos, já são milhões de seres humanos no caminho do despertar agora, embora este movimento seja totalmente abafado pelos meios de comunicação tradicionais. Temos polos de luz, centros espirituais de cura, retiros, milhares de tecnologias energéticas, mestres online, gurus iluminados no Youtube… Hoje em dia jovens se juntam para compartilhar conhecimentos espirituais e rapé ao invés de saírem para beber. Somos muitos em processo de despertar espiritual! É o verdadeiro chamado da Terra. É o que o planeta precisa nesse momento.

(Não mais tecnologia, mais conhecimento mental, mais produtos…)

A Terra e nós como seres humanos sagrados, seus guardiões, refletores de Deus, precisamos nos reconectar com nossa essência. Uma essência inocente, pura, em paz com a vida material. Espiritualmente alinhada com o jogo divino da vida, compreendendo suas regras e, assim, provocando menos sofrimento.

Eu realmente acredito que a raíz de todo sofrimento no planeta nesse momento seja a desconexão com a Natureza. A falta de amparo que vem com essa desconexão. O negar da mãe, da nutrição, do cuidado que ela nos dá quando estamos com ela fortemente ligados.

Essa falta de conexão está intrinsicamente ligada com o negar da energia feminina. Com o desequilíbrio energético que sofremos no planeta como resultado dos 5000 anos de patriarcado. Não é coincidência que vários movimentos de sagrado feminino despertam pelo planeta inteiro. As mulheres estão sendo chamadas para restaurar essa força, essa energia em alinhamento com a criação original, os conhecimentos ancestrais.

Mas quando vemos a política sendo feita – esse sistema representativo democrático, burocrático, rígido, cheio de regras e protocolos. É muito masculino! Vemos estes protestos violentos de demonstrações de ódio (100 mil pessoas vibrando raiva e resistência) fazendo o oposto do que acreditamos – abaixando a vibração, jogando mais negatividade na vida e nas causas. É muito masculino! Energeticamente SUJO! Aí vemos coletivos tentando se organizar ao redor dessas dinâmicas, aumentando tensões, competições, separação… Nem começo a falar do feminismo bizarro de mulheres que se comportam como homens.

Me parece que toda política como é feita hoje em dia vai contra tanto dos conceitos que estão brotando daqueles que estão caminhando no despertar… Como seria uma política feminina? De verdade? Sagrada? Mágica? De amor? Nutrição? Limpeza (energética)? Com valores energéticos de criação de realidade coletivas?

Se nós somos e criamos o que acreditamos, se o externo é um mero reflexo do interno então todos estamos coletivamente criando essa realidade em que vivemos, certo? Nossas crenças, nossos hábitos, nossos valores, nosso passado está criando tudo isso que se passa na humanidade. Certo? E se milhares de pessoas, ao invés de ir pra rua jogar bombas na polícia, fossem pras ruas fazer visualizações? E se comprometessem a visualizar coletivamente todos os dias determinado resultado coletivo?

Porque a ideia de fazer um mutirão de abraço, para muitos, parece menos válido que um protesto de “luta”, luta só gera mais luta. Resistência só vai atrais mais motivos para resistir novamente. Uma vibração atrai a outra!

Veja no Brasil por exemplo: passaram 4 anos reclamando, reclamando, reclamando, falando que o Brasil é uma merda, o presidente é um monstro, Fora isso, Fora aquilo, Fora aquilo outro…. Não deu outra, entrou um pior ainda!! Porquê? Porque Fora seilá o que vai atrair mais Fora seilá quem. Reclamação vai atrair mais reclamação. Violência vai atrair mais violência! Aquela reclamação toda, adiantou alguma coisa?

E se passássemos coletivamente afirmando que o Brasil está ótimo! (Mesmo não estando) Que o Brasil está finalmente pronto! A vida de todos está melhorando muito. Estamos todos muito satisfeitos com nossos governos. Todos os povos já afirmando que suas reivindicações estão sendo atendidas. E coletivamente sentando em roda, em grupo, uma vez por semana para visualizar e sentir isso, profundamente. Mesmo que não estejam! Estamos mudando uma energia, mudando uma realidade. Então passamos a nos comportar como se acreditássemos que o que queremos já está realizado.

Eu tenho certeza absoluta que se muitas pessoas passassem a se comportar assim, as chances de realmente criarem essa realidade seria muito mais alta do que muitas pessoas se juntando para afirmar que está tudo uma merda…

Como um movimento desse começaria? Como convencer as pessoas disso? O que levaria coletivos políticos a mudarem sua visão e estratégia de mudança para um alinhamento mais perto do despertar espiritual?

Como seria uma política global feita com amor? Seria possível? Com magia? Com elementos da Natureza? Com árvores! Uooouuuu….

um ano de sangue pra terra

Faz um ano que dou meu sangue menstrual de volta pra terra em um breve ritual sagrado de agradecimento e deixar ir. Essa prática tem mudado a minha vida completamente. A forma de ver o mundo e o ser humano, especialmente a mulher, tornou-se muito mais sagrada, mágica e em pura conexão com a Natureza.

Todo mês, ficar menstruada tornou-se uma alegria! Um tempo de mergulho nas minhas profundezas, de morrer para o ciclo que se passou e renascer para um novo ciclo. Um momento sagrado de me recolher, focar em mim mesma, relaxar e deixar limpar toda energia acumulada do ciclo que se passou.

O útero é o nosso cálice sagrado, nosso container de emoções, energia feminina, sensação de pertencimento e nutrição. Pelo útero chega uma alma nova que se aloja em um novo ser vivo, o útero está conectado com as dimensões espirituais e é a primeira casa que temos ao vir pra terra. Nossa memória uterina é muito poderosa, guardamos emoções que sentimos e não sentimos nesse espaço.

Todo ciclo, acumulamos energia nossa e de outras pessoas no útero. Tudo que sentimos fica impresso na parede uterina como uma marca emocional do que vivemos. Quando damos a o sangue para a terra ao final de todo ciclo, estamos realizando um ato instintivo perfeito. O corpo da mulher precisa dessa conexão, dessa oferenda e, acima de tudo, dessa limpeza. A terra parece sugar toda energia pesada que ficou acumulada durante o ciclo e preparar o útero para um novo ciclo emocional, livre do que ficou ali marcado no passado.

Pensar que passamos a vida toda jogando nosso sangue fora em absorventes tóxicos que vendem este momento sagrado como algo sujo, desconfortável e infeliz. Passamos a vida a jogar o que foi uma vez considerado a substância mais sagrada da Terra no lixo! E não nos damos a limpeza do cálice de nossas emoções nunca. A vida inteira carregando sofrimentos, medos, dores e desamores simplesmente porque nunca nos ensinaram a fazer o que nossos corpos foram criados a fazer: ofertar nosso ciclo para a terra.

Em um ano dessa experiência, posso dizer que meu útero mudou muito.

Pra começar, agora ele fala: reclama, anseia, vibra, escolhe. O útero sabe o que quer e se recusa a se misturar com o que não quer. A escolha de um parceiro ficou muito mais criteriosa. O útero não escolhe por beleza, personalidade, físico… O útero escolhe medindo o grau energético do parceiro, fazendo uma combinação perfeita para uma prole saudável! Não que eu pretenda ser mãe tão cedo mas o útero não dá bobeira! Se alguma coisa vai rolar, vai rolar apenas com quem possivelmente será uma escolha boa para a reprodução da espécie. O útero sabe muito melhor sobre o seu parceiro que você, foi criado para encontrar seu par ideal.

Isso é bom por um lado, ficamos apenas com homens incríveis. Por outro, aquela transa de leve com aquele amigo esporádico não rola mais. Aquele gatinho que conheci no bar ontem à noite, também não. O útero precisa de tempo para escolher. É por isso que em todas as espécies existe o cortejo! Os animais (e nós principalmente) precisamos sentir-nos uns aos outros durante um tempinho e as mulheres tem a responsabilidade perante a própria espécie de escolher bem, a melhor semente, os melhores genes para a reprodução da espécie. Admito que nem sempre ter um útero ativado é a melhor coisa… às vezes sinto falta daquele deixar fluir do momento. Mas nunca sinto falta daquele arrependimento do dia seguinte!

O útero fala sobre outras coisas também. Pode-se perguntar muito pra ele. Sobre questões variadas… Ele sempre vai ter uma opinião.

Minha sensibilidade também aumentou muito! A um ponto preocupante durante um tempo… Energia tornou-se uma realidade material na minha vida. Já é mais difícil comer certas coisas, ficar em alguns ambientes, me relacionar com algumas pessoas… Não tenho mais aquela parede dentro de mim. Agora me conecto com tudo e todos muito mais facilmente. Inclusive com a natureza, a conexão com a mãe terra é de um outro nível, jamais imaginado. Falar com as árvores, derreter-se na cachoeira, preencher-se de sol, respirar o ar doce para dentro dos pulmões, vibrar com o grito do pássaro.

Foi maravilhoso enquanto eu morava em uma comunidade no meio da floresta. Mas voltar para a cidade grande tem sido um desafio enorme. A cidade é invasão energética do tempo todo – barulho de carro, gritaria, vendedores, garagem apitando, muita gente em todo lugar, não tem terra para colocar o pé e descarregar em lugar nenhum! Só acumulamos, acumulamos, acumulamos… Sem natureza para limpar a energia, a sensibilidade tornou-se uma fraqueza (se não acho palavra melhor). Agora estou me transformando… Mudando muito… Acumulando energia de tanto ao meu redor que minha própria energia já não está tão clara pra mim. É como se eu estivesse me perdendo de mim mesma… Admito que tenho tomado uns calmantes… (Outra bomba mas pelo menos dá uma fechada no campo).

E meu útero agora está triste. Não gosta da cidade. Tive que dar meu sangue em uma plantinha de apartamento quando cheguei… Melhor do que jogar pelo ralo mas tenho minhas dúvidas sobre os benefícios dessa prática. Porque quando damos o sangue nos conectamos com aquela terra, então o ideal é que seja em uma terra saudável, em um local familiar com que você tenha alguma relação (nunca na floresta selvagem! Conto depois…), eu sempre escolho uma bela e antiga árvore e dou pra ela como representante de toda mãe terra. Mas veja, a plantinha de apartamento está absorvendo a energia da cidade, do apartamento em si… Então me conectar com essa planta, essa terra, acaba sendo me conectar com essa energia toda que gostaria de evitar…

Não está fácil voltar pra cidade, energeticamente, porque agora é como se eu tivesse aprendido a me limpar todo mês e sinto muita diferença quando não o faço. Sinto que acabo passando mais um mês com energia acumulada que não precisava estar aí, caso houvesse um jardim…

Na natureza, de útero limpo, minhas emoções ficaram muito mais claras também. Absorvi muita energia positiva. Estava sempre criativa e produtiva. Na cidade, o útero parece acumular mais do que aguenta e estou bastante cansada, sem entusiasmo e sem muita inspiração, minhas emoçoes são de vibração mais baixa como ansiedade, medo e tristeza (o que não senti praticamente enquanto estava na natureza) tendo que fazer uma força para criar uma disciplina para dar uma corridinha de 20 minutos todo dia. Na floresta eu fazia 2 horas de trilha todo dia – no vício!

A prática de dar o sangue à terra nos transforma em mulheres sagradas sim. Sacerdotisas, filhas da terra. Ela nos ensina muito sobre ser mulher, sobre o feminino, sobre magia e conexão com os elementos da natureza. Muda tudo. Mas nem por isso é fácil. Nos tornamos mulheres de antigamente vivendo em um mundo de agora: machista, patriarcal, um mundo feito por homens para homens. Então é confuso porque essa é uma prática que vem para relembrar-nos de uma cultura perdida, à partir desta prática vejo muita coisa sendo criada para um mundo novo. Mas transformar-se em meio a uma cultura tão diferente, tão suja energeticamente, tão masculina, tão diminutivo da mulher é difícil.

Ainda estou tentando achar o equilíbrio e o caminho por aqui, na cidade… Mas cada vez mais percebo que é um caminho sem volta. Que morar longe da natureza por muito tempo tornou-se quase impossível. Que a cidade já não me atrai. Que sem meu campo florido, minha floresta ancestral, meu riacho sagrado, a vida não tem cor, não tem sentido… Ver televisão todo dia me agride, comer mal, ouvir barulho o dia inteiro, beber água de bebedouro elétrico, me preocupar incessantemente com dinheiro e sucesso, ver minha energia voltar-se para consumo… Tão sensível, ficam mais forte todos os impulsos e fluxos da cidade…

Tem sido uma experiência bastante interessante de recuperação da racionalidade. O que se faz muito necessário e bem ao se conectar com o inconsciente coletivo da cidade. O abstrato, espiritual, sagrado, fica em último plano mesmo. E durante um tempo isso pode fazer bem também. Especialmente pra quem pode ter ido um pouco fundo demais que nem eu… Mas não dá pra viver assim uma vida toda. Imersa em um campo energético imundo, de pensamentos negativos de 8 milhões de seres humanos influenciados por uma mídia bizarra.

A cidade é um campo de batalha que eu não tenho interesse em conquistar. Meu útero quer ir pra casa. Pra floresta. Pra limpeza. Pra calma. Pra paz.

Então, para a irmã que está considerando retomar a prática de suas ancestrais, eu digo: vai fundo mas cuidado! Tudo vai mudar. É um caminho sem volta mesmo… Boa sorte! Que seu aprendizado e sua vida floresça. E que os ciclos tornem-se sua medida de tempo. Que as sementes de um relembrar sejam plantadas e que essa artificialidade urbana toda perda todo seu encanto. Seja real. Seja livre. Seja você!

recuperando o poder pessoal

Vivemos em uma cultura que naturalmente nos rouba o poder pessoal. Somos dependentes de família, governo, escola, faculdade, chefe, televisão, jornal para nos dizer o que e como fazer e no que acreditar.

Então já nascemos acostumados a permitir que outros sejam responsáveis pelo o que sentimos, o que realizamos, até mesmo o que sonhamos.

Isso tudo enfraquece nosso poder pessoal, energia que preenche o terceiro chakra, Manipura.

Qualquer tipo de dependência, seja ela material, espiritual ou emocional, nos rouba energia desse centro de poder. O problema é quando dependemos demais do outro para tomar as nossas decisões, para nos dizer o que fazer, para nos dar a nossa direção.

Somos seres interdependentes e algumas perdas são normais. Vivemos em ciclos e vamos aos pouco perdendo e recuperando na roda de aprendizado na vida. Outras perdas, porém, parecem até roubo.

Se você coloca o seu poder em uma pessoa, dependendo dela para te guiar em algum aspecto da sua vida e, por algum motivo, essa pessoa o abandona, retirando seu chão, te deixando perdida sem guia, a pessoa sai com a sua energia, o seu poder pessoal. Veja, energia se movimenta de maneira quase material mesmo. As dinâmicas energéticas acontecem em transferências também. Estamos sempre trocando energia com outras pessoas mas com algumas acabamos trocando mais intensamente do que com outras. Normalmente estas são às que estamos emocionalmente conectados.

Imagine seu chakra pulsante de energia solar dourada, o centro do seu poder pessoal. Ao confiar mais nos outros que em você mesma para se guiar, essa luz vai passando através de elos energéticos para os centros daquelas pessoas. Dependendo do grau de conexão e confiança que se tenha na pessoa, acabamos projetando tanto de nós mesmos que se essa pessoa sai do scenario por algum motivo, perdemos o senso de quem somos.

Pode-se levar anos para recuperar esse poder, pode-se até passar uma vida inteira sem revê-lo. A pessoa vai embora levando sua energia com ela, tomando seu poder pessoal para si mesma. Isso acontece mesmo! Essa pessoa vai sair mais poderosa porque tomou seu poder. Veja, não é roubo porque quem deu o poder foi você mesmo não foi? Mas a sensação é de roubo, é de que alguém lhe tomou uma parte sua e sem isso você deixa de ser quem você era. Não consegue mais realizar o que realizava…. Gera crenças limitantes ao redor da sua capacidade de fazer coisas…

Todos passamos por isso em alguns níveis. A humanidade coletivamente passa por um roubo de poder pessoal para diversas instituições do sistema mas isso é um texto para outro momento. Algumas experiências, porém, especialmente quando essa dinâmica se mescla com amor e intimidade, podem ser bastante radicais, alterando toda nossa vida. É uma perda muito profunda.

A recuperação pode levar tempo. Porque a tomada de consciência do que aconteceu leva tempo em si. Culpamos a nós mesmos, não nos perdoamos, passamos a nos tratar mal, não nos damos o valor ou o respeito que o outro não nos deu. Somente após alguma experiência forte que o Universo e você criam juntos para alavancar sua cura é que você pode começar a perceber como você segue permitindo esse roubo. De novo, de novo, de novo…

Começa a se levantar, coloca força nas próprias pernas novamente. Segura o volante do seu carro. E se perdoa. Se ama. Deixa ir o passado. E, aos poucos, entra em um processo de recuperar a confiança em você mesma. Recuperar seu poder pessoal. Voltando a acreditar em você, no seu valor, na sua capacidade de materializar seus sonhos. Percebendo que Deus quer lhe dar o que você quer, é só você que está no seu próprio caminho!

Às vezes, tomar decisões por tomar é melhor que abrir espaço para dúvida. Fazer por fazer, sem se ligar muito na qualidade do que faz. Escolher pelo ato de escolher com consciência e retomar sua responsabilidade em cima de si mesma. Tomando esse poder de volta!!! Criar. Se assumir, se bancar. Não se abandonar, no matter what!

dance like no one’s watching

Como é bom dançar! Como é bom sair pra celebrar.

O ano está acabando! Que ano! Não foi fácil. Foi um ano de exposição de sombras. Ano da verdade. Ano dos milagres.

Se o ano está acabando ou não da forma que você esperava, sabe de uma coisa? Aproveite. Seja lá onde você estiver, que amigos estejam ao seu redor, qual a celebração de ano novo que vem por aí. Este é um momento de colocar as armas no chão e simplesmente descansar, relaxar, pegar uma praia, ir à uma festa. Celebrar as grandes e pequenas coisas.

Se temos menos a celebrar do que esperávamos, isso não é motivo para não celebrar at all! Sempre há motivos para estar feliz.

Um dos grandes aprendizados deste ano foi focar no que eu tenho neste momento. Infelizmente, aprendi isso pelo oposto. Passei muito tempo tendo a vida mais maravilhosa que eu podia imaginar ao meu redor, focando apenas no que faltava, no que eu não tinha ainda. Meu foco obsessivo com o que faltava, o que não estava ali que deveria estar, o que eu queria que não tinha… Depois de alguns meses de pensamentos voltados para o que faltava, criei a realidade então de perder tudo que eu tinha que não dava valor, não reconhecia que tinha tanto ali naquele momento.

Era inverno e eu comecei a pensar bastante em morte. No sentido de deixar morrer as partes que não me servem mais. Deixar morrer o passado. As dores. As crenças limitantes. Voltar pro estágio da semente. E comecei a chamar a morte, chamar a morte, chamar a morte.

Mal sabia eu que eu estava tão viva. Que eu estava nascendo. Que eu estava grávida de mim mesma. Aquilo que tinha que morrer, já estava no passado. Era que eu que estava me agarrando àquilo tudo e não deixando ir, não deixando nascer o novo.

Depois de alguns meses assim, de fato atraí algumas experiências de quase morte. Morte mesmo. E o bebê que estava no meu útero, eu mesma, escorreu com meu sangue pelas pernas em um aborto de sonho.

Infelizmente tive que atrair lições tão difíceis para finalmente chegar na minha resolução de ano novo: pensar positivo. Celebrar o que se tem!

Colocar o foco no que temos. No que está bom. No que conseguimos conquistar. No que está vivo ao nosso redor. Nas nossas qualidades independente se já fomos ou poderíamos ser melhores. Focar no que resta. No que está aqui e agora. E agradecer. Celebrar o que se tem. Estar satisfeito a cada momento é atrair mais satisfação. Focar no ter é atrair mais ter.

Deixar os defeitos pra lá! Deixar o que falta pra lá! Porque na verdade, se algo está faltando deve ser porque não precisa estar aí nesse momento. Respirar a perfeição de cada momento, fortalecendo sempre a crença de que estamos sempre onde devemos estar. Temos sempre tudo de que precisamos naquele momento. E assim vamos atraindo uma realidade mais alinhados com nossas crenças.

Abraçar a imperfeição. Se perdoar. Se permitir errar e perder o medo dos erros. Aprender a fracassar como um expert. Usa toda perda como alavanca de aprendizado, sem diminuir quem fomos no passado! Estamos sempre fazendo o melhor que podemos fazer, apenas estávamos inconscientes das nossas sombras que atuavam para serem vistas afinal.

Celebremos então esse fim de ano! Um tempo fora do tempo. Momento de descansar, recarregar as baterias para, aí sim, com o raiar de um novo ciclo, juntar todos estes aprendizados e perseverar. Tentar de novo. Recomeçar. Reconstruir. Reviver.

Aproveite as férias! Viva o hoje! Agradeça tudo que se tem nesse momento. Atraia um ano de ter e não de faltar. Se ame. Se alegre. Se cure ao compartilhar simplicidade.

às vezes ver não é o bastante

No processo de cura interna, podemos cometer uma série de erros. O território interno pode ser bastante selvagem e navegar sem mapas nos leva inevitavelmente a alguns pontos cegos. Às vezes podemos achar que estamos prontos para lidar com qualquer coisa. Já vimos de tudo mesmo! Nosso externo está refletindo cura, estamos criando a vida que sempre quisemos viver (ou pelo menos achamos isso). Nos sentimos empoderados então para ir um pouquinho mais fundo.

Cuidado. Em time que está ganhando, damos valor ao que temos e seguimos tomando os passos que estão dando bons frutos certo? Às vezes querer ir mais fundo pode ser uma forma de auto sabotagem. Uma forma de mudar o fluxo e voltar para os padrões antigos.

Veja, 2018 era pra ter sido o meu ano. O ano de vitória, realização, descoberta. Se ao menos eu tivesse ido um pouco menos fundo. Eu achei que estava pronta pra tudo! Achei que podiam me jogar qualquer coisa que eu curava. Achei que estava pronta para dar enormes saltos internos. Pegar atalhos?

Indo contra todos os sinais que me diziam que era hora de ir embora da Montanha, seguir meu fluxo, voltar pra estrada e seguir no caminho que estava dando ótimos frutos, eu resolvi tomar as rédeas da minha vida (o que achei uma decisão sensata no momento) e seguir o coração ao invés dos sinais! Eu queria ficar. Queria uma casinha. Queria passar um inverno na neve.

Até aí, teria dado certo se eu tivesse ficado na superfície. Mas, somado a baixa vibração mística do local onde eu morava, neve, frio, solidão (por mim aumentada), uma paixão perdida, fogo e trabalho no bar resolvi começar a meditar intensamente. Fui nas profundezas, parei de me mover e viver na matéria e fui lá dentro, tão profundo, no pior que tinha em mim.

Mas o ego ainda era muito forte para sustentar aquela difícil realidade. Ver apenas não era suficiente porque eu não conseguia perdoar, deixar ir. E muito do que eu via no meu inconsciente não era a realidade material da vida que eu vivi, era uma coletânea de erros e desrespeitos por mim mesma coletados ao longo dos anos e por mim interpretados de maneira brusca e forte demais.

No final, caí. E precisei voltar ao passado. Volta pra casa. Para rever tudo. Para aceitar que eu estava errada sobre um monte de coisas. Para aí sim finalmente reconhecer o que era importante pra mim. E retomar aos poucos a confiança em mim mesma.

Não antes de destruir relações, queimar pontes, jogar fora o que tinha construído. E voltar de mãos abanando sem nada pra mostrar. E cair novamente no processo de recuperação da minha auto confiança e auto estima. Rever as raízes para voltar pra matéria. E aguardar o momento em que estarei novamente conectada com meu sistema de GPS interno. Fazer as pazes com os sinais e os estímulos internos. Saber pra onde ir.

Tudo é perfeito. Não existem erros, apenas lições a serem aprendidas. Às vezes elas são difíceis mas ao lidar com este “fracasso” de maneira totalmente diferente do que já lidei com qualquer fracasso anterior, vejo que isso é uma grande oportunidade de aprendizado. Uma maneira de cura da minha relação comigo mesma e de rever meus sonhos e o que eu quero da minha vida.

Eu falava tanto em criação de realidade e sinto estar levando isso para um nível totalmente novo! Pois para criar a realidade devemos saber o que queremos criar!

Perdas e acertos. Perdas e acertos. É a vida.

What is healing?

A cura planetária que estamos passando por agora, vem despertando em nós uma sede pela cura de nós mesmos. Por uma vida mais alegre, feliz, conectada com os outros e com o planeta e sua linda natureza. Nós sentimos profundamente que não estamos funcionando em nosso maior potencial, somos capazes de observar nossas angústias, fraquezas, padrões repetitivos em nossos ciclos e relacionamentos mas não sabemos muito o que fazer com isso tudo. Estamos carregando traumas do insconsciente coletivo, traumas da infância, traumas das nossas linhas ancestrais, trocando energia insconscientemente com nossas comunidades, crenças limitantes… Tem de tudo dentro da gente nesse momento e vem ficando cada vez mais difícil reprimir isso tudo.

Estamos acostumados inicialmente à reprimir nossas emoções, nossos medos, inseguranças e criamos muitos mecanismos de defesa para nos proteger de nós mesmos e de outras pessoas. Evitamos ao máximo que outras pessoas descubram nossas “fraquezas” e criamos uma máscara para enfrentar a vida em uma sociedade que julga e qualifica tudo. Aos poucos no identificamos com a máscara e nem vemos mais tudo aquilo que éramos, os medos, inseguranças… E assim vamos vivendo a vida mais no automático, reféns de uma personalidade cristalizada que criamos muito mais para os outros do que para nós mesmos. E acabamos agravando ainda mais nossas tristezas porque nos desconectamos de quem somos e do que viemos fazer aqui na Terra.

Agora, com este despertar para um tempo diferente, essas sensações reprimidas estão vindo à tona, estamos tomando muito mais consciência dos nossos processos internos e às vezes pode ser bastante “overwhelming” (demais para processar de uma vez). Nós então nos voltamos para a cura. Inicialmente, se estamos muito inseridos na matrix, vamos à um psicologo ou psiquiatra que nos dá algum diagnóstico (o qual nem ele tem 100% de certeza porque temos pouquíssima informação concreta sobre o funcionamento do cerébro e da nossa complexidade humana) e um remédio que vai apenas fortalecer a máscara e aprofundar a repressão. Além de, machucar profundamente o cerébro à longo prazo. Muitos de nós já sabemos que a medicina ocidental não pode ser confiada neste momento por ter sido totalmente tomada pela indústria famacêutica e planos de saúde que influenciam até na educação de jovens médicos. Sendo assim, nos voltamos para práticas holísticas de cura.

Práticas holísticas fazem muito mais sentido já que o ser humano é completo quando está em conexão com seus quatro elementos: físico, mental, emocional e espiritual. Um elemento influência os outros profundamente, esses quatro aspectos humanos influênciam nosso bem estar o tempo todo. Como a matrix ignora o espiritual como um destes aspectos e produziu um modelo de vida (ilusório) de que tudo que existe é material, a medicina na matrix também desconsidera este aspecto ignorado e desqualifica emoções e mente como importantes, tratando toda doença como física. A ironia aqui é que na verdade a maioria de nossos problemas neste momento são espirituais, mentais e emocionais e estes problemas apenas se refletem na no corpo físico em forma de sintoma.

São maravilhosas e abundantes as práticas de cura que temos hoje em dia. Uma prática holítica significa levar em consideração toda complexidade humana em seus quatro aspectos integrados. Temos muito acesso à muitas tecnologias espirituais e energéticas que trazem muita consciência aos processos inconscientes, registrados no nosso campo vibracional, movimentam nossa energia estagnada em bloqueios e abrem nossos olhos para tal máscara protetora que vem nos causando sofrimento de alguma forma. Estas práticas nos ajudam muito na compreensão mais profunda de quem somos, das nossas relações e das influências sutis que nos mobilizam de alguma forma.

Porém, elas não fazem milagre. E não devem fazer milagre porque curar-se de verdade é um processo de independência e libertação.

Existem níveis de cura.

Às vezes buscamos um alívio, algo leve para nos ajudar a seguir vivendo a vida que estamos vivendo, nossa relação, nossos amigos, nosso trabalho seguem os mesmos e nós mudamos muito pouco. Pois para esse nível, remédios naturais, holopatia, detox, exercício físico, meditação guiada, fitas de mantras e música zen, hipnose, livros de auto-ajuda, terapeutas, frases inspiradoras, cursos, retiros, práticas de respiração e limpeza energética, tarot… Isso tudo vai nos ajudar em ALIVIAR alguma crença limitante, limpar alguma entidade negativa, trazer mais calma ou paciência, nos trazer uma guiança em alguns passos na carreira, nos dá força para sair de uma relação, etc.

Esse nível de ajuda pode ser positivo se ele for o início de um caminhar. Estas práticas muitas vezes nos abrem para este lado espiritual ignorado pela matrix onde a maioria de nós nasceu. Abrem nossos olhos para uma visão de mundo mais sutil, mais conectada com tudo ao nosso redor. Trás consciência do tamanho da influência do insconsciente em nossas vidas e da enorme participação daquilo que reprimimos na realidade que criamos ao nosso redor. À partir destas experiências, então, aprofundamos em uma busca espiritual que vai nos levar a dentro do nosso espaço interno e à níveis de cura muito mais profundos. Estes níveis de limpeza do programa da matrix dentro de nós através de tomada de consciência de crenças limitantes, dinâmicas de movimentação energética insconscientes, karmas, traumas profundos que definem nossa atuação em sociedade, bloqueios de chackras, abertura de clari sentidos e infinitas combinações de correntes mentais que nos mantêm presos à nossa máscara – a identidade que nos habita e que acreditamos mesmo ser mas que em verdade não somos. Este nível mais profundo de cura nenhum terapeuta, curandeiro, xamã, bruxa, mestre espiritual pode te dar de presente. Eles podem te dar ferramentas, insights, portas, proteção e guiança para que você percorra um caminho que é somente seu.

O lado negativo destas práticas de cura é quando elas passam a gerar dependência – um programa de relação profundo da matrix. Somos programados desde criança para depender – professor da escola, familiares, governo, chefes, mídia, supermercado, satélite, usina elétrica. Dependemos de tudo ao nosso redor para sobreviver, dependemos de outras pessoas o tempo todo para nos dizer o que podemos ou não podemos fazer. Estamos tão acostumados com a dependência que já consideramos essa dinâmica relacional como parte integrante da vida. Assim estamos sempre doando nosso poder para outros. E isso pode muito facilmente acontecer com práticas de cura holística também. Geramos dependência de poderes psíquicos alheios para sentir o que está se passando conosco, colocamos nas mãos de retiros, mestres, terapeutas energéticos, cursos online, nossa cura, nossa energia e nossa vida.

O que não percebemos quando geramos dependência nesta área de nossas vidas é que estamos reproduzindo a medicina da matrix que vai nos medicar e fortalecer nossas máscaras. A diferença aqui é que a máscara se modifica um pouco, se torna mais holística, nosso vocabulário muda, as roupas que usamos mudam, vai ver trocamos de trabalho, terminamos um namoro mas seguimos evitando nossas profundezas. Usamos uma maior consciência energética no nosso dia-a-dia mas seguimos fugindo daqueles traumas, inseguranças e de nos confrontar com crenças que definiram quase tudo que vivemos até então e eram mentiras. Evitamos sair das nossas zonas de conforto do sofrimento porque esse parece ser o estado normal da humanidade agora e porque temos muito medo do desconhecido e do nosso verdadeiro poder.

Sendo assim, curandeiros se tornam uma bengala e um limite ao nosso processo. Mais um padrão de consumo. Não saímos mais para comprar eletrônicos, agora vamos à loja de produtos naturais e orgânicos. Não viajamos mais para Londres, agora vamos para Índia. Não vou mais pro SPA, vou para o retiro de Yoga. Desenvolvo melhores mecanismos de aceitação de mim mesma (o que é extremamente importante no processo de cura mas existe uma “fine line” (linha fina) entre aceitação e fuga disfarçada de comodismo) e projeto a responsabilidade sobre a minha cura em outras pessoas, doando meu poder e me afastando do meu auto-conhecimento. E limitam nosso processo porque um curandeiro só pode te levar até um certo ponto. À partir daí, somente você pode caminhar e o caminho solitário é longo.

É verdade que a maioria destas práticas vai prometer maior auto-conhecimento e ajudam mesmo neste processo até certo ponto. Auto-conhecimento é conhecer você mesmo. O curandeiro pode até saber mais sobre você do que você mesmo, isso é normal, a informação é uma ferramenta que chega para te apoiar em tomar consciência sobre aspectos seus que você não conhecia e agora você tem mais material para você se aprofundar em você. Só que ao invês de usar essa informação para um maior aprofundamento na minha história, eu passo a recorrer ao terapeuta para tudo. Passo a precisar de uma leitura de aura, um tarot, um oráculo, um ritual para tudo e achando que estou sendo super espiritual e me curando. Em verdade eu estou mesmo é me apoiando em uma bengala intuitiva.

Por mais que faça parte do processo, é preciso ir além. Ir mais fundo. Ir mais dentro. E isso vai acarretar mudanças. Mudanças em tudo. Mas confiança de que diferente do status quo é sempre melhor. Ser diferente neste momento é ser alegre, ser presente, ser independente, ser amoroso, ser conectado com a natureza e ser livre. Ser diferente agora é ser real, verdadeiro. E quanto mais essa profundidade vem à tona, mais você descobre forças, talentos, qualidades que nem sabia que tinha! Porque atrás de cada demônio existe um tesouro. E quanto mais a máscara vai saindo, mais você vai retornando para a sua essência divina, conexão cósmica com o Universo e Mãe Terra, abre sua visão e sensibilidade para uma realidade muito menos intensa, quase uma realidade virtual que é apenas um jogo de evolução espiritual. Um desapego, uma fé, uma segurança, uma ausência de medo, uma alegria, uma beleza e uma força incrível.

Curar-se é aprofundar-se em si mesmo à tal ponto em que aquela pessoa que começou o processo já não está mais lá. É limpar-se de um sistema operacional antiquado, irracional, doente que só gera destruição entre nós mesmos e do planeta em que vivemos. É aliviar-se das mentiras que guiam sua vida e libertar-se enquanto ser divino criado pela mãe terra, a Deusa e o universo, o Deus em parceria. É embarcar em uma aventura única de exploração dos territórios dentro de você onde ninguém mais nunca pisou e à partir daí, um renascimento em uma estrela cadente que ilumina por onde quer que passe, deixando uma trilha de brilho e sementes plantadas para a cura coletiva da humanidade e evolução da espécia. É a única forma de sair do sistema e começar um novo. É a maneira mais eficaz de ser feliz todos os dias.

Assuma responsabilidade pela sua cura. Busque ajuda, claro! Apoio é muito importante, estamos em coletivo. Mas não se apoie a ponto de projetar sua segurança nas mãos dos outros. E busque ajuda daqueles que vão te dar ferramentas, mostrar a porta e o caminho de exploração pessoal mas que não vão fazer isso por você porque isso não é possível. Não busque por aqueles que vão te dar o peixe. Queira a vara! É você que dirige esse carro. Coragem! Força! E vamos em frente! Boa sorte!

Manual de Auto Cura (beta)

Introdução

Quando a lagarta instintivamente adentra seu casulo, ela não sabe que vai morrer e renascer borboleta. Uma sensação interna, um estar pronta para algo mais, talvez até mesmo uma dor de seguir sendo o que sempre foi, a move em direção ao desconhecido. Ela cria seu útero casulo à partir de um conhecimento latente programado em seu DNA e ali permanece na escuridão e silêncio. O processo não é fácil para a desengonçada lagarta, existem moléculas em suas células que se recusam a mudar, é um processo doloroso de luta e entrega. Partes da antiga lagarta tentam sobreviver e por isso tentam matar as novas instruções dadas pelo DNA da Borboleta. A sensação de medo, desespero e ao mesmo tempo uma profunda confiança que ela deve sentir durante este belo processo de despertar para o seu mais alto potencial. Finalmente ela se rende completamente e permite-se morrer. Neste momento ela percebe que sua toda sua existência até então, cada passo que deu por entre as folhas, cada mordida, cada encontro, cada desejo, tudo a levou para aquele momento de transformação. Sabe que sempre esteve no caminho daquela morte, se preparando para ela silenciosamente, inconscientemente, seguindo as instruções da sua chama interior, aquela pequena fagulha de fogo terrestre que continha todo seu plano divino e discretamente guiava cada um de seus pequenos passos. Ela rende-se delicada e corajosamente ao desconhecido, passando por uma completa desintegração – torna-se uma gosma, à espera do mistério que vem depois dali. Um belo dia, o sol nasce e ela sente um impulso mais forte, o despertar de uma nova habilidade, um talento que sempre esteve latente dentro de si, aguardando pacientemente o processo de transformação daquela lagarta em borboleta. Ela sente vontade de quebrar aquele casulo e sair voando! Ao seguir seu impulso de viver, abre suas novas e belas asas, única e individual, resultado de tudo que apenas aquela pequenina lagarta sabe que viveu e voa! Aquela desengonçada lagarta agora tornou-se um dos seres mais delicados, nobres, belos, simples e divinos do planeta. Ela superou a lei da gravidade, venceu sua falta de agilidade e agora é rainha do ar. A felicidade em acessar seu mais alto potencial transborda no rápido bater de suas lindas asas, pousando por todas as altas plantas que um dia sonhava em conhecer mas não tinha as qualidades necessárias para isso. Ela beija as flores com sua tromba fina e perfeita, sente o gosto do pólen, suga o doce mel das flores e vive uma vida repleta de gratidão por um dia ter sido uma desengonçada lagarta que só comia folhas verdes pois foi essa experiência que a permite, agora, valorizar tanto sua bela vida e suas divinas habilidades.

O planeta terra está passando por um momento de transição e o ser humano, como reflexo expressivo do planeta, igualmente passa por essa mudança de paradigma. O corpo está mudando, a mente, as emoções e o espírito estão em evolução. Somos todos lagartas neste momento, vivendo nossas vidas no automático, desengonçados, limitados e inconscientes da chama interior que nos prepara para uma transformação radical e necessária. O resultado final desta transformação ainda não sabemos mas se sentarmos em uma floresta, uma bela praia deserta, uma cacheira repleta de flores lindas, um jardim sagrado e observarmos a perfeição de cada mínimo detalhe, cada pincelada gradiente em uma única pétala de rosa, o aroma absolutamente equilibrado e delicado de uma árvore, a textura brilhante do musgo da pedra e a total harmonia dentro do caos vivo da disputa entre os reinos – animal, vegetal, mineral, fungos – e contemplarmos tamanho bom gosto, inteligência, beleza, criatividade e amor desta força criadora que é a Terra, não é muito difícil acreditar que certamente este desconhecido será igualmente maravilhoso. Ao desenvolvermos a plena confiança neste ser gigante do qual somos uma pequena parte, a nossa chama interior se movimenta, começa a despertar e começamos a sentir uma sensação de ansiedade por algo maior que está por vir, nos sentimos estranhos, começamos a ter pensamentos que não costumávamos a ter, aquela vida que sempre vivemos já não nos nutre como antes, aqueles relacionamentos superficiais já não nos preenchem e sentimos uma vontade de algo que não temos certeza do que é. Aquele vazio que sempre esteve ali, começa a pulsar um pouco mais forte e inicialmente tentamos amortece-lo com mais força – mais comida, mais compras, mais viagens, mais roupas, mais academia, mais shopping, mais festa, mais amigos, mais bebida, mais televisão, mais computador… E se tudo falhar e aquela chama não apagar, vamos ao médico e tomamos um remédio que dá um jeito nisso rapidinho. Amortecemos nosso chamado interior por uma vida feliz, plena, viva, repleta de expressão, individualidade e descoberta de nossos talentos latentes porque não confiamos no desconhecido. O casulo é realmente assustador e muitas partes nossas que tem que ser deixadas pra trás lutam para sobreviver assim como tudo o mais que é vivo.

Este manual é para aqueles que estão prontos para se rederem ao casulo, se entregarem para o desconhecido na confiança de que no fim do processo irão vibrar no seu mais alto potencial e viver a vida que sua chama interior veio programada para viver. O processo é longo, lento, cíclico, espiral, duro, intenso, forte, profundo e muito vivo. É preciso estar pronto para viver de verdade, vibrar novamente com os códigos da vida que é eterna transformação e crescimento. Se conectar com seu espaço interno que será seu guia, aprender a ler a língua da vida que fala com você o tempo todo, te chamando, sussurrando no seu ouvido que está na hora de viver sua missão, seu propósito divino, seu programa único. Essa voz não pára, todo dia ela fala com você de um modo sutil e silencioso e ela espera, espera você estar pronta, espera você viver tudo aquilo que tinha que viver até chegar naquele momento instintivo de evolução, a hora de adentrar o seu casulo e tornar-se gosma, render-se ao desconhecido e confiar que dali você sai voando.

O processo é uma jornada de vida mesmo, a ideia é estar sempre aprendendo, afinal o planeta terra é uma escola de maestria e se paramos de aprender estamos jogando a oportunidade fora. Só que aprender a viver, aprender a aprender, aprender a transformar-se e a crescer depois de grande dá sentido à vida, torna todo dia uma grande aventura, desperta o desejo que todos os seres tem dentro de si:  de crescer, de multiplicar, de expandir, de conectar. Toca instintos e nos reconecta com a nossa natureza humana e assim, nos reconecta com a Natureza. Porque afinal de contas, o objetivo aqui é claro: voltar a ser humano, ser terráqueo, ser filhas e filhos da Terra, jardineiros sagrados, guardiões, mestres do amor. Retornar à nossa conexão radical com o nosso planeta mãe que nos dá absolutamente tudo que já experimentamos e precisamos, retornar ao nosso pódio de espécie consciente, inteligente e responsável pelo cuidado Dela e de seus seres. Suprir esse vazio de Mãe, de segurança, de nutrição, de instinto, de liberdade e de escolha que todos nós sentimos pulsar forte em diversas faces dentro que cada história individual. E, juntos, cada um de nós, em círculo, como igualmente filhos delas, assumirmos nossa parte na criação dessa nova realidade, dessa nova maneira de estar neste espaço sagrado e perfeito onde tudo é possível.

O que tem de errado comigo?

A humildade é uma das qualidades essenciais no caminho da auto-cura. Tentamos evitar olhar para aquelas partes de nós que não gostamos. Muitas vezes reprimimos lá no fundo do nosso inconsciente aquela qualidade negativa, criamos uma imagem de nós mesmos que é aceita pela sociedade e pelo nosso ego opressor e julgador e passamos a vida gastando energia vital reprimindo partes nossas das mais fascinantes e brilhantes formas. Somos seres tão inteligentes mas investimos nossa energia em nos reprimir, pode? Quando desenvolvemos a humildade e passamos a nos ver como parte do todo, aceitamos que somos apenas seres humanos e que todos somos responsáveis pelo caos e pela cura planetária. Aceitamos e fazemos as pazes com as partes nossas que reprimimos, julgamos e nos recusamos a encarar durante tanto tempo pois somente assim podemos curá-las, limpá-las, observá-las desapegadamente e atingir níveis mais elevados de auto conhecimento e paz interior.

A auto-responsabilidade é a próxima qualidade a ser valorizada nesta jornada. O ser humano é reflexo da Terra e a Terra é reflexo do ser humano. Coletivamente somos criadores da realidade em que vivemos, vou entrar em mais detalhes sobre isso à frente.  A nossa vida de que somos conscientes mentalmente é uma mínima porcentagem do nosso inconsciente – dizemos que usamos apenas 10% da capacidade do cérebro, os outros 90% estão ocupados com muito do que não temos consciência e criar a realidade que vivemos é uma delas. Assumir a sua responsabilidade enquanto criador da realidade coletiva é o primeiro passo para mudar aquilo que você não gosta dela. À partir do momento em que valorizamos cada escolha que fazemos enquanto um ato vindo da sua liberdade individual para definir o mundo em que se quer viver coletivamente, amplia-se a sua própria liberdade. Não é mais preciso depender de governantes, professores, terapeutas, mestres espirituais, pais, bancos, etc. Quando doamos nosso poder de escolha (e responsabilidade perante o coletivo) para qualquer coisa externa de nós mesmos, inconscientemente estamos também abrindo mão da nossa liberdade individual. Por isso a humanidade encontra-se, em sua maioria, em um estado de escravidão e falta de oportunidade de escolha, porque a realidade externa é apenas um reflexo do nosso espaço interno.

Se observamos a realidade maior que a humanidade está criando atualmente – desigualdade, corrupção, devastação ambiental, fundamentalismo, guerra, terrorismo, sofrimento – e assumirmos responsabilidade individual como criadores dessa realidade, já damos o primeiro passo como agente de mudança de paradigma e de realidade terrestre. Se conseguirmos aceitar profundamente que o externo é apenas um reflexo do interno e que o espírito interno coletivo está sendo refletido externamente, então passamos a dar muito valor à nossa cura individual. Se cada um de nós fizer apenas a sua parte em limpar a inconsciência, o sofrimento das linhagens ancestrais, as negatividades, a densidade, os traumas, a falta de amor, a mente barulhenta que carregamos, não é preciso fazer mais nada – de maneira milagrosa e mágica, a realidade muda, o mundo muda. Assim de início, pode ser difícil acreditar mas conforme damos os primeiros passos no caminho da auto-cura, a sua vida individual começa a mudar milagrosa e magicamente, sem precisar fazer muito, parece que tudo vai se alinhando, as portas vão se abrindo, seu caminho vai ficando mais leve e daqui a pouco a sua realidade mudou completamente. Se pudermos fazer isso coletivamente, em pouco tempo, mudamos o mundo. Juntos. Da maneira mais simples, bela e interior possível.

Se o externo está do jeito que está, acredite tudo isso está no espaço interno também. A corrupção política se reflete no espaço interno como todas as vezes que traímos a nós mesmos – comemos um doce estando de regime, fumamos um cigarro após uma semana de ter conseguido parar, contamos um segredo de um amigo para alguém, roubamos uma maça no supermercado, sonegamos aquele imposto injusto, não pagamos o amigo que devemos, etc. A desigualdade externa se reflete no espaço interno como a sensação de superioridade ou inferioridade em relação ao outro, como uma série de preconceitos que nos separam internamente, o medo do outro, o julgamento. O fundamentalismo externo se reflete no espaço interno como medo das diferenças e falta de pertencimento, encontra-se conexão com o outro à partir do ódio que os dois compartilham em comum. Além disso, quando se odeia muito alguma coisa, veremos isso mais adiante, esta coisa está dentro das suas próprias sombras internas, sendo rejeitada e resistida por você. Portanto o fundamentalismo nada mais é do que um grupo que se junta para odiar a si mesmo projetado no outro. A guerra se reflete no espaço interno como as suas resistências às suas próprias sombras, o quanto você luta contra aquelas partes de si que não quer ver, aqueles traumas que não quer lembrar, a falta de amor da mãe ou do pai, a ausência de instinto masculino pleno, o sofrimento do coração quebrado, a traição do melhor amigo que você prefere fingir que não sentiu e passa a vida recalcando essa dor, em guerra com ela, fugindo de si mesmo. O terrorismo externo se reflete internamente como o desejo de destruição e aniquilação das próprias sombras, dos nossos relacionamentos, do amor, do feminino que é a essência da vida, pulsão de morte, histeria sexual. O sofrimento externo que pode assumir milhares de formas se reflete internamente como o sofrimento interno que pode assumir milhares de formas. Esses são apenas alguns exemplos de como o espaço externo é uma criação coletiva inconsciente do nosso espaço interno.

Portanto, meu amigo e minha amiga, ao mergulharmos no nosso espaço interno, vamos descobrir que estamos carregando muito sofrimento achando que esse é o mudus operandis de ser humano. E não é. O ser humano é uma criatura divina, mágica, sensível, inocente, amorosa, forte, corajosa, livre, capaz, criadora… O maior reflexo de inteligência do Planeta. Porém, se observarmos o que estamos criando coletivamente agora, podemos ver claramente que não estamos vibrando no nosso mais alto potencial. A maioria de nós não se sente nenhuma dessas coisas que eu descrevi como nossas qualidades inatas, nosso direito de nascimento. A tendência geral da humanidade nos dias atuais tem sido de sentir-se vítima dos acontecimentos e julgar-se por encerrada. Quem nunca ouviu ou mesmo disse que a nossa espécie seria melhor extinta? Que o ser humano é um vírus? Que o mundo vai acabar mesmo. Mais uma criação coletiva. Quando mais pessoas acreditam mesmo nisso, mais essa realidade está perto de ser criada. E esse tipo de pensamento derrotista é covarde. Ao se eximir da sua responsabilidade individual e preferir aceitar a vitimização e impotência ilusória que lhe é oferecida como única solução, você está permitindo-se ser roubado, se permitindo ser usado pelos que sabem usar o seu poder muito bem e doando partes energéticas suas por todo lado de graça, sem receber nada por isso e sem nem ter consciência do preço que paga pelo seu conforto que não traz felicidade e segurança ilusória.

Adentrar o caminho da auto-cura, é pelo Planeta mas antes de tudo é por você! É seu direito ser livre. É seu direito escolher conscientemente a vida que se vive. É seu direito comer comida boa. É seu direito tomar água limpa e pura. É seu direito ser feliz. É seu direito viver sua missão divina. É seu direito ter acesso à todos seus talentos. É seu direito ser bem remunerado por fazer o que você ama. É seu direito morar em uma casinha que você sempre sonhou. É seu direito amar e ser amado. É seu direito ter tempo de viver. É seu direito se sentir pertencente a uma comunidade em que se confia. É seu direito conectar-se com a verdade. É seu direito desenvolver-se espiritualmente. É seu direito seguir seu coração. É seu direito saber o que diabos está acontecendo energeticamente no mundo. É seu direito acreditar. É seu direito acordar pela manhã sentindo-se empolgado para um novo dia todos os dias. É seu direito viver tudo que sempre quis. É seu direito ser ilimitado. É seu direito ser quem você realmente é. É seu direito brilhar. É seu direito dançar, cantar, celebrar. É seu direito sentar-se toda noite perto do fogo. É seu direito banhar-se na  água pura. É seu direito respirar ar limpo. É seu direito colocar os pés descalços na terra fértil. Porque foi a sua Mãe que te deu a vida, que te criou, que te dá tudo que você já experimentou. A Mãe Terra. E ela quer que você se realize. Quer que você vibre seu mais alto potencial. Quer ver você se desenvolver para muito além do que você imagina ser possível. Ela te ama muito. Conhece cada um de nós individualmente melhor que nós mesmos nos conhecemos porque nós somos ela.

Coragem! O processo de cura é árduo mas não é impossível e as recompensas são indescritíveis. Estamos recebendo muita ajuda espiritual para adentrarmos nessa jornada. A Terra está evoluindo, nossa espécie está evoluindo e por isso estamos sendo muito auxiliados – e muito testados – quando tomamos a decisão de curar-nos a nós mesmos. É a aventura imperdível dos nossos tempos! Seria uma pena estar vivo neste momento e não experimentar esse processo. A cura que está disponível para nós neste tempo, nunca esteve disponível assim antes. É possível curar vidas em algumas semanas, uma situação bem vivida e liberada cura anos de sofrimento, séculos de uma emoção sendo carregada pela sua linhagem ancestral. E tudo que curamos em nós mesmos, curamos nas 6 gerações passadas e 6 gerações futuras, curamos no espírito coletivo e, portanto, curamos no mundo!

Acredite, você não está vibrando no seu mais alto potencial. Pouquíssimos de nós estamos. Tem muita coisa dentro de você para limpar mas também tem muita coisa para descobrir e se maravilhar. O espaço interno é, na minha opinião, a maior montanha que o homem e a mulher podem escalar. Sabe aquela sensação de se desenvolver em uma atividade qualquer? Um esporte, uma profissão, na cozinha? Nada disso se compara com a sensação de se desenvolver internamente e conforme se mergulha nas suas águas mais profundas, inúmeras atividades externas começam a brotar de dentro de você. A matéria torna-se um mero instrumento deste processo interno, a vida se torna um jogo de crescimento e tudo ao seu redor passa a ser mero instrumento para você expressar toda a riqueza interior desenvolvida. É um outro paradigma de vida. Você não está fazendo mais nada pra ninguém, somente para você e, como um paradoxo divino, à partir daí, passa a atrair tantas pessoas para si. Amigos, amantes, sócios, parceiros, admiradores, clientes…  É muito divertido!

Como chegamos a esse ponto?

A Terra está passando por uma transição energética evolutiva. O petróleo é matéria não condutora de energia (por isso usamos a borracha – produto derivado do petróleo – para nos proteger de correntes elétricas), ao ser retirado da Terra da maneira como está sendo pela nossa sociedade atual – que é culturalmente dependente deste – o Planeta está sendo mais energizado, o fluxo de energia vinda do espaço, das constelações, dos outros planetas e das dinâmicas de  movimento internas do próprio planeta (desde macro dinâmicas como correntes marítimas, magma, vulcões, cisões, terremotos, nuvens, evaporação, etc. até mini-dinâmicas como as interações animais do dia a dia, um cair de uma folha, o brotar de uma flor, trânsito, uma relação sexual intensa podem contribuir para a energização do Planeta, assim como uma briga ou um pensamento muito forte de uma pessoa com bastante energia mental). Quanto mais a Terra se energiza, mais nós nos energizamos e nossa capacidade de criação inconsciente aumenta. O problema é que estamos vindo de séculos de construção de sociedade em cima do paradigma materialista, desinteressado das dinâmicas energéticas pois havia muito petróleo contendo essa energização planetária e a nossa vibração estava mais baixa mesmo durante um longo período de tempo. Já reparou como de uma década pra cá parece que todo mundo está se ligando mais em energia? Inconscientemente todos já sabemos dessa energização planetária. Agora é hora de torná-la consciente e aprender a usá-la a nosso favor.

Além disso, estamos agora atingindo os 5000 anos de patriarcado, ou seja, de dominação da energia masculina (o que não quer dizer dominação dos homens) e dos seus símbolos, valores, cultos, paradigmas e dinâmicas instintivas. Eu acredito que a Terra quis se experimentar à partir da energia masculina pois até então todas as sociedades era matriarcais e a energia feminina era dominante e venerada, afinal, a Natureza é feminina, fértil, criadora da vida e as dinâmicas planetárias sempre foram o norte espiritual de seus povos. Com a troca desta dominação para as qualidades masculinas, uma grande separação entre a nossa espécie e o Planeta ocorreu. A repressão interna da energia feminina nas mulheres é o reflexo da repressão externa da energia feminina do Planeta.

Aos poucos perdemos a conexão com nossos instintos – nosso programa natural interno de comportamento – pois perdemos a conexão com a sacralidade da Natureza e das dinâmicas instintivas femininas de vida, criação, arte, dança, celebração, amor, emoção, comportamento selvagem, sexualidade livre de preconceitos, conexão espiritual, lar, cuidado, comunidade, círculo, ritual, beleza, delicadeza e, principalmente, energia maternal. Caímos para as qualidades masculinas de força, exploração, proteção, liberdade, guerra, competição, violência, morte, progresso, hierarquia, burocracia, organização, racionalidade, materialismo, dominação e individualismo. Eu falarei mais à frente sobre instinto mas por agora é preciso ver que não há um gênero que seja melhor que o outro. O homem e a mulher são ambos perfeitamente criados para complementar a si mesmos. Sem um, o outro é incompleto. Não se cria a vida sem a comunhão amorosa dos dois. E a vida é o elemento mais sagrado do Universo. Logo, tanto o homem quanto a mulher são igualmente sagrados e necessários. E não é possível criar uma nova realidade sem o amor entre eles. A guerra dos sexos nada mais é do que mais uma distração e roubo de nosso potencial maior. O problema maior do patriarcado é que ele é a dominação de uma energia sobre a outra, o que desqualifica metade de nós mesmos porque todos nós temos os aspectos masculinos e femininos dentro de si. Ao reprimir um de nossos aspectos, perdemos 50% das qualidades humanas coletivamente. Se valorizarmos as duas energias igualmente, sem desqualificar, reprimir, julgar, competir ou repudiar nenhuma das duas, damos um passo na direção da plenitude, totalidade e perfeição.

Na minha opinião, onde mais precisamos de cura é nos relacionamentos entre homens e mulheres. E essa cura só vem da compreensão de quem somos de verdade – nosso instinto animal. Porque chegamos a um ponto que homens não sabem mais o que é ser homem e mulheres não sabem mais o que é ser mulher. Homens se comportam como mulheres e mulheres se comportam como homens. Eu já fiz inúmeros cursos pra aprender o que é ser mulher e quanto mais estudo, mais percebo que é um conhecimento raro, quase morto, perdido mesmo em meio a tantos séculos de repressão e repúdio a essa energia tão divina. E o caminho da auto-cura, por mais individual que seja, passa pelos relacionamentos inevitavelmente. É impossível curar a si próprio sozinho em uma caverna – talvez não impossível, cada alma sabe o caminho da sua própria evolução, mas este não é o tipo de cura que o planeta precisa neste momento. Precisamos de cura coletiva, cura da nossa conexão, cura do nosso amor, da nossa confiança.

Concluindo então como chegamos aqui: nos desconectamos do feminino. A energia feminina que é a energia do Planeta, da Natureza. Reprimimos metade do nosso potencial humano. Caímos pra um lado só e estamos vivendo os resultados de uma criação parcial, incompleta e perdida. Nos desconectamos do chão. Perdemos nossas raízes. Esquecemos da nossa Mãe e, logo, de nós mesmos. É impossível ser humano desconectado da Terra. É que nem querer ser peixe fora do mar ou pássaro longe do ar, na gaiola. O que acontece com qualquer animal quando é enjaulado ou retirado de seu habitat natural? Ele desenvolve centenas de distúrbios, perde seu potencial instintivo, dorme o dia inteiro, entra em depressão, come sem parar e morre cedo. Alguma semelhança com alguém que você conhece? Provavelmente com você mesmo em algum nível. Todos estamos cheios de distúrbios, vazios, depressão, doenças, medos, pânicos, manias, déficits, dívidas, dúvidas, inseguranças e por aí vai. Nada disso é você. Simplesmente estamos desconectados do nosso habitat natural – a Natureza. A cidade não é própria para moradia humana. Viver em uma cidade é abrir mão de grande parte de seu potencial energético. E por isso vemos estes espaços cheios de zumbis. Seres que perderam totalmente a sua chama interior, permitiram-se roubar por não saber melhor e vivem no automático. Reagindo a cada estímulo sem nenhuma conexão com seu interior, sem consciência de nenhum dos seus atos, alimentando uma realidade que escolhe a devastação e estupro diário da própria Mãe.

Então gente, não temos tempo a perder! Mas tudo está na sua devida hora. Está tudo sob controle Dela e você só tem que aprender a se comunicar com Ela para adentrar seu próprio caminho de maestria que ela quer que você percorra. Cheio de aventuras e armadilhas, um jogo divino de evolução e transformação. Tornar-se gosma para depois voar. E na verdade ela quer isso pra si mesma porque achar que a sua vida é sua é uma ilusão e uma arrogância típica do ser humano em baixa vibração. A vida é um presente, uma oportunidade maravilhosa, que lhe foi dada por Ela e lhe pode ser tirada a qualquer momento. Sua mãe só quer te ensinar a usar esse presente direito! Alguém te dá um computador e você usa como bandeja? Um anel de diamante e você usa pra decorar árvore de natal? Um banquete e você só come a entrada? É hora de aproveitar a chance divina de se estar vivo! E viver direito. Parar de desperdiçar sua oportunidade.

Chega de reclamar, chega de protesto, chega de resistência – bóra trabalhar, agir e criar!

Aonde me curar vai me levar?

Vivemos em um campo de tantas infinitas possibilidades que é impossível prever onde o processo de auto cura vai levar alguém. Especialmente porque nosso programa de crenças atual, implantado em nossas mentes desde pequenos pelos nossos pais (que passaram a vida em uma vibração diferente e devem ser compreendidos e respeitados por isso), pela escola, pela televisão, pela nossa comunidade, etc. é um programa extremamente limitado e, pode-se dizer, burro. Burrice aqui vista à partir do paradigma da felicidade e da vida. Um sociedade em que 50% do mundo está tomando antidepressivos, o Planeta está a morrer, cultua-se mais a morte do que a vida, assiste-se violência como forma de entretenimento, valoriza-se o individual antes do coletivo, manipula-se corações para vender produtos, vende-se veneno como se fosse comida, explodem bombas para medir força, matam-se animais industrialmente e tantos absurdos mais… E vamos seguindo em direção ao apocalipse que tantos de nós já aceitamos como único final possível pra essa história toda. Logo, não é possível considerar um sistema, destrutivo e mortal, inteligente. Especialmente visto que vivemos em um Planeta perfeito, para o qual nossos corpos são perfeitamente adaptados, onde tudo que precisamos para viver está ao seu redor. E já temos tantas soluções disponíveis, mas que são tornadas ilegais porque são simples e baratas – como placas de energia solar em cada casa por exemplo. A lista de ideias e soluções maravilhosas, conectadas com o chão e com a comunidade é enorme e o seu processo vai te levar até elas com certeza, mas o sistema se recusa a adaptar-se a elas porque não são economicamente lucrativas. Bem, seguir em direção à morte da nossa espécie é extremamente burro. Certo?

Logo, é preciso refletir mais profundamente sobre o programa do sistema que nos foi implantado desde pequeninos e como é interessante para o sistema que você mantenha crenças limitadas sobre o que é possível e o que não é. Por isso mesmo é muito difícil para nós imaginarmos para onde o processo de retorno à casa vai nos levar, quais são as possibilidades reais. Vivemos uma crise criativa acima de tudo visto que nossa imaginação é um dos nossos potenciais energéticos que vem nos sendo mais roubados de todos. Imaginar é muito perigoso porque é libertador. E é árduo o processo de voltar a permitir-se imaginar, sonhar, criar. Depois de tanto ouvir dizer que é preciso botar o pé no chão, que a vida é difícil mesmo, que você tem que aceitar a realidade, que você está maluco, que é normal perder seus sonhos depois de crescer…. Permitir-se acreditar em outras possibilidades é uma escolha amedrontadora, mas muito necessária.

E é um processo também. Porque quanto mais você abre espaço dentro de si para novas possibilidades, mais elas se revelam a você e quanto mais elas se revelam a você, mais você abre espaço dentro de si.

Cada processo de auto cura é único e alinhado com seu mestre interior, a sua alma, a chama da Terra que queima dentro de você que chamamos de vida. É você que vai caminhar e viver a sua verdade absolutamente individual e perfeita exclusivamente para você. A minha verdade é a minha verdade e, por enquanto, é só isso que eu preciso encontrar. Quem sabe o dia chegue em que, plenos em nossa verdade e potencial individual, sentemos para debater rumos coletivos. Mas, por hora, o processo é interno e puramente seu. Quem vai guiar-te é a Terra internamente à partir da sua chama interior e externamente à partir das dinâmicas de comunicação que eu explicarei nesse manual.  E até mesmo essas dinâmicas de comunicação com a Terra são extremamente pessoais, o que eu te darei é uma base para compreender uma linguagem e à partir daí começar a perceber-se criador do seu próprio processo e da sua própria linguagem. É um processo extremamente criativo e eu também falarei brevemente sobre fortalecer a sua energia criativa para auxiliar neste processo. Te darei algumas ferramentas que considero básicas mas mesmo estas podem não servir ao seu caminho e você terá que tomar decisões e fazer escolhas sobre usá-las ou não, tudo na base da experimentação e da vivência delas. Esse é um processo extremamente vivo e viver é experimentar e quanto mais se experimenta, mais se conhece a si mesmo. É maravilhoso colocar-se em situações inusitadas porque assim pode-se observar a si mesmo de uma nova forma, conhecer novos aspectos de si e esse processo vai leva-lo a ver-se de uma nova maneira certamente.

Prepare-se para tudo. Deixe uma mochila ao lado da porta pronta para uma aventura. Preencha sua casa de frases inspiradoras. Coma todas suas comidas prediletas. Arrume seu quarto como você gosta. Celebre suas relações. Aproveite seu trabalho seja ele qual for. Tome um champanhe com sigo mesmo e honre tudo que viveu até este momento. Faça todas as suas coisas favoritas como se fosse a última vez. Porque qualquer coisa pode acontecer à partir de agora e é bem capaz que tudo que você tenha sido até agora comece a ser descascado de maneira lenta e delicada ou abruptamente. A sua alma é quem sabe que forma de mudança será melhor pra você.

Esse é um processo que vai ativar a sua criatividade, a sua inteligência, a sua capacidade de tomar decisões e fazer escolhas, vai testar sua ética, colocar todos seus valores em cheque, vai te enganar, vai te testar, vai te provocar, vai te amar, vai te dar prazer e depois tirá-lo, vai te mostrar por debaixo de sua saia só pra te provocar, vai te fazer sofrer pra depois te mostrar níveis de felicidade que você nem sabia que conseguia sentir. É um processo de constante transformação e, desde já, aviso: não se apegue a nada porque quem se é de manha não se é mais à noite, o que se acreditava firmemente hoje é mentira amanha.

Eu vou te mostrar ferramentas que vão auxiliar na sua corrida atrás do seu destino e no desenvolvimento dos talentos que você precisa para concluir sua missão neste jogo divino. Agora o que é esse destino, que talentos são esses, qual a sua missão? Isso é entre você, a sua alma e a Terra. A forma como você vai usar essas ferramentas, isso é com você. A maneira como Ela vai se revelar pra você, isso é com Ela.

E não se preocupe se você não tem a segurança interna para ser seu próprio mestre por enquanto, para tomar determinadas decisões, o processo sabe perfeitamente que qualidades você precisa desenvolver e ele vai te levar passo a passo na direção da sua maestria – às vezes trazendo até um mestre externo para sua vida. (Eu já tive muitos! Adoro!) E, aos poucos, devagar e sempre, você vai desenvolver as qualidades que precisa para se aprofundar ainda mais na sua própria cura e descobrir a sua conexão maior com a inteligência do Planeta.

Vai ser incrível! Confiança. Humildade. Entrega. Pés descalços. Aventura. Emoção. Natureza. Amor. Liberdade. Simplicidade. Alegria. Encanto. Surpresa. Gratidão. Energia. Vida. Fogo. Água. Ar. Terra. Coração!! <3

Possibilidades da Cura Coletiva

Começamos a nos conectar com as forças da Natureza e ativamos nossas partes humanas, terráqueas e animais que estavam reprimidas ou separadas de nós. Estas partes têm muito conhecimento, elas começam a nos mudar de modo sutil, mas muito profundo. Conforme nós mudamos, nossa vida muda. Conforme começamos a compreender a linguagem da Terra, nossa visão da realidade muda completamente. Compreendemos que estamos presos em tantas crenças limitantes, traumas, conceitos televisivos vazios, alimentação baixa vibração, água intoxicada e que quase tudo ao nosso redor está a nos roubar energeticamente. Adentramos uma jornada extremamente curiosa e interessada em nos redescobrir à partir de níveis energéticos mais elevados e uma mente mais livre. Aos poucos vamos mudando nossos hábitos, nos desligando do que nos faz sofrer, descobrindo novos talentos, atraindo novas pessoas que vibram também neste novo paradigma.

Ao mudar nossos hábitos, estamos fazendo escolhas políticas. Política é o debate do coletivo. Ponto. Muitos de nós tendemos a associar política com a forma com que esse debate tem sido feito nos tempos atuais – à partir de representantes que são escolhidos através do voto. Porém isso é uma visão muito limitada do que é política. Política é toda e cada escolha que fazemos todos os dias. Votamos no mundo que queremos viver todos os dias – esse voto é energético, onde colocamos a nossa energia, fortalecemos aquela criação, aquela realidade. O que você toma no café da manha, que produtos de limpeza compra, aonde trabalha, que roupas usa, que argumentos defende em uma conversa entre amigos, como você trata a si mesmo quando ninguém está olhando… Tudo isso é política, é uma decisão individual sobre a realidade energética coletiva que você quer criar.

É muito difícil tomar decisões politicamente alinhadas com o processo de criação de realidade se nem sabemos o que é isso, se não temos consciência dos processos energéticos por trás da realidade e de nós mesmos. No estado de desconexão da comunidade humana e o individualismo francês (paradigma revolucionário masculino reproduzindo por ambos os gêneros) em que nos encontramos, escolhemos o que é melhor para mim! Vivo a vida que EU quero viver. Mas se começamos a perceber nossa vida individual mudar ao tomar consciência dos processos energéticos por de trás de cada um dos nossos movimentos, já começamos a tomar decisões mais conscientes e, naturalmente, investimos nossa energia individual no que nos faz bem enquanto ser humano terráqueo. Onde colocamos nossa energia, fortalecemos aquela realidade.

Quanto mais seres humanos retornarem à casa, mais investirão energia na sua casa. Cada cura é uma cura, cada alma é mestre de sua personalidade, cada um é dono do seu nariz. Este é o caminho da auto responsabilidade na veia. Ninguém vai mandar em você, ninguém vai te dizer o que fazer, esse é um caminho de liberdade. Mas existem determinadas semelhanças em todo processo, reconectar-se com a Natureza, ativar determinadas memórias atávicas (ancestrais guardadas no seu DNA), naturalmente nos levará à escolhas e movimentos mais alinhados com a Terra e com nossos instintos que são os iguais para todos. O animal que somos que não varia, somos um único modelo que toma diversas formas culturais. Nossas diferenças não são tão intensas quanto nos fazem acreditar para nos manter separados e amedrontados. Naturalmente tomaremos as decisões do dia-a-dia, faremos nossa política a partir do coração e do amor próprio e aos poucos, sem perceber ou forçar ninguém, mais e mais de nós estarão tomando essas decisões e investindo sua energia em uma realidade mais alinhada com uma humanidade curada. E assim, fortalecemos o coletivo a partir do individuo. Sem precisar de protesto, assembleia, mesa de debate, representante no parlamento, black bloc, resistência… É um caminho leve, alegre e muito mais divertido cuidar bem de si, voltar a ser humano, se conectar com as árvores e tomar banho de cachoeira no meio das borboletas.

Com todo respeito pelas almas que ainda escolhem fazer esta luta política tradicional a partir do paradigma do sistema do que é fazer política. Cada um na sua missão, no seu aprendizado, nos seus karmas, nos seus prazeres e na sua busca pelo pertencimento, nem que seja a nossa raiva que nos une. Tudo é válido. Nada deve ser reprimido. Nenhum caminho deve ser considerado melhor ou pior que o outro. Só devemos nos permitir e permitir aos outros fazerem suas escolhas e seguirem seus corações. A individualidade de cada alma vem antes de tudo. Só que tornou-se muito pesado fazer política dentro de um sistema político que não funciona. Investimos nossa energia nestes canais porque nos vemos sem alternativas e todos nós sentimos que precisamos fazer algo, nem que seja expressar nossa indignação. O problema é que união a partir da raiva, do rancor, da desesperança cria e aumenta essa vibração. Portanto, fazer política – mesmo que seja contra o sistema político – vinda da crítica, do julgamento, do ódio, do desespero acaba sendo um tiro que sai pela culatra porque estamos investindo energia nesta vibração e aumentando os níveis dela ao nosso redor e ao redor das nossas comunidades e criando realidades ainda mais pesadas.

A cura coletiva acontece no momento em que passamos a estar mais conscientes das dinâmicas energéticas internas e seus reflexos externos e passamos a ver a vida como um jogo divino de aprendizado e crescimento. Aceitamos a vida como nossa professora máxima e nos permitimos mudar internamente. É um paradoxo sombrio ver tantas pessoas querendo que o mundo mude mas absolutamente cristalizadas e imutáveis dentro de si mesmas. Ao compreender algumas leis deste jogo, fazemos nossa paz com o fato de que temos que trabalhar dentro delas e passamos a usá-las a nosso favor porque foram feitas exatamente para a nossa evolução. Fluímos mais com os acontecimentos, nos desapegamos dos resultados porque, conforme avançamos no processo, passamos a confiar plenamente nesta força maior do Planeta que está a cuidar de nós, mesmo que isso signifique nos fazer sofrer para aprender as lições que viemos aqui aprender.

Ao jogarmos o nosso jogo individual, percebemos como ele se alinha e complementa os jogos daqueles que estão ao nosso redor e, o que começa como uma desconfiança impossível, torna-se claro que a separação é uma ilusão e estamos todos tão profundamente conectados porque, em outro nível, somos um único grande espírito. Estas realizações das quais eu falo agora, não são para serem acreditadas, elas são para serem experimentadas. Elas serão reveladas para aqueles que chegarem na fase desta descoberta e enquanto não se chega, jogamos à partir das crenças que temos dentro de nós. Tá tudo certo. Começamos hoje, da onde estamos mesmo. E vamos ver o que acontece. Mas quanto mais essa Vida lhe é mostrada (ou tornada consciente porque ela esteve aqui o tempo todo), mais a sua percepção da realidade começa a mudar e quantos mais de nós mudamos a nossa percepção dela, mais essa realidade que estava em segundo plano o tempo todo, esperando ser descoberta, vem vindo pro primeiro plano e mudando todos os paradigmas do possível, abrindo alívios e alegrias, clicando tudo, cada mergulho um flash, mais investimos nossa energia nela e mais ela vai se tornando a realidade primeira.

E, desconfio, que não demora muito pro mundo inteiro mudar. Sabe a teoria do centésimo macaco? Um grupo de cientistas fazia experimentos com dois grupos de macacos, cada uma em uma ilha isolada da outra. Quando uma quantidade suficiente de macacos de uma ilha mudava seus hábitos (por causa da alguma descoberta evolutiva), os macacos da outra ilha, totalmente isolada, mudavam também. Sem que ninguém os ensinasse nada. Quando uma quantidade suficiente de seres de uma espécie evolui, por sermos tão intrinsecamente conectados, a espécie inteira evolui. Então aquele tio teimoso que não sai do sofá, aquela amiga rica que não quer nem saber, aquele presidente vaidoso, o general do Afeganistão e mesmo aqueles que vivem na linha da miséria que se preocupam em sobreviver e, obviamente, não tem oportunidade para pensar em evolução, auto cura, espiritualidade ou criação de realidade, todos eles são humanos. Todos são parte da nossa espécie. Então quando você adentra o jogo da auto cura, você faz por você mas acaba, por tabela, fazendo pela sua espécie e por todos aqueles que não têm essa oportunidade.

É isso galerê, chega de lero lero introdutivo. Quem pegou pegou, quem sentiu sentiu. Se não sentiu, vai ver não é o seu momento. E respeito sua estratégia! Tá tudo como deveria ser. Bóra então aprender esse troço!

O Jogo da Vida

Um novo estado mental

Para digerir o jogo que é o seu processo de auto cura, antes é preciso compreender uma nova dinâmica de comunicação. O jogo da Vida é extremamente abstrato e sutil. E, nesta era que atravessamos, o estado mental dominante é o masculino, lado esquerdo do cérebro, científico, lógico, racional, produtivo, burocrático, organizado. A é igual a A e B é igual a B. Um vem antes do dois. Passamos a vida inteira aprendendo um conteúdo mastigado e extremamente limitado. A linguagem escrita e falada não dá conta da complexidade da Vida. Estamos acostumados com livros que nos dão o beabá, professores que nos ensinam por módulos, jornais que escrevem por “fatos” e referências bibliográficas e acadêmicas. Papéis científicos e seus cálculos matemáticos. Linguagem de programação: se… então… Isso vem depois daquilo, é assim que se faz, a maneira correta de fazer é, a receita de bolo deve ser seguida em três partes. Primeiro assim, depois assado. Isso pode, isso não pode. Aquele é o certo e esse é o errado.

A linguagem da Terra, por outro lado, é silenciosa e não óbvia. Extremamente sútil, delicada e misteriosa. Quando vamos ler a Vida, precisamos nos alinhar mais com a arte abstrata. Riscos, gotas, respingos, sequências inusitadas, cores que se chocam e complementam. Vibrações. Aqui é o lado direito do cérebro que domina. É uma linguagem muito mais emocional, mais profunda, que possibilita diversos significados de uma vez, que instiga cada um de uma maneira própria. Não tem uma única maneira correta de se ler, não tem receita e nem sequência. Primero a mente interpreta, depois o corpo, depois o inconsciente, às vezes os sonhos entendem melhor. Mas na próxima vez a mensagem vem no sonho e passa pelo corpo até que chega na mente. Daí o corpo sente uma vibração que a mente toma consciência. É extremamente dinâmico.  Ela é repleta de simbolismos, metáforas, imagens, exageros, disfarces, calma e expectativa. Você vai precisar usar e afiar todos os seus sentidos. Às vezes a mensagem vem por imagem, som, cheiro, sensação, paladar ou a combinação deles. Você foi feito pelo Planeta, você é parte do Planeta e para se comunicar com Ela, Ela vai fazer você usar tudo que ela criou pra você. A linguagem que Ela vai usar para te ensinar é extremamente pessoal, reflexo do seu interior acima de tudo, vai falar uma língua que só você entende, que vem das suas profundezas, da sua complexidade como ser Vivo. Você não pode ser limitado a uma receita de bolo certo?

Quando tentamos nos descomplexificar e tentamos nos definir com algum tipo de forma: profissão, gênero, idade, nacionalidade, religião, time de futebol, partido político ou grupo cultural, estamos nos fragmentando. Todos esses papéis são uma mísera parte da sua essência, eles são uma forma de expressão da sua alma mas não são a sua alma e nem a sua personalidade completa. A sua essência é ilimitada e ao nos quebrar para nos encaixar em alguma estatística estamos nos roubando daquelas partes que não tem palavras para descrever. Nesta língua, todas as suas partes falam e criam a sua realidade e por isso o processo de auto cura é um processo de autodescoberta também. Tem tanto dentro de nós que não conhecemos, que nunca nos permitimos acessar por ser tão fora dessa realidade racional em que vivemos. Mas ao compreender essa dinâmica de comunicação você certamente vai perceber o quanto certas partes suas que você desconhece sempre estiveram ali, tentando ser vistas e reconhecidas. Tentando chamar sua atenção das maneiras mais criativas possível enquanto você passava despercebido com olho grudado na tela do celular.

A linguagem da vida nos fala dessa maneira artística porque ela é extremamente feminina e delicada, nada com Ela é por acaso e é preciso entrar no estado mental claro para conseguir compreendê-la. A mente precisa estar limpa de significados externos e aberta para novos possíveis. O que é um desafio gigante já que vivemos na era da mente entorpecida de pensamentos, julgamentos, medos, televisão, youtube, jornal, facebook, google, comida ruim, água venenosa, pirotecnia nas boates, multidões em festivais, trânsito, ambulância, dependência do álcool para socialização, poluição, chuva tóxica, radiação, música vazia e uber produzida, agrotóxicos e por aí vai. Tudo isso nos coloca em um estado mental caótico. Eu não acho que é coincidência visto que nosso maior poder é a mente. A mente é capaz de muito, mas muito, mais do que nós imaginamos. É a mente que vai interpretar a linguagem inicialmente, é a mente que direciona e movimenta energia, ela é uma das maiores aliadas na criação da sua realidade. Logo, entorpecer a mente é de uma espécie inteira é uma forma de desempoderamento coletivo. Quando afirmamos que a humanidade está vivendo a maior escravidão de todos as civilizações anteriores, não estamos exagerando. Manter a mente ocupada e sobrecarregada é roubo energético, roubo da sua calma, da sua clareza, da sua capacidade de criação da sua realidade e do seu poder pessoal.

Quando estamos jogando, é como se estivéssemos a todo momento, em qualquer lugar, dentro de um museu repleto de quadros abstratos e símbolos metafóricos. A tudo que nos estimula devemos estar atentos de que forma isso me afeta à nível interno, pessoal. Nossa mente precisa entrar em um estado de alerta, análise, criatividade e imaginação constante. A cada sinal recebido, precisamos checar internamente se ressoa conosco, se faz nosso coração pulsar, se ativa alguma vibração pelo corpo… Ou seja, trazemos um estímulo externo que interpretamos à partir da nossa inteligência única e analisamos com nosso interno energético / emocional. Ativamos muito de nós mesmos para entrar em sintonia com essa linguagem. É um estado mais animal mesmo, instintivo. Para fazer esta análise você vai precisar utilizar todas as ferramentas humanas – mente, corpo, emoções e espírito. Vivemos em um estado de desequilíbrio pois atualmente estamos em uma fase extremamente mental da história da nossa espécie, tudo parece ser virtual – no sentido de ser etéreo, mental, ar demais, desenraizado. O corpo está sendo usado como mero veículo de locomoção (e de transtorno já que os padrões inúteis de beleza do sistema tendem a gerar complexos com a nossa imagem corporal e passamos a desgostar da nossa forma, do templo da alma, daquilo que nos faz únicos e esse desgosto do próprio corpo gera uma desconexão com ele e uma série que mecanismos de defesa e justificativa que roubam nossa energia corporal), as emoções foram totalmente reprimidas pelo sistema (emoção é uma qualidade feminina que ambos os sexos tem dentro de si, os anos de perseguição e repressão da energia feminina no Planeta nos levaram, é claro, a perseguir e reprimir nosso potencial emocional. Defende-se cruelmente que homem não chora, sistema patriarcal não sente. Hoje temos um mini cardápio de emoções aceitáveis socialmente, o resto é considerado sinal de fraqueza ou doença mental e deve ser impedido quimicamente. Quem sente demais deve ser medicado e fragmentado de si mesmo para manter-se funcionando dentro de um sistema que não permite emoções ou energia feminina) e o espiritual nos foi tomado quase inteiramente também por causa da repressão da energia feminina (o advento das religiões masculinas centradas no ser humano e em Deuses humanoides, nos arrancou violentamente da nossa espiritualidade ancestral que a espécie carregou durante toda sua existência: de adoração do Planeta e das dinâmicas da Natureza e da Vida. Ao tornar a Natureza um recurso morto de exploração econômica, matamos nosso Deus(a) atávico e reprimimos as memórias ancestrais que carregamos em nosso sangue de milhares e milhares de anos de conexão e comunicação com este grande ser que está ao nosso redor por todos os lados, dentro e fora, este ser de que somos feitos e com quem somos profunda e radicalmente conectados. Ao matar a Natureza enquanto ser vivo extremamente inteligente, enquanto nossa criadora, nossa Mãe, estamos matando a nós mesmos porque nós somos individualmente um micro pedacinho dela, gerando uma culpa inconsciente profunda e incompreendida que gera neurose e maldade e, mais uma vez nos fragmentando daquilo que nos faz seres humanos à partir do nosso programa original de criação por Ela). O que nos resta então? A mente! Viver toda uma vida pendurados na dependência de apenas um dos nosso quatro principais elementos humanos. Não que a mente seja ruim (como tantas religiões masculinas defendem. Na verdade, segundo interpretações destas linhas praticamente tudo que nos faz humanos é ruim, pecaminoso e deve ser controlado e transcendido) mas, como tudo na vida, em desequilíbrio extremo ela pode nos machucar sim. Nós somos muito poderosos, muito mais do que conseguimos imaginar no paradigma da burrice atual, sobrecarregar um elemento com toda nossa energia é extremamente perigoso a níveis que não conseguimos acessar. Nossa energia vital nos foi dada para ser equilibrada dentro dos nossos quatro elementos de existência – mente, corpo, emoções e espírito. Colocar tudo que se tem em apenas um deles, obviamente vai gerar uma série de complexos, agonias, depressões, doenças… Uma verdadeira guerra interna, caos total, e nós no piloto automático tentando reprimir isso tudo e ainda vencer dentro do sistema dos absurdos porque eles nos prometeram que a felicidade está logo ali na frente, depois dos estudos, no próximo emprego, no casamento e depois no próximo casamento, depois do primeiro filho, assim que juntar suficiente para comprar uma casa, o dia que puder abrir o seu negócio, logo ali, aguenta só mais um pouquinho desse seu caos, aumenta só um pouquinho a dose do seu remédio para passar só mais esse mês… E assim vai, você sendo roubado da sua Vida achando que isso é viver.

Nos vemos sem saída a não ser nos desligar mesmo, viver operando a partir do nosso mínimo. Vivemos meio sonâmbulos, vamos e voltamos sem nos conectar muito com nada. Nada estimula os outros elementos a acordar – corpo, emoções e espírito ficam ali meio preenchidos do que não alimenta de verdade. Eu acredito que esse torpor em que vivemos meio hipnotizados pela mente vem do fato de que a nossa espécie é a única no Planeta que vive isolada. Nossas cidades têm no máximo alguns pombos, ratos, mosquitos e olhe lá. Nós não temos o estímulo de viver entre outras espécies o que ativa nosso instinto de sobrevivência e nos deixa extremamente alertas. Aí sim precisamos usar tudo o que temos. Não há nada mais assustador que passar um tempo na Floresta onde tudo é possível, quando você está em território selvagem é seu corpo em profundo alinhamento com as suas emoções que vai te avisar do perigo e não sua mente racional. Você sente um calafrio, de repente está alerta, sua atenção é chamada pra uma árvore sem razão aparente, sua mente silencia do nada e seus olhos esbugalham, sua coluna fica ereta, seus pelos eriçam, o nariz parece sentir todos os cheiros, o ouvido amplifica todos os sons e um leve cair de folhas parece ser o maior movimento do sertão. Você mais sente se deve ir pra esquerda ou direita. Meio que sabe internamente que não deve fazer muito barulho. Sente um certo enjoo no estômago quando adentra alguma área que provavelmente é território de outra espécie. E não é preciso ter nenhum treino militar para acessar essas qualidades, qualquer ser humano que vai passar um tempo na Floresta, ativa seu instinto selvagem. Porque em áreas compartilhadas com outras espécies, os animais não respeitam leis, normas de conduta ou regras de boa etiqueta definidas por tratados vitorianos, a lei da selva é a lei do instinto e a única maneira de estar entre estes animais é acessando a sua parte que é um deles. É o seu instinto que vai lidar com o deles, não tem diplomacia, aqui é o corpo que define quem leva. Não tem receita nem método científico que te tire dessa. O perigoso de ter um ser humano acessando seu instinto é que ao nos lembrarmos que também somos animais, nos lembramos da nossa parte que também não respeita leis, normas de conduta ou regras de boa etiqueta. Por isso se faz tão interessante pro sistema que você esteja sempre apenas dentre a espécie humana domesticada. E que você tenha tanto tanto medo de ir se meter no meio do mato.

Mas estar Vivo, de verdade, é estar neste estado de alerta o tempo todo. Quanto mais conectado com o seu animal, mais conectado se está com a Natureza e com o Planeta. Quanto mais acordado, maior a sua necessidade energética porque mais de você está sendo usado. Quanto maior a sua quantidade de energia vital está fluindo pelo corpo e não perdida por aí ou reprimida gerando agonia, mais você quer viver, se aventurar, aprender, produzir, criar. Maior quantidade de energia é necessária para atingir vibrações mais elevadas como a felicidade, alegria, amor, surpresa, deleite, prazer, conexão com o outro. Energias mais densas, tem uma frequência de vibração diferente, elas são os estados mais comuns de desinteresse, depressão, desistência, tristeza, raiva, inveja… Emoções que consideramos negativas não passam de energia mais densa e emoções positivas são energias mais sutis e elevadas. Por isso, dizer que você vai atingir a felicidade após comprar alguma coisa, resolver algum problema, acumular determinada quantidade financeira não passa de uma ilusão. Não se atinge a felicidade real ao cumprir objetivos, se atinge um estado de vibração elevado e constante a partir do próprio corpo, ao elevar a sua quantidade energética através da auto cura, da consciência dos seus processos energéticos, da liberação das energias densas reprimidas pelo corpo, a limpeza das crenças limitantes, esvaziamento da necessidade de estar em constante produção, desapego do passado e do futuro, estados de clareza e silêncio mental, exercícios alinhados com seu processo, alimentação saudável, água limpa (sem químicos), ar puro e contato com a Natureza.

No final das contas, estar Vivo é estar feliz. Vivo no sentido de vivendo tudo que se tem direito de viver, utilizando tudo que se tem direito de utilizar, experimentando, pulsando energia e não no sentido científico limitado de estar respirando e coração batendo. O que mais tem é zumbi andando por aí, coração batendo, respirando, mas completamente adormecido por dentro. Por isso dizemos que adentrar o processo de auto cura é um processo de despertar, de retornar ao estado de Vida pulsante dentro de si, de voltar a ser humano, terráqueo.

Os Quatro Elementos Humanos

A premissa principal para compreender os quatro elementos humanos é que tudo é energia. Energia é vibração e ela pode ser condensada a ponto de tornar-se matéria. Metal, madeira, água e absolutamente tudo que está ao nosso redor (visível e invisível) é um tipo de energia vibrando à uma determinada frequência.

A energia de que mais temos consciência é a energia elétrica que não é nada além de energia de movimento da Natureza sintetizada industrialmente como uma força propulsora, de impulso, que pode se relacionar com determinados objetos de diversas formas. Ela é uma energia dinâmica e mutante. Com a lâmpada ela se torna a vibração da luz, com a torradeira é vibração de calor, no liquidificador energia de movimento, na televisão é imagem, no celular é bateria, etc. Uma máquina elétrica nada mais é do que um objeto que transforma uma frequência energética em outra para atingir um objetivo prático.

O nosso corpo faz a mesma coisa. Só que ao invés de nos alimentarmos (originalmente) de energia elétrica, nós nos alimentamos (idealmente) de energias da Natureza. São muitos os recursos energéticos dos quais nos alimentamos, mas inicialmente, transformamos a energia dos alimentos, do ar e da água em pensamentos, emoções, corpo e espirito. Ingerimos uma energia condensada em matéria e nosso sistema corporal a transforma em vibrações, menos palpáveis materialmente, mas igualmente reais. E isso ocorre com todos os seres do Planeta (não digo seres vivos porque absolutamente tudo está Vivo). Todos nós temos uma função energética clara dentro do nosso ecossistema coletivo para manter a vibração essencial do Planeta em harmonia.

Em harmonia, todas as espécies ancoram determinadas energias necessárias para a manutenção da vibração da Terra. A ciência analisa as dinâmicas de dependência sob uma perspectiva material, como as abelhas são essenciais para a polinização das flores por exemplo. Sob a perspectiva energética, as abelhas ancoram um aspecto da energia do trabalho, da organização. Elas literalmente vibram esta energia e contribuem com uma mínima parte da harmonia energética do Planeta.

Quando sentimos energia, sentimos um fluxo vibratório que nós interpretamos a partir das nossas experiências passadas com a mesma vibração. Um bebê chora tanto porque ele ainda não está acostumado com as vibrações ao seu redor e cada nova energia que passa pelo seu corpo que ainda não criou mecanismos inconscientes de reconhecimento e proteção é uma experiência intensa e estranha para ele. Ao crescer, criamos um banco de dados inconsciente de vibração em fluxo e também criamos mecanismos para lidar com elas baseados nas nossas experiências passadas. Por falta de educação emocional e energética, cada um cria a sua própria maneira de reagir a determinados estímulos energéticos. Quando o fluxo da tristeza passa por nós por exemplo, alguns choram, outros reclamam, outros imediatamente reprimem e guardam em algum recipiente dentro do próprio corpo (físico ou energético) pra nunca mais ver, outros precisam comer chocolate e outros imediatamente abrem uma cerveja, alguns ligam a televisão, outros correm pro trabalho o mais rápido possível. Todos esses são mecanismos de proteção que criamos para uma série de energias que estão ao nosso redor o tempo todo. Raramente nos permitimos observar esta energia sem julgá-la porque desde pequenos consideramos essa energia negativa ou incômoda. Mais raro ainda é permitir que ela passe e se expresse através de você para assim liberá-la permanentemente e deixar de ter medo dela.

Energia humana é transformada em quatro principais categorias (que explicarei em mais detalhes à frente):

Física ou corporal: a energia que usamos para nos movimentar, trabalhar, locomover, exercitar, dançar, fazer amor e todos os processos automáticos do corpo como a digestão, liberação de hormônios, etc. Esse é um tipo de energia mais densa porque vai alimentar o corpo que é uma energia em maior densidade (ou seja, vibração mais condensada).

Emocional: é a segunda energia mais densa que produzimos, ela tem um certo gosto e é produzida de acordo com os estímulos diários que recebemos alinhados com nosso sistema de crenças. Por exemplo: acreditamos que comprar uma Ferrari traz felicidade então quando compramos a bendita, produzimos essa energia. A questão é que este não é um fluxo permanente porque essa energia é produzida pelo corpo em si então conforme vamos nos acostumando com a Ferrari, o corpo volta a funcionar como sempre funcionou e voltamos pro nosso estado energético interno anterior.

Mental: menos densa que a energia emocional, mas intrinsicamente ligada com as emoções. Através da mente expressamos as energias que estão presas dentro de nós para liberá-las. As nossas emoções tem voz! Também expressamos e nos conectamos com energias de outras pessoas que passam por nós e energias espirituais que estão ao nosso redor. Então quando nos identificamos com a mente, ou seja, quando acreditamos que aqueles pensamentos são nossos e resumem quem nós somos, estamos caindo em uma armadilha de não saber usar nosso corpo direito. Corretamente usada, a mente é um mecanismo de produção, organização e controle energético, criação e materialização do espaço interno. Como mecanismo de reflexão deve ser usada em momentos apropriados de centramento e silêncio interior, calma e a correta limpeza energética. Enquanto estamos carregando passado, futuro, opiniões, julgamentos, generais, pai e mãe, traumas, propaganda, televisão, medo, etc. Dentro de nossos corpos, fica muito difícil confiar nos conselhos da mente como a melhor resolução de problemas e guia de vida.

Espiritual: essa é a energia mais sutil de todas e é preciso produzir energia suficiente para alimentar as três categorias anteriores abundantemente antes de começar a produzir esta. A energia espiritual é a energia de conexão com outras dimensões, poderes psíquicos, contato com espíritos. Todos nós temos alguns talentos ou dons espirituais que vamos abrir e descobrir durante nosso processo de auto cura. Eles são ferramentas muito importantes para nossa realização espiritual na Terra. Inicialmente tempos os cinco super sentidos: clarividência (a clareza de ver energia, auras, espíritos, campos), clariaudiência (a clareza de ouvir as dimensões mais sutis, pensamentos, espíritos), claricheiro (a clareza de sentir cheiros do passado, do futuro, espíritos, seres, emoções), claripaladar (a clareza de sentir gosto de quem fez a comida, por onde a comida passou antes de chegar até a mesa, de sentir o gosto de momentos da vida) e clarisentir (a clareza de sentir energia, emoções de outras pessoas, intuição – esse clarisentido é o que eu acredito que está sendo mais elevado nesta transformação Planetária e da nossa espécie, esse sentido já está praticamente saindo da categoria espiritual e se tornando um sentido próprio do corpo de todos nós e por isso se faz tão importante aprender a usá-lo corretamente). Além dos clarisentidos, inúmeros outros são possíveis como a vidência, a profecia, a conexão com outros tempos, a manipulação de energia, o acesso à conhecimentos perdidos e por aí vai. São infinitas as possibilidades e cada um vai encontrar o seu. Estamos caminhando realmente para uma Era mais X-men mesmo. Só precisamos nos libertar de tanta vibração baixa porque se não alimentamos nossas outras necessidades energéticas, não acessamos estes talentos tão divertidos.

Além de alimentos, ar e água, nos alimentamos e absorvemos energia de fontes que estão ao nosso redor. Sejam elas outras pessoas, eletricidade, a Natureza, a televisão, o computador, pensamentos positivos ou negativos também geram energia que nos alimenta positiva ou negativamente. Ser alimentado negativamente significa literalmente que essa vibração tem carga abaixo de zero, ou seja, você vai ter que compensar com sua energia vital aquela vibração para voltar para o seu equilíbrio energético. Sabe quando estamos perto de alguém ou alguma situação muito negativa e nos sentimos exaustos é porque fomos drenados da nossa energia vital porque as energias negativas ao nosso redor que absorvemos geraram uma necessidade de uso das reservas que temos. E, pelo lado positivo, quando estamos em um grupo de pessoas que amamos, nos alimentamos deste momento, deste amor. Sabe quando sentimos que é bom ficar na presença de alguém ou nos sentimos bem em um local? É que recebemos uma vibração positiva ou seja, que adiciona à nossa reserva de energia vital e eleva nossa capacidade de viver.

 

to be continued…

Tornar consciente é trazer para a superfície seja ela mental, emocional, energética ou externa o que estava reprimido, fragmentado ou escondido no nosso inconsciente, e por isso, no inconsciente coletivo. A maior ferramenta de consciência é a mente auto observadora mas para observar-se a si mesmo é preciso calma na mente e este é um dos maiores desafios contemporâneos, uma aventura grandiosa, mitológica, evolutiva e abridora de caminhos.

Introduction to the Game of Life Coaching Process

Truly accepting that life is a divine game is a new perspective on the reality that surrounds us every day, a manner of interpretation of the daily tasks, delights and challenges that we face. An entire new cosmology to help us understand the motives and patterns that we live that will assist us in our path of evolution as a human being and as a spiritual soul.

The Game of Life is and has been all around us since the beginning of time. It is the ultimate reason why we are here, as souls incarnated in a material plane, subject to many laws and rules of the material experience. The understanding of the dynamics of this Game, makes life much easier, accelerates your process of healing and growth towards your final destination – the complete realization of a soul in matter. In order to reach this destination though, there are many missions that we need to fulfill during our many lives, karmic debts that we choose to pay according to these missions and relationship connections that assist us in these accomplishments.

Life itself wants us to realize our true potential and fulfill our missions, so it guides and helps us every single day towards our bigger goal. Even though most of the souls are not ready to complete the game just now, we are all ready to accomplish that which we came to live at this present stage of evolution we are in. If we fail to do that, we return to play this mission once again, endlessly until we have learned all the lessons and gained enough knowledge to then move on to another one. Understanding the Language of Life, how it speaks to us, what lessons it wants us to learn and how it chooses to teach us is what in fact will make this journey less of a mystery and accelerate our path towards ultimate spiritual and human realization.

More evolved civilizations of the past had great knowledge and respect for astrology, the influence that the planets and constellations have on our lives. According to this line of study, each planet has it’s specific qualities – Mars holds the energy of war, discipline, organization, initiation, superation; Mercury holds the energy of the mind, reflection, science, communication, medicine, judgment, study, accomplishment; Saturn hold the energy of debt, tests, teachings, challenges, effort, death; Jupiter holds the energy of gifts, fortune, destiny, good luck, expansion, energy, awakening and so forth. What most people tend to ignore though is what are the energies that are held by the Earth itself. For example, if an Alien living in Mars was to look at his Natal Chart, he would look at the position of his Earth in order to see where love, community, tribe, duality, time, grounding, magic and more was influencing his life. Planet Earth is the ultimate Mastery School of Love. We come to the Earth to live many lives in order to gain enough knowledge and experience to eventually reach the state of pure unconditional love, the vibration of God, the state of Buddha. This is the perfect vibration held by great masters of the human experience in all times.

We are all playing a game all the time, a game that has a language of its own. Understanding these playing conditions brings us to a great acceptance of the processes we go through. The main rule of this game, that is a gift that was given to humanity by the Creator, is free will. The ultimate ability to choose. Choose the life you want to live, choose between good and bad, light and dark. (Duality itself is another law of this game because it is actually a strategy for consciousness raising.) So, we have also been given the choice to be conscious of the Game or not. The more you place your belief on the Game, the more it will reveal itself to you. Because accepting life as a game also means accepting to accomplish your mission and from that moment on, the Game itself begins to support you towards that goal. Learning how to play the Game is learning how to see that which is presented to you and choose that which is right for your path.

It’s not that you haven’t been on your mission’s path if you haven’t been conscious of the Game. Your soul is the driver of the body, the sacred vessel, and all souls want to realize themselves. Ultimately all souls know they are playing a Game. Some can revolt against it, some can choose to just indulge in the pleasures of the material experience, some can forget that a long time ago they made a choice to evolve but most of them do know they are on a mission. And most of the important decisions that shape your life came in fact from the soul. If it’s important for the soul to live a life of disconnection with any kind of spiritual knowledge in order to grow some qualities that come as a result of this atheist experience, then it will guide it’s personality towards a life like that. And that’s ok, each soul has it’s own strategy of evolution. Each experience is equally important for the evolution of consciousness. But still, even a soul that is completely uninterested in any spiritual connection, can still learn to speak the Language of Life because it will help in it’s material mission. Some can interpret this Language as God, others can focus on energy, power of attraction, reality creation, subconscious power, Mother Earth, intuition… The definition of it will come according to your mission and whatever explanation of the Great Mystery you choose to be comfortable with is the one that will be more appropriate to the qualities you have come to develop at the present time.

The Game is played in a beautiful partnership between the soul and the personality. The personality is the one that has only one life, is the name we are given at birth, the Family, the enviorment, the experiences of this particular life. The soul is the eternal flame behind it, it’s the energy that observes the personality and subtily guides it when it is necessary. Just as the belief in the Game strengthens the reality of if, so does the belief on the soul. The more you connect with your soul, the more it will come alive inside of you. You will get to know it and truly help it on its path to evolution, it will guide you according to the limits that it is allowed to.

Depending on the age of your soul, there are less or more possibilities of choices done before you come the material experience. You can choose Family, place of birth, karmic debts you wish to pay, abilities you wish to develop, create a playing strategy before actually beginning the Game. A newer soul will have less choice for there are lessons all souls must begin with, an older soul that has accomplished the basic learnings can than justify it’s lessons of choice for its evolution strategy. Each soul and human in play doesn’t have to go through the exact same steps though because we are all part of one greater collective spirit. In another level, we are one spirit, evolving itself through a fragmented experience. It is much easier to evolve having 7 billion experiences at the same time as separate individuals than it is to evolve as one unique being. This interconnectvity is one of the main facets of the Game, as you begin to be conscious of this, you will see how we help each other in our missions because in fact we are helping ourselves. Reflection, mirrors and sincronicity are one of the pilars of the Language of Life. As a small part of a greater collective, we have a specific role to play that is unique and different from everyone elses, this individuality is actually greatly encouraged by the Game because the more unique your experience, the bigger the learning for the collective. That is why each one will follow it’s specific path guided ultimately by that which is deeply inside itself – the heart and the soul.

The Game is gentle at times and intense at others. Making a choice to evolve is really choosing to live a life of great emotion, adventure, beauty, discovery and sharing. The Game has fases: it begins with more of a flirting with a possibility to see reality in a different way, an opening of the heart to a deeper connection to the planet, to life and to love. When the Game starts to reveal itself, a trust starts to come to surface, an ancient knowledge of how to play it starts to come from the heart, some call it Faith. A deeper calmness results of our realization that we are actually taken care of, it opens us for more opportunity, new ideas, new desires come to you. Truly seeing that life is much more than what is initially offered to the eye also opens you to much more of yourself than you ever allowed yourself to see. Once the Game is deeply rooted within you, some bigger challenges can and must come to you, this develops the Language and you. It’s really like a videogame where after a few fases you have that final big boss moment and just like it after you pass it you evolve to a bigger fase of your development. And once you start to go through life going through these challenges that happen to all of us from the perspective of playing a game, they become fun! And you get so good un learning from them that you don’t have to repeat them anymore so they Always bring you to a place of higher joy and Peace with yourself and others around you. When the next one comes you actually enjoy it!

Welcome to the Game! The Coaching Process.

To play the Game is to understand life from a greater perspective and to understand yourself as deeply as possible because there is no other role to play than your own. But there are a few essential qualities that must be developed by everyone in order to be conscious of the Game and that is where the coaching will help you, to open your vision outwards and inwards and help you gain enough confidence in your game that you can eventually play by yourself for the rest of your life (and lives). Giving the first steps can be confusing and the mistakes are extremely important because they build the knowledge for more difficult stages of the future. So making mistakes is very encouraged in this Game as it is one of the best strategies for learning. The coaching is basically a way to lean on those that ventured by themselves and went through extremely difficult lessons in order to be made conscious of the invisible all around. Having a coach in the beginning can make your process a bit more gentle and easier. A coach that is deeply living the Game as a lifestyle can also access the Language of Life and the Game itself to answer deeper questions that might come from your part. As for the coach itself is a greater learning to play with someone else too. Evolving the consciousness of how the Game speaks to each individual because some things are basic, some are extremely unique.

The coaching is a way of having the support of a more experienced player to begin your conscious play. Once a week we connect for a overview of lifes patterns, recurring signs, self discoveries, relationship connections and start to paint a Picture of a “board” – a understanding of the direction life itself seems to be pointing to you, possibilities of missions, Discovery of uniqueness, hidden talents that come as a result of certain tests. We share more practical information about the Game, the Language as it reveals itself to you. It is an intimate process of deep respect for your unique individuality and how to support a flowering of your greatest version.

There are a few qualities that need to be developed for the Game and the coaching will also assist you in this. They are intuition (ability to trust a deeper part of yourself that knows), neutral self observation (a 10-15 minute silence meditation of thought observation is required), self confidence, courage, spiritual curiosity (your soul will guide you to teachers, retreats, books, healings, people and places from many different lines that have something for you and the coaching will help you understand what the soul wants from this), energy consciousness, a desire to grow, deep gratitude, desire to play the Game, connection with nature and cyclical time (a red moon journal will also be required).

Everyweek we will have one Skype call for a reading of the weeks developments through the perspective of the Game. During the rest of the week we talk through Whatsapp about any relevant signs, people, information that might have come to you. You will also receive one text to read every week after the call that relates to your process or the Game itself.

It is not a miraculous healing, as Life, it takes time to develop the right beliefs, takes cycles for the Game to reveal itself to you. But as the tallest trees, they take the longest to grow and once your have accessed this truth, it will be beside you forever because developing the vision of the Game is a priceless quality that all souls can take to their future missions as well.

Conforto para salvar o masculino

Vivemos uma crise de precisar de conforto. Ar condicionado, super mercado, compras online, apartamento, colchão 7 molas, televisões com telas gigantes, celulares que pensam por nós…

Por trás disso tudo, se esconde a crise do masculino. A missão do masculino é explorar, proteger, prover, lutar, esforçar… O provedor que permite que a mulher expresse sua missão de nutrir, beleza, delicadeza, amor, curar e espiritualidade. Quanto mais os homens criam estes enormes DIY para as mulheres, menos sua missão de provedor faz sentido então criam-se novos desejos de conforto para que o homem possa seguir provendo. É preciso telas maiores, máquinas mais fortes, frutas geneticamente modificadas, remédios mais poderosos… Criam-se doenças, medos, ideias não naturais para que o homem não perca sua função dentro dos gêneros.

Quanto mais conforto se precisa, maior é o vazio do masculino internamente.